Polícia Federal investiga lobby de cannabis com Lulinha e Roberta Luchsinger
1 veículo de centro · 1 veículo de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de centro · 1 veículo de direita

Mensagens apreendidas pela Polícia Federal indicam que a empresária e lobista Roberta Luchsinger negociava a venda de produtos à base de cannabis medicinal ao governo federal com previsão de receber 20% do faturamento, em articulação que envolveria Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nas conversas de 2024, a lobista afirma que o presidente lhe ofereceu um cargo à escolha dela no governo e que ela recusou, e chega a dizer 'Eu sou o Fábio' ao se apresentar como representante do filho do presidente. A proposta foi encaminhada a Marco Aurélio Santana, ex-chefe de gabinete da Presidência da República, e buscou interlocução no Ministério da Saúde, que declarou nunca ter havido possibilidade de contratar canabidiol. Não há registro de que a negociação tenha avançado.
Pelo prisma da direita, o episódio é a materialização do uso do sobrenome presidencial como ativo comercial. Uma lobista se apresentava como o próprio filho do presidente, dizia 'Eu sou o Fábio', afirmava ter sido convidada por Luiz Inácio Lula da Silva a escolher onde queria ficar no governo e desenhava uma minuta que lhe garantiria 20% do faturamento de vendas de cannabis medicinal a órgãos públicos.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
2 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: falácia identificada.
O produto negociado era cannabis medicinal com destino a compras do Ministério da Saúde, ou seja, dinheiro do orçamento federal de saúde. A comissão desenhada era de 20% do faturamento das vendas a órgãos públicos. O ministério afirma que a contratação nunca foi possível, então nenhuma verba pública foi comprometida até aqui. O ministro Kassio Nunes Marques, que preside o Tribunal Superior Eleitoral às vésperas do ciclo eleitoral, aparece citado nas conversas e nega qualquer sociedade.
A divergência é de ênfase e de presença. Veículos de direita constroem a matéria em torno da responsabilização do entorno presidencial, encadeando comissão, apelido e ligações com o Judiciário. A cobertura de centro fica na nota factual, sem ramificações. A leitura de esquerda, que enfatizaria a ausência de contrato e o vazamento de investigação em curso, não foi produzida por nenhum veículo desse campo no conjunto analisado.
Os relatos disponíveis convergem no essencial: as mensagens são autênticas e foram apreendidas pela Polícia Federal, a minuta previa 20% do faturamento, Roberta Luchsinger se apresentava como representante do filho do presidente e o Ministério da Saúde afirma que nunca houve possibilidade de contratar canabidiol. Nenhum relato sustenta que houve contrato assinado ou pagamento.
Não se sabe o estágio processual da investigação, se houve indiciamento ou denúncia. A defesa de Fábio Luís Lula da Silva não se manifestou e o Palácio do Planalto não comentou a suposta oferta de cargo, que existe apenas no relato da lobista. Também não está claro se a minuta com os 20% chegou a ser assinada, nem quem vazou os trechos da apuração.
Relatório da Polícia Federal descreve uma tentativa de vender produtos à base de cannabis medicinal ao governo federal com comissão de 20% do faturamento, envolvendo a lobista Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Nas conversas de 2024, ela diz que o presidente lhe ofereceu um cargo e que recusou. O Ministério da Saúde afirma que a contratação nunca foi possível.
A Polícia Federal apreendeu mensagens que colocam a empresária e lobista Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no centro de uma tentativa de vender produtos à base de cannabis medicinal ao governo federal. Segundo relatório dos investigadores, uma minuta elaborada pela lobista previa remuneração equivalente a 20% do faturamento que a empresa obtivesse com a comercialização desses produtos a órgãos públicos, valor que seria repartido entre os participantes da negociação.
Nas mesmas conversas, de 2024, Roberta Luchsinger afirma ao empresário Gustavo Gaspar que foi chamada pelo presidente e que ele lhe ofereceu um cargo à escolha dela no governo, oferta que ela diz ter recusado. Em outro trecho, ao se apresentar como representante do filho do presidente, a lobista escreve 'Eu sou o Fábio'. Para os investigadores, esse e outros diálogos indicam que ela aparentemente tinha autorização para falar em nome de Lulinha.
