
Davi Alcolumbre evita pautar impeachment de Alexandre de Moraes no Senado
1 veículo de esquerda · 3 veículos de centro · 2 veículos de direita
Toque num lado para ler o resumo dele.
Alguém precisa ver os dois lados disso?
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.

1 veículo de esquerda · 3 veículos de centro · 2 veículos de direita
Toque num lado para ler o resumo dele.
Alguém precisa ver os dois lados disso?
Descubra seu lugar no espectro político brasileiro
Fazer o testeGrátis. Cerca de 5 minutos. Seu resultado fica salvo.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sinalizou a aliados que não pretende dar andamento aos pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, mesmo após a divulgação de um relatório da Polícia Federal com mensagens atribuídas ao magistrado e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Questionado, Alcolumbre afirmou que não avaliaria o conteúdo das conversas e disse que os 109 pedidos de impeachment protocolados contra integrantes da Corte formam um número fora do padrão. A decisão sobre pautar esses pedidos cabe exclusivamente ao presidente do Senado, e nenhum ministro do Supremo foi afastado por esse rito. O ministro André Mendonça, relator do caso, retirou o sigilo do relatório e indicou que levará o tema ao plenário em sessão presencial e pública, com data a ser definida pelo presidente da Corte, Edson Fachin. A oposição anunciou novo pedido de impeachment e notícia-crime na Procuradoria-Geral da República.
Esquerda
A ofensiva contra Alexandre de Moraes é lida como mais um capítulo da tentativa da oposição de submeter o Supremo Tribunal Federal à pressão parlamentar, agora em ano eleitoral. Nessa leitura, pesa o fato de que nenhum integrante da Corte jamais foi afastado por impeachment e de que o acúmulo de 109 pedidos revela a banalização de um instrumento excepcional, convertido em ferramenta de desgaste permanente contra o Judiciário.
Centro
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sinalizou a aliados que não pretende dar andamento aos pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, mesmo após a divulgação de um relatório da Polícia Federal com mensagens atribuídas ao magistrado e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Direita
O episódio é tratado como prova de que o Senado se omite diante de indícios graves envolvendo um ministro do Supremo Tribunal Federal. Nesse enquadramento, Davi Alcolumbre mantém na gaveta dezenas de pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes e respondeu com silêncio à cobrança do senador Carlos Viana, autor do pedido mais recente.
6 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O enquadramento é de crise institucional provocada pela ofensiva da oposição sobre o Supremo Tribunal Federal, e não de suspeita sobre a conduta do ministro. O texto sublinha que nenhum integrante da Corte foi afastado por esse rito, apresenta Daniel Vorcaro como quem buscou interlocução com autoridades e trata a pressão parlamentar como movimento político. Os fatos são reportados com precisão, mas a seleção e a hierarquia das informações protegem o Judiciário, o que caracteriza inclinação à esquerda.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
O texto é uma síntese de análise televisiva, com atribuição explícita à apuração da própria analista e linguagem sem vocabulário valorativo. Registra tanto a pressão da oposição quanto a proximidade de Davi Alcolumbre com Alexandre de Moraes e com Luiz Inácio Lula da Silva, sem tomar partido. O título em forma de pergunta eleva levemente o apelo, mas o corpo sustenta a informação central.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
A matéria é construída sobre a fala de um único parlamentar da oposição e adota a moldura de accountability institucional: cobrança de reação do Senado, denúncia de silêncio e defesa de afastamento do ministro. Expressões como silêncio de omissão são reproduzidas sem contraponto. O eixo é controle sobre o Judiciário e responsabilização, marcador de enquadramento à direita.
Perspectivas omitidas
Aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmam que ele não pretende dar andamento aos pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, mesmo depois da divulgação do relatório da Polícia Federal com mensagens trocadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A oposição promete elevar a pressão.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sinalizou a interlocutores que não pretende dar andamento aos pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, mesmo diante da pressão renovada da oposição depois da divulgação de um relatório da Polícia Federal com mensagens atribuídas ao magistrado e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Questionado sobre o conteúdo das conversas, o senador afirmou que não faria avaliação: 'Eu não achei nada. Eu não tenho que achar nada'. Ele disse ainda que existem 109 pedidos de impeachment protocolados contra integrantes da Corte e classificou o volume como fora do padrão.
A decisão sobre o andamento desses pedidos cabe exclusivamente ao presidente do Senado, e nenhum ministro do Supremo foi afastado por impeachment na história do país. O relatório que reacendeu o tema foi produzido a partir da análise do celular de Vorcaro, apreendido na Operação Compliance Zero, e teve o sigilo retirado pelo ministro André Mendonça, relator do caso. O documento reúne 218 páginas com mensagens, arquivos, registros de chamadas e contratos, e menciona um contato identificado como Alexandre de Moraes BRASÍLIA, além de citações ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Mendonça indicou que levará o caso ao plenário do Supremo, em sessão presencial e pública, com data a ser definida pelo presidente da Corte, Edson Fachin.
A cobertura de centro relatou que aliados de Alcolumbre não veem qualquer mudança de postura e avaliam que eventual desdobramento no Senado só ocorreria depois das eleições, e registrou também a proximidade pessoal entre o presidente do Senado, o ministro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontada como fator político do impasse. Veículos de direita enfatizaram a cobrança do senador Carlos Viana, autor de um novo pedido de afastamento, que descreveu a reação de Alcolumbre como silêncio de omissão e sustentou que o apagamento de mensagens em telefone institucional do Supremo seria indício de crime, usando como paralelo argumento do próprio Moraes em processo do 8 de Janeiro. Veículos de esquerda destacaram o caráter de crise institucional do episódio, lembraram que nenhum ministro jamais foi afastado por esse rito e enquadraram a ofensiva como pressão da oposição sobre o Legislativo em ano eleitoral, com risco de travar pautas como a votação do fim da escala de trabalho 6x1.
Os três lados convergem nos fatos centrais: a existência do relatório, a recusa de Alcolumbre em avaliá-lo e a ausência de maioria no Senado para abrir o processo. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, anunciou novo pedido de impeachment, disse que enviará ofício ao governo federal pedindo a demissão do diretor-geral da Polícia Federal e afirmou que protocolará notícia-crime na Procuradoria-Geral da República, endereçada ao vice-procurador-geral porque Gonet aparece citado nas mensagens. Flávio Bolsonaro discursou no plenário cobrando a abertura imediata do processo e defendeu a renúncia do ministro. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, reconheceu que as suspeitas são graves, mas afirmou que o impeachment não é a pauta do governo e acusou a oposição de sobrepor o cálculo eleitoral à agenda legislativa. Um dos principais líderes do centrão, o senador Ciro Nogueira, também citado no inquérito, evitou comentar o caso.
Ainda não se sabe quando o plenário do Supremo analisará o relatório, nem se as provas reunidas pela Polícia Federal serão consideradas válidas, ponto que já opõe ministros da Corte. Também não há definição sobre eventual abertura de investigação formal contra Moraes, sobre a resposta do ministro ao conteúdo das mensagens divulgadas, nem sobre o destino dos pedidos acumulados na mesa do Senado, que aliados do presidente da Casa dizem que só serão tratados, se forem, depois das eleições.
Os três lados registram os mesmos fatos: o relatório da Polícia Federal sobre o celular de Daniel Vorcaro cita contato com Alexandre de Moraes, Davi Alcolumbre se recusou a avaliar o conteúdo das mensagens, e a decisão de pautar pedidos de impeachment de ministro cabe apenas ao presidente do Senado. Há acordo também de que não existe maioria na Casa para abrir o processo e de que nenhum ministro do Supremo Tribunal Federal jamais foi afastado por esse rito.

