Meta recebe R$ 282,4 milhões das campanhas e lidera gastos eleitorais de 2026
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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A maior arrecadação da Meta na eleição reforça a preocupação com o poder de uma big tech sobre o debate público: acusações de favorecimento a Flávio Bolsonaro, algoritmos opacos e o relato de que funcionários sabiam de restrições à campanha de Lula.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, a Meta recebeu R$ 282,4 milhões das contas das candidaturas entre o início da campanha, em agosto, e 14 de outubro, o que a torna a empresa que mais arrecadou na eleição de 2026. A empresa nega interferir no pleito.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Os veículos que cobriram o caso, de centro e de esquerda, relatam os mesmos números do TSE: R$ 282,4 milhões à Meta, R$ 99 milhões à DLocal e R$ 31 milhões à Delta3 Comunicação.
A Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, é a empresa que mais recebeu dinheiro de campanhas nas eleições de 2026: R$ 282,4 milhões até 14 de outubro, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. A empresa nega interferir no pleito e é investigada pelo Ministério Público Federal.
A Meta, dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp, é a empresa que mais recebeu dinheiro de campanhas nas eleições brasileiras de 2026. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, do início da campanha, em agosto, até a quarta-feira, 14 de outubro, a Facebook Serviços Online do Brasil, braço da Meta, recebeu R$ 282,4 milhões das contas das candidaturas. O valor pode ser maior, já que as despesas ainda são parciais.
A cobertura de centro relatou que a segunda colocada é a DLocal, empresa de pagamentos, com R$ 99 milhões usados para impulsionar conteúdo que também circula nas redes da Meta. A terceira é a Delta3 Comunicação, com R$ 31 milhões, empresa de Raul Rabelo, que trabalha para Lula e é sócio do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira. O senador Flávio Bolsonaro, do PL, que disputa o segundo turno contra Lula, lidera os repasses diretos ao Facebook: declarou 13 pagamentos entre 8 e 30 de setembro, somando R$ 7,5 milhões. Lula aparece em segundo, com R$ 2,6 milhões.
O impulsionamento é o serviço pelo qual a Meta cobra dos candidatos para exibir publicações a mais usuários, com público direcionado. A empresa mantém a Biblioteca de Anúncios, mas com faixas de valor e não números exatos. A análise das dez candidaturas que mais pagaram diretamente à Meta mostra que o gasto não garante vitória: além de Flávio e Lula, três foram eleitos e cinco, derrotados. Fernando Haddad, do PT, gastou R$ 2,5 milhões e terminou com 36,4% dos votos válidos em São Paulo, e Ciro Gomes, do PSDB, teve 46,2% no Ceará.
Veículos de esquerda destacaram, ao republicar a reportagem, o contexto de acusações contra a empresa. O texto lembra que o PT, pesquisadores e entidades civis acusam a Meta de favorecer Flávio ao retirar conteúdos petistas do ar sem explicação, e que o Ministério Público Federal abriu apuração. Também cita o NetLab, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que apontou anúncios políticos pagos no exterior, prática proibida pela legislação eleitoral, e um relatório da ONG Sleeping Giants Brasil sobre o favorecimento de perfis bolsonaristas, como o do deputado Nikolas Ferreira, na aba de reels. Reportagem baseada em relatórios internos indica que funcionários sabiam de restrições que limitaram a campanha de Lula. A cobertura de esquerda acrescentou ainda ligações a ações do governo e de entidades contra a empresa.
Não há, até o momento, cobertura de veículos de direita sobre o tema neste conjunto de fontes. Por isso, a perspectiva da direita não aparece com voz própria e não pode ser atribuída a nenhum veículo.
A Meta disse que não comentaria a receita com impulsionamento. Em comunicado, afirmou que não interfere nas eleições brasileiras e que os episódios relatados foram incidentes técnicos. Segundo a empresa, o incidente afetou milhares de anunciantes em diferentes países e terminou depois que uma atualização de código foi revertida, nas primeiras horas de 10 de outubro. Sobre os anúncios no exterior, disse que foram identificados e regularizados ou apagados.
O que ainda não se sabe: os algoritmos da Meta são fechados e não há transparência sobre como os conteúdos não impulsionados são distribuídos. Não há resultado da apuração do Ministério Público Federal, e os valores finais de gasto com a empresa ainda serão conhecidos quando as prestações de contas forem concluídas.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do início da campanha, em agosto, até a quarta-feira (14), a empresa havia recebido R$ 282,4 milhões das contas das candidaturas

Facebook Serviços Online do Brasil, da Meta, dona também do Instagram e do WhatsApp, é a empresa que mais recebeu dinheiro de campanhas nas eleições brasileiras deste ano
