Haddad defende Jaques Wagner e diz que senador atuou contra o Banco Master
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O ex-ministro Fernando Haddad ofereceu a defesa mais contundente de um líder petista a Jaques Wagner desde a operação da PF, reforçando que o senador agiu contra os interesses do Banco Master, e não a favor. Haddad confirmou que pediu pessoalmente a Wagner que votasse contra a "Emenda Master", proposta por Ciro Nogueira (PP-PI) para ampliar o Fundo Garantidor de Créditos e reduzir o risco do esquema de Vorcaro. Wagner nega ter recebido vantagens indevidas e diz que parte dos valores apreendidos vinha de diárias regulares do Senado. A defesa aponta erros graves na decisão que autorizou as buscas e recorre ao STF para anular a medida.
Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado e alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, no caso Banco Master.
Em meio à Operação Compliance Zero, o pré-candidato petista Fernando Haddad mobilizou-se para defender o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner, alvo de busca e apreensão da PF no caso Banco Master.
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Os três lados confirmam os fatos centrais: a Operação Compliance Zero da PF teve Wagner como alvo, valores em espécie foram apreendidos, a defesa recorreu ao STF e Haddad saiu publicamente em defesa do senador, alegando que ele votou contra a "Emenda Master".
O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), saiu em defesa enfática do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado e alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, no caso Banco Master. Em entrevista à coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, Haddad afirmou ser testemunha de que o senador atuou contra os interesses do banco de Daniel Vorcaro. "Sou testemunha de que ele atuou contra o Banco Master e ajudou o governo a bloquear os interesses da instituição. Posso depor onde ele quiser", declarou.
A cobertura de centro, ancorada na coluna original da Folha, relata que Wagner foi um dos 18 alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos em 18 de junho de 2026. A PF apreendeu cerca de R$ 471 mil em espécie, somando US$ 55 mil e 33 mil euros, em endereços ligados ao senador. A investigação apura ainda favores como um apartamento comprado por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, que seria na verdade do parlamentar, além de empréstimo de jatos privados e ingressos de R$ 63 mil para um show nos Estados Unidos. Na segunda-feira, 22, a defesa recorreu ao ministro André Mendonça, do STF, pedindo a anulação da operação por alegados erros graves.
Os três lados convergem nos fatos centrais: a operação da PF, os valores apreendidos, o recurso ao STF e a defesa pública feita por Haddad. O argumento jurídico também é comum às coberturas: a defesa sustenta que Wagner, longe de favorecer o banco, se posicionou contra a chamada "Emenda Master", apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos, o que reduziria o risco associado ao esquema de Vorcaro.
É no enquadramento que as coberturas divergem. Veículos de esquerda destacaram a versão da defesa, dando relevo à negativa do senador, "nunca recebi dinheiro do Banco Master", e à explicação de que parte dos valores apreendidos vinha de diárias regulares pagas pelo Senado. Nesse recorte, Haddad confirma que pediu pessoalmente a Wagner que votasse contra a emenda, reforçando a tese de que o parlamentar agiu corretamente. Já veículos de direita enfatizaram a robustez dos indícios reunidos pela PF, o apartamento avaliado em mais de R$ 2,4 milhões, as viagens em jatos do banqueiro e os pagamentos por meio da empresa da esposa do enteado do senador, lendo a ofensiva petista como tentativa de blindar um aliado central do governo. A cobertura de centro equilibrou os dois ângulos, apresentando lado a lado os indícios da investigação e a versão da defesa.
O que ainda não se sabe é como o STF decidirá sobre o pedido de anulação apresentado a André Mendonça, nem se a apuração confirmará a origem dos valores apreendidos e a propriedade do apartamento. Também permanece em aberto o desfecho político do caso dentro do PT, onde o senador já enfrenta pressão e perda de apoio na própria bancada.
Ex-ministro afirma que senador ajudou governo a barrar interesses do Banco Master no Senado
Líder do governo foi alvo de uma operação de busca e apreensão da PF na semana passada

Ex-ministro da Fazenda afirmou que o senador teria atuado contra o Banco Master inclusive a seu pedido enquanto chefe da pasta
