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A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Disclosure e passou a investigar se executivos de Itaú, Bradesco e Santander participaram da fraude contábil que levou a Americanas a revelar um rombo bilionário. A apuração foca operações de risco sacado e verbas de propaganda cooperada, com base em provas reunidas desde 2024 e na colaboração premiada do ex-diretor financeiro Fábio Abrate.
A Polícia Federal ampliou o cerco ao maior escândalo contábil recente do mercado brasileiro. Na quinta-feira, 25 de junho de 2026, foi deflagrada a segunda fase da Operação Disclosure, que passou a investigar se executivos ligados a Itaú, Bradesco e Santander participaram da fraude que levou as Lojas Americanas a revelar um rombo bilionário em seus balanços. A apuração estende o foco para além da antiga diretoria da varejista e busca esclarecer se as instituições financeiras conheciam irregularidades nas operações de risco sacado, modalidade de crédito usada para antecipar pagamentos a fornecedores.
Na operação, policiais federais cumpriram nove mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo, com apoio da Comissão de Valores Mobiliários e do Ministério Público Federal. A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro autorizou ainda o sequestro de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 54 bilhões, cifra calculada a partir de laudos técnicos sobre as supostas fraudes. Entre os alvos estão controladores e ex-conselheiros da companhia, como Carlos Alberto Sicupira, Paulo Lemann, filho de Jorge Paulo Lemann, o ex-conselheiro Eduardo Saggioro e o ex-presidente do Santander e ex-CEO da Americanas, Sérgio Rial. Também foram citados executivos ligados aos três bancos.
A cobertura de centro relatou que a investigação se concentra em dois eixos. O primeiro envolve o registro inadequado das operações de risco sacado, o que reduziria artificialmente a percepção do endividamento da empresa. O segundo trata das verbas de propaganda cooperada, conhecidas como VPC, cujos contratos incluiriam acordos sem lastro econômico efetivo. A nova fase avançou com provas reunidas desde 2024, entre elas a colaboração premiada do ex-diretor financeiro Fábio Abrate, que afirmou ao Ministério Público que instituições financeiras retiravam informações sobre risco sacado de documentos relacionados aos balanços. Os bancos negam participação em irregularidades, e a Americanas declarou que não foi alvo das buscas e que continuará colaborando.
Há diferenças de ênfase na cobertura. Veículos de esquerda destacaram a dimensão de poder econômico concentrado, lembrando que controladores como Lemann, Sicupira e Telles, antes vistos como referência do empresariado, agora são alcançados pela investigação, e apresentaram a ação coordenada de PF, MPF e CVM como exemplo de fiscalização estatal sobre abusos do mercado. Veículos de direita enfatizaram a responsabilização individual dos executivos, a proteção da integridade do mercado e a presunção de inocência dos investigados, valorizando o papel da CVM e da Justiça na defesa das regras e da segurança jurídica para o investidor.
O que ainda não se sabe é se a investigação resultará em denúncia formal contra os executivos dos bancos, qual o grau efetivo de conhecimento de cada instituição sobre as operações e como os investigados responderão às acusações. A defesa detalhada dos alvos e os próximos passos processuais seguem em aberto.
Esquerda e centro convergem que houve fraude contábil grave na Americanas, que a PF ampliou a investigação para Itaú, Bradesco e Santander e que a apuração se apoia na colaboração premiada de Fábio Abrate e em provas reunidas desde 2024.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Apesar de o DCM ter perfil editorial à esquerda, este texto é predominantemente factual: relata os alvos, os mandados, os R$ 54 bilhões em sequestro de bens, os dois eixos da fraude (risco sacado e VPC) e a colaboração premiada de Fábio Abrate, além de registrar que bancos negam e que a Americanas se diz fora das buscas. O contraditório está presente; sem vocabulário valorativo carregado. Por isso CENTER, não LEFT.
Veículos com viés ao centro
Reporta a deflagração da operação, o rombo estimado em R$ 24 bilhões, os nove mandados e os alvos Paulo Lemann e Carlos Alberto Sicupira, com apoio de CVM e MPF. Texto factual de coluna, sem juízo de valor. CENTER.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

Na ação, policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão, incluindo buscas pessoais, nas cidades do Rio de Janeiro e SP

A apuração faz parte da segunda fase da Operação Disclosure, deflagrada nessa quinta-feira (25/6)

PF mira executivos de Itaú, Bradesco e Santander em nova fase sobre fraude contábil nas Americanas e bloqueio de R$ 54 bi.
Reporte para que a equipe revise. Sua contribuição ajuda a melhorar a cobertura.
Texto curto e estritamente factual: descreve a apuração da PF sobre se os três bancos sabiam das irregularidades de risco sacado e contextualiza como segunda fase da Operação Disclosure. Sem enquadramento ideológico; linguagem de agência. CENTER claro.
Perspectivas omitidas



