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Anatel diz ao STF que liberar internet móvel por 72 horas pode travar redes

1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro · 1 veículo de direita

Redação Fuja da Bolha•3 fontes•26/09/2026•atualizado em 27/09/2026•Regulação de Tecnologia
Anatel diz ao STF que liberar internet móvel por 72 horas pode travar redes
Imagem: InfoMoney

Resumo da cobertura

Como cada lado cobriu

3 fontes políticas

Como decidimos →
Esquerda1 (33%)

Veículos com viés à esquerda

  • Agência BrasilInternet grátis pode derrubar rede móvel na eleição, diz Anatel ao STFEntidades pediram livre acesso à internet 72h antes das eleições. Antes de decidir sobre o pedido de liminar, o ministro Cristiano Zanin deve receber o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o tema.(abre em nova aba)

    Nesta matéria: viés de centro.

Centro1 (33%)

Veículos com viés ao centro

  • IstoÉInternet grátis pode derrubar rede móvel na eleição, diz Anatel ao STFA Anatel alerta o ministro Zanin, do STF, que a liberação irrestrita da internet móvel durante as eleições pode causar colapso na rede, contrariando pedido de entidades.(abre em nova aba)

    Nesta matéria: perspectiva omitida.

Direita1 (33%)

Veículos com viés à direita

  • InfoMoneyInternet grátis pode derrubar rede móvel na eleição, diz Anatel ao STFAgência alertou ministro Cristiano Zanin do STF, responsável pela liberação irrestrita do acesso à internet(abre em nova aba)

    Nesta matéria: viés de centro.

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Briefing

O que importa para você

  • Se a liminar for concedida, a internet móvel ficaria liberada nas 72 horas anteriores e nas 24 horas posteriores a cada turno, atingindo os cerca de 35% de mais de 270 milhões de acessos móveis que são pré-pagos.
  • Se for negada, o eleitor com franquia esgotada segue limitado a aplicativos patrocinados no dia do voto.
  • A Anatel avisa que o cenário oposto também tem custo: congestionamento e queda de sinal perto das zonas eleitorais em 4 de outubro.

Onde os lados concordam

Todas as coberturas relatam os mesmos fatos: o ministro Cristiano Zanin deu 48 horas para a manifestação da Anatel, a agência sustenta que liberar a internet móvel nas 72 horas antes de cada turno pode congestionar e derrubar as redes, e a decisão sobre a liminar depende antes do parecer da Procuradoria-Geral da República.

O que ainda está incerto

  • Não há data para a decisão de Cristiano Zanin nem para o parecer da Procuradoria-Geral da República.
  • Nenhuma fonte apresenta estimativa do tráfego adicional que a liberação geraria, e nenhuma operadora de telefonia falou sobre capacidade de rede.
  • Não se sabe se há alternativa intermediária em avaliação, como liberar apenas portais de notícia, serviços eleitorais e sites de checagem.

O Supremo Tribunal Federal analisa um pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e do Partido Verde para liberar a internet móvel nas 72 horas anteriores a cada turno das eleições de 2026. A Anatel respondeu ao ministro Cristiano Zanin que a medida pode congestionar as redes e derrubar o sinal dos celulares perto das zonas de votação.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou ao ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que liberar de forma irrestrita o acesso à internet móvel durante o período eleitoral pode gerar picos de tráfego capazes de interromper a conectividade dos celulares, sobretudo nas imediações das zonas de votação. O parecer responde a um prazo de 48 horas fixado pelo ministro na quinta-feira, 24 de setembro.

O pedido em análise no Supremo é da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e do Partido Verde (PV). As duas entidades querem que a internet móvel seja liberada em todo o país nas 72 horas anteriores e nas 24 horas posteriores a cada turno de votação. O argumento central é que a franquia dos planos pré-pagos cria desigualdade no acesso à informação: quando o crédito termina, a velocidade cai drasticamente e sobra apenas o tráfego de aplicativos patrocinados por empresas, como serviços de mensageria. Para os autores da ação, isso empurra o eleitor mais pobre para um ambiente em que a checagem de notícias falsas fica inviável.

A Anatel rebate o diagnóstico. Segundo a agência, o combate à desinformação envolve desafios sociais e regulatórios que não se resolvem pela conectividade móvel. O órgão cita pesquisa própria de 2025 segundo a qual 70% dos usuários de franquia pré-paga acessam a internet por wi-fi fixo, em casa ou na rua, justamente para não consumir o pacote de dados. A agência também aponta a diferença física entre as redes: a conexão fixa passa por cabos e pode ser ampliada, enquanto a móvel depende de um espectro eletromagnético limitado. Liberar o tráfego em datas específicas, afirma, tenderia a concentrar downloads e streaming nesses dias e provocar congestionamento, queda de sinal e, no limite, um colapso das redes de telecomunicações em período decisivo para a democracia. A Anatel acrescenta que a medida invadiria sua competência exclusiva para regular telecomunicações.

