Flávio Bolsonaro vence em Israel e Japão; Lula lidera em Berlim e na Palestina
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Briefing
O que importa para você
- No exterior, o eleitor vota só para presidente e vice-presidente.
- No Japão, o comparecimento foi de cerca de 41,5% dos 88.293 aptos.
- Em Ramala, Lula subiu de 84,8% em 2022 para 93,09%; em Tel Aviv, o candidato do PL subiu de 46% para 74,40%.
Onde os lados divergem
- Direita destaca a ampla maioria de Flávio no Japão, com diferença de 19.367 votos.
- Esquerda destaca os 83,02% de Lula em Berlim e enquadra a eleição como disputa pela democracia.
- Centro mostra os resultados opostos lado a lado e compara com 2022.
Onde os lados concordam
Todos os lados registram que Flávio Bolsonaro venceu no Japão e em Israel, que Lula venceu em Berlim e na Palestina, e que os boletins do exterior são parciais e antecedem a totalização do Tribunal Superior Eleitoral.
O que ainda está incerto
- Resultado consolidado de todo o voto no exterior.
Os boletins das seções eleitorais fora do Brasil mostraram o eleitorado no exterior dividido no primeiro turno de 2026. Flávio Bolsonaro venceu no Japão e em Israel, enquanto Lula venceu em Berlim e na Palestina. Os números antecedem a totalização oficial do Tribunal Superior Eleitoral.
Os boletins das seções eleitorais instaladas fora do Brasil mostraram, neste domingo, 4 de outubro, um eleitorado brasileiro no exterior dividido conforme a região no primeiro turno da eleição presidencial de 2026. Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal, venceu com folga no Japão e em Tel Aviv, em Israel. Luiz Inácio Lula da Silva, presidente e candidato do Partido dos Trabalhadores, venceu em Berlim, na Alemanha, e em Ramala, na Palestina.
Os números são parciais e locais. Eles antecedem a totalização oficial do Tribunal Superior Eleitoral, prevista para começar às 17h, no horário de Brasília, e não representam o resultado nacional. No exterior, os brasileiros votam apenas para presidente e vice-presidente.
A cobertura de centro reuniu os resultados de Israel e da Palestina lado a lado. Em Tel Aviv, Flávio recebeu 523 votos, ou 74,40% dos válidos, contra 92 votos de Lula, que ficou com 13,09%. Em 2022, Jair Bolsonaro também havia vencido no país, com 46% dos válidos. Em Ramala, o quadro se inverteu: Lula teve 1.078 votos, ou 93,09%, e Flávio somou 46 votos, ou 3,97%. Há quatro anos, Lula já havia vencido ali, com 84,8% dos válidos.
No Japão, a soma de 119 boletins de urna apontou 24.601 votos para Flávio e 5.234 para Lula, o equivalente a 73,4% e 15,6% dos válidos, uma diferença de 19.367 votos. Flávio venceu nas três principais jurisdições do país: Nagóia, Tóquio e Hamamatsu. Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema ficaram bem atrás. Compareceram 36.627 dos 88.293 eleitores aptos, participação de cerca de 41,5%. O Japão encerrou a votação antes do Brasil por causa do fuso horário.
Em Berlim, Lula ficou em primeiro lugar com 83,02% dos válidos. Flávio teve 9,86%, e Renan Santos, do partido Missão, somou 2,04%. Os demais candidatos reuniram 5,09%. Hamburgo, Munique, Colônia e Frankfurt também tiveram votação no domingo.
A diferença entre os lados aparece sobretudo na escolha do recorte. Veículos de direita destacaram a vitória de Flávio no Japão, em tom de urgência, com ênfase na ampla maioria e na distância de quase 20 mil votos sobre o petista. Veículos de esquerda deram destaque à vitória de Lula em Berlim e acompanharam a apuração com a leitura de que a eleição é um ponto de inflexão para a democracia brasileira e de que o bolsonarismo segue como ameaça. A cobertura de centro preferiu mostrar os dois resultados opostos em conjunto e compará-los com 2022.
Ainda não se sabe como esses resultados se encaixam no total do voto no exterior, nem quanto ele pesa na apuração nacional. As fontes também não trazem o comparecimento em Berlim, em Israel e na Palestina, nem a comparação do Japão e da Alemanha com a eleição de 2022.
Fontes
Flávio Bolsonaro (PL) foi o candidato mais votado entre os brasileiros que participaram do primeiro turno das eleições de 2026


