Estados Unidos encerram presença militar no Iraque em 30 de setembro
3 veículos de centro · 1 veículo de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
3 veículos de centro · 1 veículo de direita

Os Estados Unidos concluíram em 30 de setembro a retirada das últimas tropas do Iraque, encerrando uma presença militar iniciada com a invasão de 2003. A saída cumpre acordo de 2024 entre Washington e Bagdá para encerrar a missão da coalizão contra o Estado Islâmico, mas analistas atribuem o momento ao risco crescente para os soldados em meio à guerra de sete meses entre Estados Unidos e Irã. No mesmo dia, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã divulgou carta pedindo que os americanos votem contra os aliados de Donald Trump nas eleições legislativas de 3 de novembro.
A retirada encerra uma missão que, segundo analistas, já havia cumprido seu objetivo de derrotar o Estado Islâmico, e reflete a decisão de Trump de proteger soldados expostos a ataques de milícias aliadas ao Irã.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
4 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Os Estados Unidos retiraram em 30 de setembro as últimas tropas do Iraque, encerrando a presença militar iniciada em 2003. A saída cumpre acordo de 2024, mas analistas a ligam ao risco da guerra com o Irã, cuja Guarda Revolucionária pediu aos americanos que votem contra os aliados de Trump.
Os Estados Unidos concluíram nesta quarta-feira, 30 de setembro, a retirada das últimas tropas que mantinham no Iraque. A saída encerra mais de duas décadas de presença militar, iniciada com a invasão de 2003 que derrubou Saddam Hussein. No mesmo dia, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã divulgou uma carta pedindo que os americanos votem para tirar do Congresso os aliados do presidente Donald Trump.
A cobertura de centro, que concentrou o noticiário, relatou que a retirada cumpre um acordo de 2024 entre Washington e Bagdá, firmado no governo de Joe Biden, para encerrar a Operação Resolução Inerente, a missão da coalizão contra o grupo Estado Islâmico. As forças americanas já haviam deixado o país em 2011 e voltaram em 2014, a pedido do governo iraquiano. No auge da guerra, em 2007, eram mais de 170 mil soldados. Em dezembro de 2023, restavam cerca de 2.400, a maioria na região autônoma do Curdistão.
Analistas ouvidos pela imprensa disseram que a justificativa oficial já tinha expirado e que o momento da saída responde a risco. Ataques recentes a instalações americanas no norte do Iraque, em meio à guerra de sete meses entre Estados Unidos e Irã, transformaram o pequeno contingente em alvo vulnerável. Teerã apresenta a retirada como vitória do seu chamado eixo de resistência.
A carta de 26 páginas da Guarda Revolucionária pede que os eleitores rejeitem o apoio dos Estados Unidos a Israel e às intervenções militares no exterior. A cobertura ressalvou que o texto dificilmente influenciará o voto, mas toca em temas que pesam contra os republicanos antes das eleições legislativas de 3 de novembro. Uma pesquisa de 21 de setembro mostrou que apenas 17% aprovavam a condução do custo de vida por Trump, e 34% aprovavam os ataques ao Irã.
O veículo de perfil de direita que cobriu o caso reproduziu o despacho de agência, com destaque para a mediação do Catar, a rejeição de Trump à proposta de paz iraniana e a afirmação do presidente de que o Irã vai desistir. Nenhum veículo de esquerda havia coberto o caso até o momento, e por isso não há enquadramento próprio desse lado a registrar.
Onde a cobertura de centro diverge é no balanço do legado. Parte dos especialistas afirmou que a invasão não alcançou seus objetivos e ampliou a influência do Irã dentro do Estado iraquiano. Outros disseram que muitos iraquianos valorizam a mudança política que veio depois da queda de Saddam Hussein. Houve ainda o registro de que nenhuma arma de destruição em massa foi encontrada no país.
O primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi, disse nas Nações Unidas que a relação com Washington passará da cooperação militar para a econômica. Seu governo tenta agora desarmar as milícias das Forças de Mobilização Popular, ligadas ao Irã.
Ainda não se sabe se a mediação do Catar produzirá um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz, nem como o governo iraquiano conseguirá submeter as milícias ao controle do Estado sem a presença americana.
Os Estados Unidos planejam retirar suas tropas restantes do Iraque até 30 de setembro, encerrando uma presença militar que começou com a invasão de 2003, que derrubou Saddam Hussein.

Catar continuou a promover sua diplomacia itinerante com o objetivo de pôr fim à guerra de sete meses entre o Irã e os Estados Unidos

Forças americanas tinham deixado o país em 2011, mas retornaram em 2014. Invasão do Iraque ocorreu em 2003

BAGDÁ/WASHINGTON, 30 Set (Reuters) - A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã exortou os norte-americanos a votarem para destituir os aliados do presidente dos EUA, Donald Trump, no Congresso, enquanto as forças americanas se preparavam para se retirar, nesta quarta-feira, das bases que ainda mantêm no vizinho Iraque ? uma saída comemorada por ?Teerã.