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Os rodoviários do Rio de Janeiro iniciaram greve por tempo indeterminado à meia-noite de segunda-feira, 29 de junho de 2026, após assembleia no domingo. A paralisação reduziu a frota de ônibus e gerou filas e longas esperas na capital. O TRT-1 emitiu liminar exigindo 50% da frota nos horários de pico e 25% nos demais, com multa diária de R$ 50 mil por descumprimento. Segundo o Rio Ônibus, cerca de 860 ônibus circulavam, de 1,8 mil previstos, e cerca de 40 veículos foram depredados. Metrô, trens e BRT reforçaram a operação. O tribunal marcou audiência de mediação para terça-feira.
Os motoristas de ônibus do Rio de Janeiro iniciaram uma greve por tempo indeterminado à meia-noite desta segunda-feira, 29 de junho de 2026, depois de uma assembleia realizada no domingo. A paralisação reduziu drasticamente a frota em circulação e gerou filas, lotação e longas esperas em terminais e pontos da capital fluminense, justamente em um dia de ponto facultativo decretado por causa do jogo entre Brasil e Japão pela Copa do Mundo.
A cobertura de centro relatou os fatos com paridade de fontes. A Justiça do Trabalho, por meio de uma liminar do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, o TRT-1, determinou a circulação de pelo menos 50% da frota nos horários de pico e 25% nos demais períodos, sob pena de multa diária de R$ 50 mil para os sindicatos patronal e dos trabalhadores. Segundo o Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas, cerca de 860 coletivos estavam nas ruas, de um total previsto em torno de 1,8 mil. Para reduzir o impacto, o metrô, os trens da TrensRJ e o sistema BRT reforçaram a operação com viagens extras. O tribunal marcou uma audiência de mediação entre as partes para as 11h desta terça-feira, 30 de junho.
Veículos de esquerda enfatizaram a perspectiva dos trabalhadores e trataram a paralisação como uma causa justa. Destacaram que a categoria reivindica piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e de R$ 5 mil para condutores de articulados, além de vale-alimentação de R$ 1 mil e adoção da jornada 5x2. O presidente do sindicato dos rodoviários, Sebastião José, classificou como falta de respeito a proposta das empresas, um reajuste de 4,39% correspondente ao IPCA acumulado até abril, para uma categoria que, segundo ele, trabalha mais de 14 horas por dia e fica exposta à violência diária da cidade. O dirigente responsabilizou o sindicato patronal pela dificuldade de cumprir a liminar, alegando que o Rio Ônibus não havia enviado a escala dos trabalhadores. A pauta inclui ainda o fim dos contratos temporários e a contratação pela CLT no BRT, além de planos de saúde e odontológico. A prefeitura chegou a pedir à Justiça o aumento do percentual mínimo de frota.
Veículos de direita enfatizaram o impacto sobre a população e o vandalismo. Lembraram que cerca de 32 milhões de passageiros usam o sistema de ônibus por mês e que a Justiça precisou impor a frota mínima para garantir o direito de ir e vir. A depredação de cerca de 40 veículos durante a madrugada foi tratada como agravante do caos e desrespeito ao patrimônio. O Rio Ônibus afirmou que as garagens estavam abertas, cobrou respeito à legalidade e à determinação judicial e disse manter as negociações em aberto, lembrando que a proposta seguia o reajuste do IPCA.
O que ainda não se sabe é o desfecho da audiência de mediação marcada para terça-feira, se as empresas e os trabalhadores chegarão a um acordo sobre os valores e a jornada, e por quanto tempo a paralisação seguirá afetando o transporte na cidade.
Todos os lados reconhecem que a greve reduziu a frota e gerou caos no transporte, que o TRT-1 impôs frota mínima sob multa de R$ 50 mil e que cerca de 40 ônibus foram depredados.
Como cada lado cobriu
Veículos com viés à esquerda
Veículo de esquerda com enquadramento favorável aos trabalhadores: descreve a manhã como 'verdadeiro caos', enfatiza a jornada de mais de 14h e a exposição à violência, e reproduz com destaque a fala do presidente do sindicato sobre 'falta de respeito'. Aponta que a prefeitura pediu aumento do percentual mínimo de frota. Detalha a reivindicação como causa justa.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Nenhum veículo de centro cobriu esta história.
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar de publicada por veículo de perfil de direita, a matéria é majoritariamente factual: detalha a liminar do TRT-1, a multa diária, os números da frota, as falas do Rio Ônibus e do presidente do Sintrucad-Rio e a pauta completa dos trabalhadores, com paridade de fontes. Tom predominantemente descritivo.

Paralisação por tempo indeterminado afeta transporte na capital carioca; Justiça determina circulação mínima

De acordo com o Rio Ônibus, há 860 coletivos ativos na capital, após decisão da Justiça que determinou a circulação mínima de 50% da frota em todas as linhas

O Rio Ônibus afirmou que há 800 coletivos circulando pela cidade e que as empresas estão mobilizadas para colocar suas frotas em operação. A entidade informou
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Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Texto de agência, factual e enxuto, ancorado em informações da Agência Brasil. Apresenta a determinação do TRT-1, a proposta das empresas, a pauta dos trabalhadores e o contexto do jogo da Copa. Título destaca o vandalismo, mas o corpo sustenta o número.
Perspectivas omitidas


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