A cobertura de centro relatou o episódio de forma estritamente processual, concentrada no prazo dado por Zanin, no conteúdo do parecer e no fato de que a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda precisa se manifestar antes da decisão sobre a liminar. Veículos de esquerda reproduziram a apuração na íntegra e deram relevo ao argumento de desigualdade digital que motivou o pedido, detalhando como a franquia limitada restringe o acesso à informação das camadas mais pobres. Veículos de direita enquadraram o caso pelo eixo regulatório e de infraestrutura, com destaque para o limite técnico do espectro, o risco de queda das redes e a alegação de competência exclusiva do regulador diante de uma intervenção judicial.

Os números dão a dimensão do que está em jogo. O país tem mais de 270 milhões de acessos móveis ativos, e cerca de 35% deles são pré-pagos, sem contar os planos do tipo controle, que também têm pacote de dados limitado. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, quando se vota para deputado federal, deputado estadual ou distrital, governador, senador e presidente da República; se ninguém passar de 50% dos votos válidos para governo estadual ou Presidência, o segundo turno ocorre em 25 de outubro.

Ainda não se sabe quando Zanin decidirá, nem qual será o teor do parecer da PGR. Também não há, no material divulgado, estimativa técnica do volume de tráfego adicional que a liberação geraria, nem indicação de alternativa intermediária, como abrir o acesso apenas a sites de checagem, portais de notícia e serviços dos órgãos eleitorais. Nenhuma operadora de telefonia se manifestou publicamente sobre a capacidade de absorver a demanda extra, e a CNTE e o Partido Verde não responderam aos argumentos técnicos apresentados pela agência.

JudiciárioEleiçõesRegulação de Tecnologia

Fontes

Espectro: Esquerda
Internet grátis pode derrubar rede móvel na eleição, diz Anatel ao STF
Internet grátis pode derrubar rede móvel na eleição, diz Anatel ao STF

Entidades pediram livre acesso à internet 72h antes das eleições. Antes de decidir sobre o pedido de liminar, o ministro Cristiano Zanin deve receber o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o tema.

Agência BrasilAgência Brasil
Espectro: Direita
Internet grátis pode derrubar rede móvel na eleição, diz Anatel ao STF
Internet grátis pode derrubar rede móvel na eleição, diz Anatel ao STF

Agência alertou ministro Cristiano Zanin do STF, responsável pela liberação irrestrita do acesso à internet

InfoMoneyInfoMoney
Espectro: Centro
Internet grátis pode derrubar rede móvel na eleição, diz Anatel ao STF
Internet grátis pode derrubar rede móvel na eleição, diz Anatel ao STF

A Anatel alerta o ministro Zanin, do STF, que a liberação irrestrita da internet móvel durante as eleições pode causar colapso na rede, contrariando pedido de entidades.

IstoÉIstoÉ

Esquerda

1 fonte

O pedido levado ao Supremo Tribunal Federal pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e pelo Partido Verde (PV) expõe uma desigualdade concreta do voto informado: quem depende de franquia pré-paga fica, ao fim do crédito, restrito a aplicativos patrocinados por empresas e sem condição de checar informação em fontes idôneas. A resposta da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ao ministro Cristiano Zanin desloca o debate para o limite de espectro e para a defesa da própria competência regulatória, sem apresentar caminho que garanta acesso à informação a quem tem pacote de dados esgotado às vésperas da votação.

Centro

1 fonte

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) respondeu ao ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que liberar de forma irrestrita a internet móvel no período eleitoral pode gerar picos de tráfego e interromper a conectividade dos celulares, sobretudo perto das zonas de votação.

Direita

1 fonte

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) apresentou ao Supremo Tribunal Federal um parecer técnico contra a liberação irrestrita da internet móvel no período eleitoral: espectro eletromagnético é recurso finito, e obrigar as redes a absorver um pico concentrado de consumo tende a produzir congestionamento, queda de sinal e, no limite, colapso de comunicação em plena eleição.

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    Primeiro turno das eleições gerais de 2026, com votação para deputado, governador, senador e presidente da República
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  2. 27 de set. de 2026Hoje
  3. 26 de set. de 2026, 12:00
    Anatel entrega parecer ao Supremo Tribunal Federal alertando que a liberação irrestrita da internet móvel pode levar as redes ao colapso
    agenciabrasil.ebc.com.brinfomoney.com.br
  4. 24 de set. de 2026, 12:00
    Ministro Cristiano Zanin dá prazo de 48 horas para a Anatel apresentar parecer sobre a liberação da internet móvel no período eleitoral
    agenciabrasil.ebc.com.bristoe.com.br