Irã apela aos eleitores dos EUA enquanto tropas americanas deixam Iraque
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Resumo da cobertura
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Veículos com viés ao centro
- MetrópolesÚltimas tropas dos EUA deixam Iraque após mais de 20 anosForças americanas tinham deixado o país em 2011, mas retornaram em 2014. Invasão do Iraque ocorreu em 2003(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- UOLIrã apela aos eleitores dos EUA enquanto tropas americanas deixam IraqueBAGDÁ/WASHINGTON, 30 Set (Reuters) - A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã exortou os norte-americanos a votarem para destituir os aliados do presidente dos EUA, Donald Trump, no Congresso, enquanto as forças americanas se preparavam para se retirar, nesta quarta-feira, das bases que ainda mantêm no vizinho Iraque ? uma saída comemorada por ?Teerã.(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Briefing
O que importa para você
- O Estreito de Ormuz, rota de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo antes da guerra, segue sem acordo de reabertura, o que mantém os preços da energia pressionados.
- A retirada encerra a presença militar americana no Iraque iniciada em 2003.
- As eleições legislativas americanas de 3 de novembro podem tirar de Trump o controle de uma ou das duas casas do Congresso.
O que ainda está incerto
- Se a mediação do Catar avançou depois das conversas de segunda-feira.
- Se o Iraque conseguirá desarmar as milícias apoiadas pelo Irã sem tropas americanas no país.
- Se Washington comunicou oficialmente aos mediadores a rejeição da proposta de paz iraniana.
As últimas tropas americanas deixaram o Iraque nesta quarta-feira, 30 de setembro, cumprindo acordo de 2024. Na véspera, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã publicou carta pedindo aos eleitores dos Estados Unidos que tirem os aliados de Donald Trump do Congresso, em meio a sete meses de guerra entre os dois países.
Os Estados Unidos retiraram nesta quarta-feira, 30 de setembro, as últimas tropas que ainda mantinham em bases no Iraque. A saída encerra mais de duas décadas de presença militar iniciada com a invasão de 2003 e cumpre um acordo firmado em 2024 pelo então presidente Joe Biden. O presidente Donald Trump autorizou a retirada definitiva no mesmo dia.
Na véspera, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã publicou uma carta de 26 páginas dirigida aos eleitores americanos. O texto pede que eles tirem do Congresso os aliados de Trump nas eleições legislativas de 3 de novembro e que rejeitem o apoio dos Estados Unidos a Israel e às intervenções militares no exterior. Teerã comemorou a saída do Iraque como uma vitória do seu chamado eixo de resistência, a rede de grupos armados aliados na região.
A cobertura de centro relatou o contexto comum a todas as matérias. As forças americanas haviam deixado o Iraque em 2011, mas voltaram em 2014 para combater o Estado Islâmico. A estimativa é de 461 mil mortes ligadas à guerra entre 2003 e 2011, e nenhuma arma de destruição em massa, pretexto da invasão, foi encontrada. Agora, o governo do primeiro-ministro Ali al-Zaidi promete desarmar as Forças de Mobilização Popular, milícias apoiadas pelo Irã, e integrar seus membros às forças de segurança do Estado. Em discurso na Organização das Nações Unidas, ele disse que a relação com Washington passa da cooperação militar para a econômica.
A retirada acontece no sétimo mês de guerra entre Estados Unidos e Irã, iniciada em fevereiro por Trump ao lado de Israel. O conflito envolveu aliados iranianos como os houthis, no Iêmen, e o Hezbollah, no Líbano, e fechou na prática o Estreito de Ormuz, por onde passavam 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo. O Catar voltou a atuar como mediador, e o porta-voz da chancelaria do Catar, Majed al-Ansari, disse que o país troca mensagens entre as partes em busca de um terreno comum. Trump rejeitou no sábado uma proposta de paz iraniana apresentada na Assembleia Geral da ONU e voltou a prever uma rendição rápida de Teerã.
O pano de fundo eleitoral também apareceu na cobertura. Uma pesquisa Reuters/Ipsos de 21 de setembro mostrou que apenas 17% dos americanos aprovam a condução de Trump sobre o custo de vida, e só 34% apoiam os ataques ao Irã. Analistas citados avaliam que esses temas prejudicam o Partido Republicano antes da votação de novembro.
Até o momento, a cobertura veio de veículos que trataram o caso de forma factual, com texto de agência e contexto histórico. Nenhum veículo de esquerda nem de direita deu ao episódio um enquadramento próprio, e as diferenças entre as matérias são de ênfase: uma destaca a carta iraniana e a disputa eleitoral americana, outra privilegia a história da ocupação e o futuro do Iraque.
Ainda não se sabe se a mediação do Catar avançou depois das conversas de segunda-feira, quando o Estreito de Ormuz será reaberto, nem se o Iraque conseguirá de fato desarmar as milícias ligadas a Teerã sem a presença americana.
Fontes

Catar continuou a promover sua diplomacia itinerante com o objetivo de pôr fim à guerra de sete meses entre o Irã e os Estados Unidos

Forças americanas tinham deixado o país em 2011, mas retornaram em 2014. Invasão do Iraque ocorreu em 2003
BAGDÁ/WASHINGTON, 30 Set (Reuters) - A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã exortou os norte-americanos a votarem para destituir os aliados do presidente dos EUA, Donald Trump, no Congresso, enquanto as forças americanas se preparavam para se retirar, nesta quarta-feira, das bases que ainda mantêm no vizinho Iraque ? uma saída comemorada por ?Teerã.