Ministério do Esporte adia reunião com clubes sobre fim das bets sem nova data
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O Ministério do Esporte adiou, sem nova data, a reunião marcada para 29 de setembro com a Confederação Brasileira de Futebol, clubes das quatro séries do Brasileiro e federações estaduais para discutir os efeitos da medida provisória que proibiu as bets. O governo alegou motivos logísticos, enquanto os grandes clubes do Rio de Janeiro e de São Paulo já sinalizavam que não compareceriam.
Pela leitura de esquerda, a proibição das bets responde ao superendividamento das famílias, e a reunião com os clubes era um gesto de escuta para ajudar o futebol a se adaptar a uma receita que ele nunca teve antes da expansão das apostas. O adiamento foi apresentado como questão logística, com o compromisso de remarcar o encontro.
Pelo prisma de direita, a proibição por medida provisória rompeu contratos firmados sob regras que o próprio governo criou, sem estudos de impacto e sem ouvir o setor. A convocação dos clubes a seis dias da eleição foi vista por dirigentes como eleitoreira, e o esvaziamento do encontro antecedeu o adiamento.
16 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
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Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
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Todas as coberturas confirmam que a reunião de 29 de setembro foi adiada sem nova data, que a justificativa oficial foi logística e que a perda de patrocínios de apostas pesa no orçamento dos clubes.
O Ministério do Esporte adiou a reunião marcada para 29 de setembro com a CBF, clubes e federações sobre a medida provisória que proibiu as bets. O governo alegou motivos logísticos; grandes clubes do Rio de Janeiro e de São Paulo já indicavam que não iriam. Os sites de apostas saem do ar em 6 de outubro.
O Ministério do Esporte adiou a reunião que faria nesta terça-feira, 29 de setembro, com a Confederação Brasileira de Futebol, a CBF, os clubes das séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro e as federações estaduais. O encontro discutiria os impactos da medida provisória que proibiu as apostas on-line no país, as chamadas bets. Não há nova data.
Em ofício ao presidente da CBF, Samir Xaud, o ministro do Esporte, Paulo Henrique Perna Cordeiro, atribuiu o adiamento à proximidade da data e aos horários de voos disponíveis. A reunião seria no Palácio do Planalto, com os ministros da Fazenda, Dario Durigan, do Planejamento, Bruno Moretti, e da Casa Civil, Miriam Belchior. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participaria.
A medida provisória foi publicada em 25 de setembro. Ela impede novos depósitos, dá aos apostadores até 5 de outubro para sacar os saldos e determina que a Agência Nacional de Telecomunicações bloqueie os sites em 6 de outubro. O governo justifica a proibição com o combate ao superendividamento das famílias e enviou ao Congresso um projeto que prevê de quatro a seis anos de reclusão para quem explorar apostas. A medida precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias. Dos 20 clubes da Série A, 14 têm patrocínio master de casas de apostas, e o setor pagou mais de R$ 1 bilhão aos maiores clubes em 2025.
A cobertura de centro registrou que a pauta incluía linhas de crédito para dívidas e receitas futuras dos clubes, e que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, negou poder financiar clubes. A mesma cobertura relatou que os oito grandes clubes do eixo Rio-São Paulo e o Cruzeiro indicavam que não iriam ao encontro. Segundo reportagens de bastidor, dirigentes de Flamengo e Palmeiras consideravam a reunião eleitoreira, por ocorrer a poucos dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. O Flamengo estima perda de até R$ 400 milhões. Veículos de centro também trouxeram o contraponto de que nenhum contrato de apostas passa de 13% do orçamento de um clube da Série A.
Veículos de esquerda destacaram a disposição do governo em ouvir os clubes e a frase do ministro do Esporte de que o futebol brasileiro existia antes das bets e pode seguir sem elas. Esse enquadramento deu pouco espaço ao boicote e às ações judiciais. Não houve cobertura identificada de veículos de direita. O ângulo mais crítico ao governo apareceu na cobertura de centro, pela voz dos clubes: falta de segurança jurídica, risco de mercado clandestino e a declaração de Lula de que "os clubes que se virem".
No campo judicial, a Associação Nacional de Jogos e Loterias e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável pediram ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, a suspensão da medida. Clubes paulistas decidiram esperar a conversa com o governo antes de recorrer à Justiça.
Ainda não se sabe quando a reunião será remarcada, quais medidas de apoio o governo vai oferecer nem se o Supremo decidirá antes de os sites saírem do ar.


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Nesta matéria: perspectiva omitida.