Perícia da campanha de Haddad aponta viatura da PM parada 20 minutos em SP
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Para a leitura de esquerda, o laudo apresentado pela campanha de Fernando Haddad expõe o problema central do episódio: o aparato de segurança de um governo estadual foi acionado em cima do motorista de um candidato adversário, em plena campanha eleitoral. A conclusão de que uma viatura ficou cerca de 20 minutos parada perto do carro de Alessandro Caseri e de que um policial circulou com lanterna acesa pela rua contradiz a versão da Secretaria da Segurança Pública, que sustentou não ter encontrado indício algum. O parecer da Procuradoria Regional Eleitoral reforça esse ângulo ao afirmar que o encontro de duas equipes da Força Tática com o mesmo veículo em 44 minutos, numa área restrita, fragiliza a tese de acaso. Nessa perspectiva, o que está em jogo é a proteção do processo eleitoral contra o uso da máquina pública e o direito de um trabalhador de não ser intimidado por policiais no exercício do próprio ofício.
A campanha de Fernando Haddad ao governo de São Paulo apresentou em 31 de agosto um laudo pericial que aponta a permanência de uma viatura da Polícia Militar por cerca de 20 minutos perto do carro do motorista Alessandro Caseri, na Vila Mariana.
Na leitura de direita, o dado institucional do dia é o arquivamento: a Procuradoria Regional Eleitoral não encontrou elementos para atribuir ilícito eleitoral ao governador Tarcísio de Freitas, candidato à reeleição, e afastou a acusação de abuso de poder político.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Todos os lados registram que a Procuradoria Regional Eleitoral arquivou a representação contra Tarcísio de Freitas e, ao mesmo tempo, considerou inverossímil a hipótese de coincidência no patrulhamento. Há acordo também em que nenhuma imagem divulgada até agora mostra a abordagem propriamente dita e em que o inquérito da Polícia Civil segue aberto.
A campanha de Fernando Haddad apresentou um laudo pericial que contesta a versão do governo de Tarcísio de Freitas sobre a abordagem de policiais militares ao motorista da campanha, em São Paulo. O Ministério Público Eleitoral arquivou a representação, mas classificou como inverossímil a tese de coincidência no patrulhamento.
A campanha de Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, apresentou em 31 de agosto de 2026 um laudo pericial para contestar a versão do governo de Tarcísio de Freitas sobre a abordagem sofrida por seu motorista, Alessandro Caseri. Segundo o documento, assinado por dois peritos judiciais em 28 de agosto, uma viatura da Polícia Militar permaneceu cerca de 20 minutos nas imediações do hotel onde o carro estava estacionado, na Vila Mariana, zona sul da capital paulista. A perícia analisou imagens de quatro câmeras de estabelecimentos comerciais da rua e concluiu que a viatura parou em um trecho fora do alcance de parte das lentes.
O episódio começou em 11 de agosto, quando Caseri afirma ter sido intimidado por policiais militares depois de deixar Haddad em casa. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo sustenta desde então que não houve perseguição: em 13 de agosto informou não ter encontrado indícios de irregularidade após examinar imagens de cerca de 40 câmeras e os dados de localização das viaturas, e divulgou um vídeo em que uma viatura passa ao lado do carro sem parar. O advogado Thiago Rocha, que representa Haddad e o motorista, afirma que três viaturas cruzaram com o condutor naquela noite e que policiais desceram de uma delas para mandá-lo sair do local. Uma das capturas incluídas no laudo mostra um policial com lanterna acesa circulando pela rua enquanto o carro estava estacionado.
No mesmo dia da apresentação do laudo, a Procuradoria Regional Eleitoral arquivou a representação apresentada pela campanha, por não encontrar elementos para atribuir ilícito eleitoral ao governador, que disputa a reeleição. O parecer, porém, considerou inverossímil a hipótese de mera coincidência: para o procurador regional eleitoral Paulo Taubemblatt, o contato de duas equipes da Força Tática, de batalhões diferentes, com o mesmo veículo em 44 minutos e dentro de uma área restrita fragiliza a tese de patrulhamento comum. Cópia integral do procedimento foi enviada ao Ministério Público de São Paulo para avaliação de eventual irregularidade administrativa, e a Polícia Civil mantém inquérito aberto no 96º Distrito Policial.
A cobertura convergiu nos fatos, mas separou-se na ênfase. Veículos de esquerda destacaram a contradição entre o laudo e a versão oficial, trataram o caso como uso do aparato policial estadual para constranger um adversário em plena campanha e deram relevo à conclusão de que a viatura ficou parada no local. Veículos de direita enfatizaram o arquivamento na esfera eleitoral e a ausência de elementos contra o governador, lembraram que o laudo foi encomendado por uma das partes e apontaram versões conflitantes atribuídas ao próprio motorista. A cobertura de centro relatou os dois movimentos lado a lado: o conteúdo da perícia, a negativa da Secretaria da Segurança Pública e o limite explícito do documento, que não registra a abordagem em si.
Ainda não se sabe o que mostram as imagens das mais de 70 câmeras que o governo estadual afirma ter examinado depois da primeira apuração, nem se o Ministério Público de São Paulo abrirá procedimento por eventual irregularidade administrativa na atuação policial. Também segue em aberto o desfecho do inquérito da Polícia Civil, que apura se houve abuso ou descumprimento de protocolo, e se a campanha vai recorrer do arquivamento dentro do prazo de dez dias. Nenhum dos lados apresentou até agora uma imagem que registre diretamente o momento da abordagem relatada pelo motorista.

Haddad apresentou perícia que aponta viatura parada perto de hotel onde seu motorista relata intimidação de policiais militares.

A versão apresentada por Tarcísio de Freitas (Republicanos) para explicar a atuação da Polícia Militar no episódio envolvendo o motorista de Fernando Haddad

Procuradoria não viu elementos contra o governador Tarcísio de Freitas

Ainda não há outra notícia sobre Abordagem ao motorista de Haddad.