
Perícia contratada por Fernando Haddad aponta viatura da PM parada 20 minutos
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Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, apresentou em 31 de agosto de 2026 um laudo pericial contratado por sua campanha que conclui que uma viatura da Polícia Militar permaneceu cerca de 20 minutos parada perto do carro de seu motorista, Alessandro Caseri, em frente a um hotel na zona sul da capital. O episódio ocorreu em 11 de agosto, depois de Caseri deixar o candidato em casa. A Secretaria da Segurança Pública sustenta que não houve perseguição e que as viaturas apenas passaram pelo local. No mesmo dia, a Procuradoria Regional Eleitoral arquivou a apuração de crime eleitoral contra o governador Tarcísio de Freitas, mas classificou de inverossímil a hipótese de coincidência e remeteu cópia ao Ministério Público estadual. O inquérito da Polícia Civil segue aberto.
Esquerda
Veículos de esquerda leem o episódio como sinal de uso da máquina policial estadual contra um adversário eleitoral. Para esse enquadramento, o ponto decisivo é que a perícia contratada pela campanha de Fernando Haddad encontrou uma viatura parada por cerca de 20 minutos ao lado do carro do motorista, enquanto o governo de Tarcísio de Freitas afirmava categoricamente que nenhuma viatura havia parado.
Centro
Sem cobertura neste espectro.
Direita
Veículos de direita organizam a notícia em torno do desfecho jurídico: o Ministério Público Eleitoral arquivou o procedimento e não encontrou elementos para atribuir ilícito eleitoral ao governador Tarcísio de Freitas, candidato à reeleição.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O texto adota o enquadramento da campanha petista já no título ('contestam governo Tarcísio') e concede o espaço narrativo principal ao advogado da defesa e ao próprio candidato, tratando o laudo contratado pela campanha como peça central. Ainda assim, registra a versão da Secretaria da Segurança Pública, informa que o documento 'não registra a abordagem' e cita o arquivamento pela Procuradoria Eleitoral, o que evita distorção factual. Enquadramento de esquerda por seleção de ênfase, não por manipulação dos fatos.
Perspectivas omitidas
O enquadramento é declaradamente adversarial ao governo estadual: o título afirma que a perícia 'contradiz' o governador, o olho da matéria repete que o laudo derruba a explicação de coincidência e a seção de leituras relacionadas encadeia outras críticas à gestão estadual. O corpo mantém os fatos verificáveis e cita nominalmente o procurador Paulo Taubemblatt, mas escolhe sistematicamente o ângulo desfavorável ao Executivo paulista e suprime a ressalva de que a abordagem em si não foi filmada.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
O texto organiza a notícia a partir do desfecho favorável ao governador: o título e a linha de apoio destacam o arquivamento e a ausência de elementos contra Tarcísio de Freitas, e o laudo da campanha é empurrado para o fim, sob o subtítulo que atribui a afirmação a Fernando Haddad. Ao mesmo tempo, é o único do conjunto a registrar a evolução do número de câmeras examinadas pelo Estado, de cerca de 40 para mais de 70, e a reproduzir integralmente a expressão 'inverossímil' usada pelo procurador. Enquadramento de direita pela hierarquia da informação e pelo ambiente editorial de descrédito à campanha adversária, não por supressão do dado desfavorável.
Uma perícia apresentada pela campanha de Fernando Haddad afirma que uma viatura da Polícia Militar ficou cerca de 20 minutos perto do carro de seu motorista, contrariando a versão do governo de Tarcísio de Freitas. No mesmo dia, a Procuradoria Regional Eleitoral arquivou a apuração de crime eleitoral, mas considerou inverossímil a hipótese de coincidência no patrulhamento.
O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, apresentou na segunda-feira, 31 de agosto de 2026, um laudo pericial contratado por sua campanha para contestar a versão oficial sobre o que aconteceu com seu motorista, Alessandro Caseri, na noite de 11 de agosto. Segundo o documento, assinado em 28 de agosto por dois peritos judiciais que analisaram imagens de quatro câmeras instaladas em pontos comerciais da rua, uma viatura da Polícia Militar permaneceu cerca de 20 minutos nas proximidades do carro do motorista, estacionado em frente a um hotel na Vila Mariana, zona sul da capital paulista. Caseri havia acabado de deixar o candidato em casa quando, segundo seu relato, foi abordado de forma intimidatória por policiais.
