TSE fixa seis critérios para ligar canais de WhatsApp a campanhas eleitorais
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou por unanimidade, na sexta-feira, mudança na resolução de propaganda eleitoral que define quando canais de WhatsApp e outras plataformas de terceiros ficam vinculados a campanhas. A decisão veio após decisões liminares conflitantes sobre o canal Exército do Lula, de André Janones.
Sob a ótica da proteção do debate público e da isonomia entre as campanhas, a resolução do TSE traz critérios objetivos que evitam punir candidatos por iniciativas autônomas de apoiadores e encerram o tratamento desigual dado aos canais de Lula e de Flávio Bolsonaro.
Sob a ótica da responsabilidade individual e do controle institucional, as novas regras impõem às campanhas e aos administradores o dever de zelar pela licitude do que é publicado e permitem tirar do ar canais que repitam irregularidades.
9 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
O Tribunal Superior Eleitoral aprovou na sexta-feira (16), por unanimidade, regra que define quando canais de WhatsApp ficam vinculados às campanhas. A decisão segue a disputa de liminares sobre o canal Exército do Lula e vale para o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou por unanimidade, na sexta-feira (16), novas regras que definem quando um canal de WhatsApp, um fórum on-line ou outra plataforma de terceiros fica vinculado a uma campanha eleitoral. A mudança altera a Resolução 23.610 de 2019, que trata da propaganda eleitoral, e teve como relator o ministro André Mendonça. A decisão ocorre a pouco mais de uma semana do segundo turno presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
A cobertura de centro relatou que o texto estabelece seis critérios não cumulativos para configurar o vínculo: uso de recursos da campanha, de partido ou de federação; suporte material ou humano, inclusive o intercâmbio habitual de conteúdo; suporte técnico ou tecnológico; divulgação do link do canal nos perfis oficiais da campanha; direcionamento sistemático dos seguidores aos perfis oficiais por atuação coordenada; e orientação da campanha sobre conteúdo, frequência de publicação ou metas. Basta um deles. A resolução exige que a ligação seja demonstrada por elemento objetivamente verificável.
A norma também lista o que, isoladamente, não caracteriza vínculo: a manifestação espontânea de apoio, a menção ou recomendação isolada do canal por um candidato e a participação eventual em conteúdo feito a convite do administrador, sem contrapartida ou habitualidade. Quando há vínculo, a campanha deve informar o canal à Justiça Eleitoral e zelar pela licitude do conteúdo. Em caso de condutas reiteradas, o canal pode ser indisponibilizado, sem prejuízo da apuração de responsabilidades. Mendonça afirmou que o texto foi objeto de consenso e busca garantir normalidade ao ambiente digital durante o processo eleitoral.
A mudança foi motivada pela disputa em torno do canal Exército do Lula, criado pelo deputado André Janones (Rede-MG) após o primeiro turno, em que Flávio Bolsonaro obteve 47% dos votos válidos e Lula, 45%. Segundo a cobertura, o canal, que tem mais de 4 milhões de seguidores, foi alvo de decisões opostas do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, e do corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva. Nunes Marques suspendeu o canal, condicionou a volta ao registro pela campanha de Lula e impôs uma pausa de 48 horas, que depois revogou, após a coligação petista apontar que o canal Tropa do Flávio, registrado pela campanha do senador, não sofreu a mesma restrição. Cueva havia restabelecido o canal de forma provisória.
Na cobertura de centro, também apareceu a divergência sobre o conteúdo. A campanha de Flávio Bolsonaro acusou o canal governista de espalhar informações falsas, mas a área técnica do TSE disse não ter encontrado os conteúdos citados, e a defesa do senador alega que 219 mensagens foram apagadas em 18 minutos. Uma reportagem de centro identificou ao menos cinco mensagens enganosas no Exército do Lula e dez na Tropa do Flávio. Após a aprovação da regra, advogados de Lula pediram a desvinculação do canal de Janones, e Nunes Marques atendeu ao pedido.
Veículos de direita enfatizaram o caráter restritivo da norma e o dever de fiscalização: canais que recebam dinheiro, suporte técnico ou orientação de candidatos terão de ser registrados, e candidatos e administradores respondem pelo cumprimento das regras. Destacaram a acusação da campanha de Flávio Bolsonaro de que o Exército do Lula difundia notícias falsas e a possibilidade de retirada do canal em caso de reincidência. Nesse conjunto de fontes não há cobertura classificada como de esquerda; o enquadramento provável desse campo é a defesa da isonomia entre as campanhas e da proteção ao apoio espontâneo, algo que a própria campanha de Lula pedia, segundo a cobertura de centro.
O que ainda não se sabe: como a Justiça Eleitoral vai verificar, na prática, o que é elemento objetivamente verificável; se a nova regra destravará o acordo para suspender parte das ações entre as duas campanhas; e qual será o efeito da desvinculação do Exército do Lula sobre a responsabilidade por eventuais conteúdos falsos publicados nele.

Após impasse, Corte definiu critérios para ligar candidatura a mobilização no aplicativo de mensagens

Medidas foram aprovadas após impasses na corte envolvendo o canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado André Janones e que teve que ser cadastrado no TSE pela campanha de Lula para seguir ativo

Canais que receberem apoio técnico ou financeiro das campanhas deverão ser registrados na Justiça Eleitoral.
Ministros discutiram propostas em reunião nesta sexta após impasse sobre canais de apoiadores de Lula e Flávio Bolsonaro.

Após impasse, Corte definiu critérios para ligar candidatura a mobilização no aplicativo de mensagens

Canais que recebam dinheiro, suporte técnico ou orientações de candidatos terão de ser registrados na Justiça Eleitoral. Leia na Gazeta do Povo.

Tribunal Superior Eleitoral aprovou por unanimidade resolução com requisitos para registro. Leia no Poder360.

TSE aprova medidas para regular canais de WhatsApp de campanhas políticas UOL Notícias