Os dois relatos convergem no mesmo conjunto documental. A cobertura de centro deu destaque ao trecho da oferta de cargo, reproduzindo a citação literal da mensagem e identificando a lobista como amiga do filho do presidente e suspeita de intermediar negócios privados junto ao Executivo. Veículos de direita detalharam o desenho financeiro da operação, o percentual de 20%, a lista de participantes e os caminhos que a proposta percorreu dentro do governo. Nenhum dos dois relatos afirma que houve contrato assinado ou pagamento.
O percurso da proposta é o ponto em que os detalhes se acumulam. A lobista teria buscado interlocução no Ministério da Saúde e encaminhado o projeto a Marco Aurélio Santana, ex-chefe de gabinete da Presidência da República. Além dela e de Lulinha, o arranjo envolveria o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, que teria criado uma empresa para atuar no mercado de cannabis medicinal, e o ex-assessor parlamentar Gustavo Gaspar. O Ministério da Saúde declarou que nunca houve possibilidade de contratar canabidiol, e não há registro de que a proposta tenha avançado para outros órgãos federais.
As mensagens também mencionam o advogado Otto Medeiros, descrito pela lobista como 'bem influente'. Em uma das conversas, ela afirma que ele seria sócio do ministro do Supremo Tribunal Federal Kassio Nunes Marques, que atualmente preside o Tribunal Superior Eleitoral. Em nota, o ministro negou qualquer vínculo societário, afirmou que nunca foi sócio do advogado em empreendimento algum, confirmou manter com ele relação de amizade e declarou-se impedido de atuar em processos no Supremo em que Medeiros seja parte. Documentos analisados pela Polícia Federal apontam ainda que a irmã e o filho do ministro atuam em parceria profissional com o advogado em processos judiciais. Otto Medeiros não quis comentar publicamente e, a interlocutores, teria negado a sociedade.
A divergência de enquadramento aparece no peso dado a cada elemento. Veículos de direita organizaram a narrativa em torno da responsabilização de quem cerca o presidente, encadeando o percentual de comissão, a frase de identificação com o filho de Lula, a presença do chamado Careca do INSS e as ligações do advogado com o ministro do Supremo. A cobertura de centro manteve-se no registro da nota factual, sem desenvolver as ramificações e sem contraditório. Já a cobertura de esquerda esteve ausente do conjunto analisado, o que caracteriza um ponto cego: os argumentos que tendem a organizar essa leitura, como a ausência de contrato firmado, a recusa formal do Ministério da Saúde, a presunção de inocência de quem não foi indiciado e o questionamento da divulgação seletiva de uma apuração em curso, não foram sustentados por nenhum veículo desse campo até o momento. Esses pontos aparecem no caso pelas manifestações das partes: os advogados de Roberta Luchsinger questionaram a divulgação das informações, alegaram que a exposição poderia prejudicar as investigações e defenderam que eventuais vazamentos sejam apurados pelo Ministério da Justiça.
O que ainda não se sabe é considerável. Não há informação pública sobre o estágio processual da apuração, se houve indiciamento ou denúncia, nem sobre eventual pedido formal de acesso a agentes públicos além do gabinete da Presidência e do Ministério da Saúde.
Em troca de mensagens de 2024 obtida pela Polícia Federal, a empresária e lobista Roberta Luchsinger afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lhe ofereceu um cargo a sua escolha no governo, mas que ela recusou. Roberta é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, e suspeita de intermediar negócios privados junto ao Executivo. Nas mensagens com o empresário Gustavo Gaspar, ela diz: “Fui das poucas pessoas q o Lula chamou e perguntou: escolhe onde vc quer ficar....
Mensagens apreendidas pela Polícia Federal apontam que a lobista Roberta Luchsinger buscava obter 20% do faturamento de uma negociação envolvendo
