Campanha “O verde e amarelo é nosso”, de André Janones, ganha adesão de Lula
3 veículos de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou no sábado uma foto no Instagram com a camisa da seleção brasileira e a frase “Bora, Brasil!”, aderindo à campanha “O verde e amarelo é nosso”, convocada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A ação ocorre a oito dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro, em que Lula disputa a reeleição com o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Sob a ótica da direita, a ação é vista como manobra de marketing eleitoral de Lula na reta final, que busca se apropriar de símbolos historicamente associados aos adversários e que exige atenção quanto ao uso de canais digitais de mobilização.
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Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
O presidente Lula publicou no sábado (17) uma foto com a camisa da seleção brasileira e aderiu à campanha “O verde e amarelo é nosso”, convocada pelo deputado André Janones. A ação tenta disputar símbolos nacionais com Flávio Bolsonaro a oito dias do segundo turno.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou na manhã de sábado, 17 de outubro, uma fotografia no Instagram em que aparece vestindo a camisa da seleção brasileira. A imagem veio acompanhada da mensagem “Bora, Brasil!” e de um adesivo com a frase “o Brasil é dos brasileiros”. Com isso, Lula aderiu à campanha digital “O verde e amarelo é nosso”, convocada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A postagem ocorreu a oito dias do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro, em que o petista disputa a reeleição com o senador Flávio Bolsonaro (PL).
A cobertura de centro relatou que Janones anunciou a ação na sexta-feira, dia 16. Ele pediu que apoiadores publicassem fotos com roupas verdes e amarelas ou com a camisa da seleção, fazendo com os dedos o gesto da letra “L”. As publicações deveriam sair de forma coordenada, na manhã de sábado, às 9h, para ampliar o alcance nas redes. Aderiram as deputadas federais Erika Hilton (PSOL-SP) e Ana Elisa (PT-MG), a primeira-dama Janja e artistas como Sophie Charlotte, Débora Bloch, Marjorie Estiano e Carmo Dalla Vecchia. Cidadãos comuns também participaram.
As três linhas de cobertura convergem no objetivo declarado da ação: mostrar que as cores da bandeira e a camisa da seleção não pertencem a um único grupo político. Nos últimos anos, esses símbolos foram muito associados a manifestações favoráveis ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a seus aliados. A mobilização tenta contestar essa associação e ampliar a identificação do eleitorado com a candidatura de Lula.
Há diferenças de ênfase. A cobertura de centro descreveu a iniciativa como parte da estratégia digital da campanha na reta final, destacando o papel de Janones, que administra o canal de WhatsApp conhecido como “Exército do Lula”, com milhões de participantes. Esses veículos lembraram que a campanha de Flávio Bolsonaro levou à Justiça Eleitoral pedidos sobre o funcionamento do canal, sob a alegação de que ele divulgaria informações falsas. Segundo a cobertura, a área técnica do Tribunal Superior Eleitoral não identificou os conteúdos falsos apontados, mas registrou limitações causadas pela exclusão anterior de mensagens. Também relataram que Lula ficou em Brasília no sábado, sem agenda pública, preparando-se para o primeiro debate com Flávio, previsto para domingo.
Veículos de direita enfatizaram o caráter de disputa simbólica. Para eles, o movimento busca desvincular as cores nacionais dos apoiadores de Flávio e de Jair Bolsonaro, e o título da cobertura afirma que Lula quer a disputa pelo simbolismo das cores. Esses veículos concentraram o texto na postagem, nos parlamentares e atores participantes e no horário combinado para a publicação simultânea, sem tratar da discussão judicial sobre o canal de WhatsApp.
Não houve, entre as matérias reunidas, cobertura de veículos de esquerda sobre o episódio. A leitura de esquerda, portanto, não pode ser descrita a partir de texto próprio; o que se pode registrar é que a iniciativa é apresentada pelos seus organizadores como retomada de símbolos de todos os brasileiros.
Ainda não se sabe qual será o efeito da mobilização sobre a intenção de voto. Nenhuma das matérias traz dados de pesquisa sobre o assunto, nem resposta da campanha de Flávio Bolsonaro à iniciativa. Também permanecem em aberto os desdobramentos da disputa na Justiça Eleitoral em torno do canal Exército do Lula.
Lula publica foto com a camisa da seleção brasileira e participa de campanha de André Janones para mobilizar apoiadores no segundo turno das eleições.

Políticos, artistas e anônimos publicaram fotos com a camisa da Seleção Brasileira e o gesto de “L” a oito dias do segundo turno

Movimento 'O verde e amarelo é nosso' tenta desvincular cores nacionais de apoiadores de Flávio e mobilizar redes sociais

Movimento “O verde e amarelo é nosso” nas redes busca desvincular o símbolo nacional dos apoiadores da família Bolsonaro. Leia no Poder360.