Aliados do presidente do Senado indicam que ele não pretende dar andamento a pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes; a apuração é da analista de Política da CNN Jussara Soares

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), reconheceu que o volume de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal

Carlos Viana (PSD-MG) diz ter conversado com o presidente do Senado para colocar em votação o requerimento protocolado contra o ministro do STF

Relatório da PF mostra relação de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com o magistrado

Aliados de presidente do Senado afirmam que ele vai manter a postura contra afastamento do ministro

Avaliação é que o Senado deve esperar os desdobramentos no STF antes de qualquer movimento sobre o caso Master
A apuração distribui espaço entre oposição, centrão e base do governo, com citações literais de senadores de campos opostos e de aliados do presidente do Senado. O vocabulário é descritivo, sem adjetivação valorativa, e as informações delicadas aparecem atribuídas. Registra tanto a proximidade de Davi Alcolumbre com Alexandre de Moraes quanto o financiamento de Daniel Vorcaro a filme sobre Jair Bolsonaro, o que indica paridade no tratamento dos lados.
Perspectivas omitidas
A reportagem descreve a sinalização do presidente do Senado a interlocutores, reproduz na íntegra os discursos da oposição em plenário e cita trecho literal de mensagem atribuída ao ex-banqueiro, sem qualificar as condutas. Também aponta o custo político do episódio para o governo, o que evita alinhamento a um dos lados. Enquadramento factual com múltiplas camadas de contexto.
Perspectivas omitidas
O texto organiza a entrevista em torno do paralelo construído pelo senador entre a condenação de uma ré do 8 de Janeiro e a conduta atribuída ao ministro, apresentando a comparação como argumento sem checagem ou contraponto jurídico. O enquadramento é de responsabilização do Judiciário e desconfiança sobre privilégio institucional, típico do espectro à direita, ainda que registre a ressalva do entrevistado sobre direito de defesa.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Leia em seguida



