Governo prolonga subsídio à gasolina por causa da guerra
1 veículo de esquerda · 2 veículos de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o governo vai adiar a retirada do subsídio à gasolina em razão da escalada da guerra no Oriente Médio, após novos ataques dos Estados Unidos contra o Irã. Os valores atuais de R$ 1,12 por litro de diesel e R$ 0,44 por litro de gasolina serão mantidos, assim como o imposto de exportação de 12% sobre o petróleo.
Veículos de esquerda destacaram que o governo optou por manter a proteção aos consumidores diante da instabilidade internacional, adiando a retirada do subsídio à gasolina, e enfatizaram a medida provisória que renegocia dívidas rurais com juros menores para pequenos produtores, tratada como resposta às perdas climáticas.
Veículos de direita enfatizaram que o governo mais uma vez adiou o cronograma de retirada do subsídio à gasolina, prolongando uma intervenção fiscal que o próprio ministro reconhece que deveria ter fim, e associaram a indecisão diretamente à escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã.
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina e R$ 1,12 por litro de diesel seguem valendo; imposto de exportação de petróleo de 12% é mantido; renegociação de dívidas rurais prevê juros de 6% a 12% ao ano conforme o porte do produtor, com prazos de até dez anos; aumento da mistura de etanol na gasolina de 30% para 32% segue previsto.
Todos os veículos convergem que o governo decidiu adiar a retirada do subsídio à gasolina por causa do agravamento da guerra no Oriente Médio, mantendo o imposto de exportação de petróleo em 12% e reavaliando as medidas diariamente.
Não há data definida para a nova reunião do CNPE sobre o aumento do etanol na gasolina, nem prazo certo para o governo retomar a retirada do subsídio; também não está claro se o bloqueio do estreito de Ormuz chegará a se concretizar.
O governo federal decidiu adiar mais uma vez a retirada do subsídio à gasolina, anunciou nesta quinta-feira (9) o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A justificativa é o agravamento da guerra no Oriente Médio: nesta semana, os Estados Unidos atacaram mais de 90 alvos militares no Irã, rompendo o frágil cessar-fogo que vigorava desde o início do mês e reacendendo o temor de um bloqueio no estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.
Durigan afirmou que o objetivo do governo continua sendo encerrar o benefício, mas que o momento exige cautela. Segundo ele, a retirada do subsídio será reavaliada na semana que vem. Os números atuais permanecem: R$ 1,12 por litro de diesel e R$ 0,44 por litro de gasolina, além da manutenção do imposto de 12% sobre a exportação de petróleo, criado para bancar as medidas emergenciais. O ministro disse ainda que parte das medidas de socorro já foi retirada: o PIS/Cofins sobre o diesel voltou a ser cobrado e o acordo com os Estados sobre o ICMS da importação foi encerrado.
A cobertura de centro, como a do Poder360 e a da Notícias ao Minuto, a partir de apuração da Folhapress, relatou com precisão os valores dos subsídios e a cronologia da política: o novo patamar de subvenção definido em maio, de R$ 0,89 por litro, e o anúncio de retirada gradual feito há uma semana, agora revertido pela escalada da guerra. Veículos de esquerda, como o ICL Notícias, destacaram com mais ênfase a medida provisória que o governo prepara para renegociar dívidas rurais, com juros escalonados entre 6% para pequenos produtores e até 12% para grandes, e prazos de pagamento de até dez anos, enquadrando a política como proteção a produtores mais vulneráveis às perdas climáticas. Já a cobertura de direita, exemplificada pelo R7, enfatizou o vínculo direto entre a escalada do conflito no Irã e a decisão do governo, associando a medida econômica brasileira à instabilidade internacional provocada pelos ataques dos Estados Unidos.
Um ponto de convergência entre as fontes é que a política de subsídios segue sendo tratada como provisória e sujeita a revisão diária, sem abandono da meta de eventual normalização fiscal. Também é consenso que o aumento da mistura de etanol na gasolina, de 30% para 32%, segue previsto, mesmo após o adiamento da reunião do Conselho Nacional de Política Energética que discutiria o tema.
O que ainda não se sabe é quando o governo de fato retomará o cronograma de retirada do subsídio, nem se o temido bloqueio do estreito de Ormuz chegará a se concretizar. Também não há data marcada para a nova reunião do CNPE sobre o etanol.
Ataques recentes no Irã influenciaram a decisão do governo brasileiro

Durigan diz que agravamento do conflito elevou cautela do governo; imposto sobre exportação de petróleo será mantido. Leia no Poder360.

(Folhapress) - Os novos ataques dos EUA ao Irã e o possível bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do combustível mundial, devem levar o

