A pesquisa Real Time Big Data divulgada em 23 de junho de 2026 colocou Juliana Brizola, do PDT, na liderança da disputa pelo governo do Rio Grande do Sul. A advogada e ex-deputada estadual, neta de Leonel Brizola, aparece com 37% das intenções de voto no primeiro turno. Em segundo lugar está o deputado federal Luciano Zucco, do PL, com 32%. O vice-governador Gabriel Souza, do MDB, soma 18%, e o ex-prefeito de Guaíba Marcelo Maranata, do PSDB, fecha o grupo com 3%.
O levantamento ouviu 1.600 pessoas, tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código RS-07063/2026, custou 64 mil reais e foi paga com recursos próprios do instituto.
A cobertura de centro, como a do Poder360, relatou os números de forma direta e destacou que Brizola lidera numericamente todos os cenários de segundo turno testados, mas empata tecnicamente com Zucco dentro da margem de erro, num placar de 44% a 41%. Nos demais confrontos simulados, a pedetista vence Gabriel Souza por 47% a 35% e Marcelo Maranata por 49% a 27%.
Veículos de cobertura econômica detalharam ainda os recortes regionais. A leitura de viés mais à esquerda enfatizou a força de Brizola na capital e na Região Metropolitana de Porto Alegre, que concentra 43% do eleitorado do estado, onde ela tem 43% contra 25% de Zucco. Esse desempenho foi apresentado como sinal de resistência do campo trabalhista no Rio Grande do Sul.
Veículos de direita, por sua vez, enfatizaram que Zucco lidera em boa parte do interior gaúcho, vencendo nas regiões Noroeste, Nordeste, Centro Ocidental e Centro Oriental, redutos historicamente competitivos para o campo conservador. O empate técnico em um eventual segundo turno foi lido como mostra de que a direita está plenamente competitiva na disputa estadual.
A mesma pesquisa testou o cenário presidencial no estado. No primeiro turno no Rio Grande do Sul, o senador Flávio Bolsonaro, do PL, aparece com 42%, à frente do presidente Lula, do PT, que tem 39%, num empate técnico. Renan Santos, do Missão, soma 5%, e Ronaldo Caiado, do PSD, 3%. No segundo turno simulado no estado, Flávio amplia a vantagem e vence Lula por 51% a 42%. Os dois lideram também os índices de rejeição, com 51% para o presidente e 46% para o senador.
A cobertura também trouxe indicadores de rejeição e potencial de voto na disputa estadual. Zucco tem a maior rejeição ao governo, com 40%, seguido por Brizola, com 38%. O vice-governador Gabriel Souza e a ex-deputada têm o maior potencial de voto, ambos com 49%.
O que ainda não se sabe é como esse quadro evolui até outubro, já que a pesquisa retrata um momento da pré-campanha e ainda há candidaturas a serem oficializadas. Há também uma divergência de data entre as coberturas: enquanto a maioria dos veículos indica que o campo foi feito entre 20 e 22 de junho, uma das reportagens menciona o mês de julho, sem que a pesquisa tenha sido refeita. O detalhamento completo dos seis cenários de segundo turno consta apenas na íntegra registrada no TSE.