Exército do Lula de André Janones inspira canais na Argentina, França e Espanha
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro · 1 veículo de direita

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Veículos de esquerda trataram a expansão dos canais como sinal de que o método de André Janones virou referência para grupos de esquerda na Europa e na América Latina, situando o movimento 'em um contexto de avanço da extrema direita em diversas democracias'. A cobertura também destacou o gesto do 'L' de Lula como 'linguagem visual de uma frente internacional contra a extrema direita' e a viagem anunciada de Janones a Madri.
A cobertura de centro relatou que grupos de WhatsApp na Argentina, na França e na Espanha, inspirados no Exército do Lula do deputado federal André Janones (Rede-MG), mais que dobraram de tamanho em dois dias, e registrou que Pedro Sánchez e Claudia Sheinbaum convidaram o deputado para colaborar.
A cobertura de veículos de direita, com texto de agência, descreveu de forma factual a criação dos 'exércitos digitais' em três países que se aproximam de eleições e detalhou o conteúdo das mensagens: o canal argentino pediu a divulgação de um vídeo com a hashtag #mileiaprendacomlula, e o francês pediu compartilhamento em massa de postagens de Jean-Luc Mélenchon.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
As coberturas de esquerda, centro e direita concordam que grupos na Argentina, na França e na Espanha copiaram o formato do canal de André Janones, com tarefas de compartilhamento enviadas aos integrantes, e que os três países se aproximam de eleições.
O modelo de mobilização digital do deputado André Janones, o Exército do Lula, foi copiado por grupos de esquerda na Argentina, na França e na Espanha depois da vitória de Lula no segundo turno. Pedro Sánchez e Claudia Sheinbaum convidaram o deputado para colaborar, e os números de integrantes variam entre as coberturas.
A estratégia de mobilização digital criada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), conhecida como Exército do Lula, passou a ser copiada por grupos políticos de fora do Brasil. Depois da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial, em 25 de outubro, surgiram canais de WhatsApp com o mesmo formato na Argentina, na França e na Espanha.
Os três grupos são o Ejército del Peronismo, ligado à ala jovem do peronismo e de oposição ao presidente argentino Javier Milei; o L'équipe de Mélenchon officielle, de apoiadores de Jean-Luc Mélenchon, fundador da França Insubmissa; e o La fuerza de la gente, criado em apoio ao primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, do Partido Socialista Operário Espanhol. Assim como no modelo brasileiro, os canais enviam tarefas e conteúdos para os integrantes compartilharem e comentarem nas redes.
A cobertura de centro relatou que os três grupos passaram de 123 mil para 249 mil integrantes em dois dias, alta de 102,44%. O grupo francês teria ido de 57 mil para 147 mil membros. A mesma cobertura registrou que Sánchez convidou Janones para colaborar com sua campanha e que a presidente do México, Claudia Sheinbaum, o convidou para uma visita de trabalho. O texto ouviu o cientista político Giuliano Salvarani, para quem o modelo pode ser aproveitado, mas não necessariamente replicado, por causa das diferenças no uso de aplicativos e na conjuntura de cada país.
Veículos de esquerda repetiram os mesmos números e situaram o fenômeno em um contexto de avanço da extrema direita em diversas democracias. Essa cobertura descreveu o gesto do L de Lula como símbolo de resistência progressista, citou a ex-prefeita de Barcelona Ada Colau e parlamentares chilenos que repetiram o sinal e informou que Janones confirmou viagem a Madri em 1º de novembro para auxiliar Sánchez. O texto não trouxe voz crítica nem avaliação de especialista.
Veículos de direita publicaram um texto de agência, em tom descritivo. Ele detalhou o conteúdo das mensagens: o canal argentino pediu a divulgação de um vídeo sobre a proibição das casas de aposta online no Brasil com a hashtag #mileiaprendacomlula, e o francês pediu compartilhamento em massa de postagens de Mélenchon. Os números dessa cobertura diferem dos demais: mais de 270 mil seguidores somados e um canal francês que teria saído de 30 mil, na tarde de 27 de outubro, para mais de 160 mil. O texto lembrou ainda que a Espanha vota em 29 de novembro e a França, em abril e maio de 2027.
Até a noite de 30 de outubro, quando saíram as matérias analisadas, nenhuma delas informava a origem da contagem de integrantes dos canais, o que ajuda a explicar a diferença entre os números publicados. Também não havia registro do que Janones faria na campanha espanhola nem de quando ocorreria a visita ao México.
A estratégia de mobilização digital criada por André Janones passou a inspirar grupos na Argentina, na França e na Espanha, que registraram crescimento expressivo no número de part

Grupos na Argentina, França e Espanha já somam mais de 270 mil seguidores

Exército do Lula inspira canais de whatsapp estrangeiros e o fazer “L” se espalha pelo mundo.