No mesmo dia em que o laudo veio a público, a Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo arquivou o procedimento que apurava eventual crime eleitoral atribuído ao governador e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas, do Republicanos. A investigação examinava abuso de poder político e de autoridade e o uso de bens e servidores públicos para intimidar a campanha adversária. O órgão concluiu que não havia elementos para responsabilizar o governador na esfera eleitoral, mas fez uma ressalva relevante: para o procurador regional eleitoral Paulo Taubemblatt, o encontro de duas equipes da Força Tática, de batalhões diferentes, com o mesmo veículo em um intervalo de 44 minutos e dentro de uma área restrita afasta a verossimilhança de mera coincidência no patrulhamento de rotina. Cópia integral do procedimento foi remetida ao Ministério Público de São Paulo para avaliação de eventual irregularidade administrativa, e os representantes ainda podem recorrer do arquivamento em até dez dias.
As três coberturas convergem no essencial. Todas registram que o inquérito da Polícia Civil segue aberto no 96º Distrito Policial, no Brooklin; que a Secretaria da Segurança Pública sustenta não ter havido perseguição, alegando que uma viatura retornava à base e outra fazia patrulhamento regular; e que o próprio laudo não filmou a abordagem, concluindo apenas que a viatura teria parado em uma área fora do alcance de parte das câmeras. Também há consenso sobre o número de 20 minutos de permanência e sobre o fato de o arquivamento eleitoral não encerrar o caso.
A divergência começa na hierarquia dos fatos. Veículos de esquerda deram destaque à contradição entre a afirmação do governo estadual de que nenhuma viatura parou e a conclusão da perícia, tratando o parecer sobre a inverossimilhança da coincidência como confirmação institucional da denúncia; nessa cobertura ganham espaço o relato do advogado Thiago Rocha, que descreve três viaturas no trajeto e uma ordem verbal para que o motorista saísse do local, e a imagem de um policial circulando com lanterna acesa enquanto o carro estava estacionado. Veículos de direita abriram pelo arquivamento e pela ausência de elementos contra o governador, enfatizaram que o laudo foi encomendado e pago por uma das partes, lembraram que a Secretaria da Segurança Pública examinou cerca de 40 câmeras, número que o governador depois disse ter chegado a mais de 70, e remeteram a reportagens que apontam versões conflitantes do próprio motorista. Veículos de centro não produziram cobertura própria do laudo até o momento, de modo que a leitura estritamente factual do episódio precisa ser montada a partir do que os dois campos relatam em comum.
O que ainda não se sabe é o principal. Nenhuma imagem divulgada mostra a abordagem em si, e não há esclarecimento público sobre o que ocorreu no intervalo em que o veículo policial esteve fora do alcance das câmeras. Não se conhece o teor integral do laudo nem a íntegra das imagens analisadas pelo Estado, tampouco se a perícia oficial do inquérito chegará à mesma conclusão da perícia contratada. Também não há prazo definido para a conclusão do inquérito na Polícia Civil, nem definição sobre se o Ministério Público estadual abrirá procedimento administrativo contra os policiais envolvidos, e as divergências apontadas nos depoimentos do motorista seguem sem esclarecimento público.
Os dois campos registram que a Procuradoria Regional Eleitoral arquivou a apuração de crime eleitoral contra Tarcísio de Freitas e, ao mesmo tempo, considerou inverossímil a tese de coincidência entre os patrulhamentos. Também há acordo de que o inquérito da Polícia Civil continua aberto e de que nenhuma imagem divulgada mostra a abordagem em si.

Haddad apresentou perícia que aponta viatura parada perto de hotel onde seu motorista relata intimidação de policiais militares.

A versão apresentada por Tarcísio de Freitas (Republicanos) para explicar a atuação da Polícia Militar no episódio envolvendo o motorista de Fernando Haddad

Procuradoria não viu elementos contra o governador Tarcísio de Freitas
Falácias identificadas
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
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