A ex-primeira-dama de Goiás, Gracinha Caiado, filiada ao União Brasil, lidera a disputa pelas vagas ao Senado Federal no estado, segundo pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas divulgada nesta segunda-feira, 6 de julho de 2026. No cenário estimulado, em que os nomes são apresentados aos entrevistados, ela soma 35,1% das intenções de voto e aparece à frente de todos os concorrentes.
A disputa pela segunda vaga está indefinida. O senador Vanderlan Cardoso, do PSD, aparece com 25,8%, e Gustavo Gayer, do PL, com 21,2%. Os dois estão em empate técnico dentro da margem de erro de 2,8 pontos percentuais. Zacharias Calil, do União Brasil, com 19,8%, também está tecnicamente empatado com Gayer, mas não alcança Vanderlan. A lista segue com Gustavo Mendanha, Humberto Teófilo, Marcelo Moreira, Cintia Dias e outros nomes com percentuais menores.
A cobertura de centro, feita por veículos como o Poder360 e a Band, detalhou a metodologia do levantamento: foram ouvidos 1.300 eleitores em 61 municípios goianos, entre os dias 3 e 5 de julho, com grau de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número GO-01366/2026, teve custo de R$ 45 mil e foi financiada pela GSTV Goiás. O Poder360 lembrou ainda que Gracinha Caiado é mulher do governador Ronaldo Caiado, do PSD, apontado como pré-candidato à Presidência.
Veículos de direita, como A Redação e a Revista Oeste, destacaram os números e a competição acirrada pela segunda vaga, ressaltando o desempenho de nomes ligados ao campo de centro-direita. O levantamento também mediu a rejeição: no Senado, Vanderlan Cardoso lidera esse quesito com 15,7%, seguido por Gustavo Gayer, com 11%, e Gracinha Caiado, com 10,8%.
O mesmo estudo mapeou a corrida ao governo estadual. O atual governador, Daniel Vilela, do MDB, aparece na liderança com 44,4% das intenções, à frente de Marconi Perillo, do PSDB, com 25,4%, e Wilder Morais, do PL, com 11,5%. Luis Cesar Bueno, do PT, registra 3,3%. A gestão de Vilela é aprovada por 74,5% dos goianos, com desaprovação de 20,8%.
A leitura das diferentes coberturas converge nos números, mas diverge na ênfase. Uma leitura à esquerda destacaria a concentração de poder em torno da família Caiado e do campo governista, além do desempenho reduzido dos candidatos de PT e PSOL, lendo o quadro como sinal de baixa pluralidade e assimetria de recursos na disputa. Uma leitura à direita enfatizaria a alta aprovação da gestão estadual e a preferência do eleitorado goiano por nomes de perfil liberal-conservador, interpretando os índices como reconhecimento de boa administração.
O que ainda não se sabe é como o quadro evoluirá até o período eleitoral: a definição das candidaturas ao Senado permanece em aberto, com vários nomes tecnicamente empatados, e a pesquisa reflete um retrato do início de julho, sujeito a mudanças conforme campanhas, alianças e a própria corrida presidencial que envolve Ronaldo Caiado avançarem.