
X pede ao TSE que suspenda filtro de recomendação de perfis de candidatos
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O X, antigo Twitter, pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que suspenda ou afaste a regra que obriga plataformas digitais a retirar dos sistemas de recomendação os perfis declarados por candidatos durante a campanha. A empresa afirma cumprir a determinação, editada em 2024, mas sustenta que ela é inaplicável de maneira uniforme e pode produzir a assimetria que pretende evitar. A manifestação responde a uma ação protocolada em 26 de agosto pela coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a um despacho do ministro André Mendonça, de 28 de agosto, que deu prazo para a plataforma prestar informações. Na resposta, o X reconheceu que ficou de 14 a 25 de agosto sem atualizar a lista de perfis submetidos ao filtro, intervalo que abrange o fim do registro de candidaturas e o início oficial da campanha.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
O X, antigo Twitter, pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que suspenda ou afaste a regra que obriga plataformas digitais a retirar dos sistemas de recomendação os perfis declarados por candidatos durante a campanha.
Direita
Veículos de direita deram relevo ao argumento de que a regra do TSE é tecnicamente inexequível e produz o oposto do que promete. Como o filtro só alcança o perfil que a candidatura declarou e que aparece com clareza na base do tribunal, quem informa direito perde alcance e quem omite continua circulando: a norma criada para garantir isonomia gera assimetria.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto predominantemente factual, ancorado em citações literais da peça protocolada pela plataforma e na cronologia processual. O enquadramento é levemente crítico à empresa ao lembrar a apuração anterior sobre o descumprimento do filtro, mas expõe integralmente os argumentos do X e da coligação. Vocabulário sem carga valorativa, sem defesa explícita de mais ou de menos regulação.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
A redação é factual e sustentada em citações, mas a arquitetura do texto dá espaço dominante à crítica da plataforma ao desenho regulatório do tribunal, abrindo e fechando pelo argumento de que a regra é inexequível e empurra candidatos menores para a publicidade paga. Soma a isso o destaque para as sanções impostas por Dias Toffoli, com multas de R$ 10 mil por hora e R$ 50 mil por dia, o que reforça a leitura de constrangimento judicial ao discurso de campanha. Inclinação leve, não militante.
Perspectivas omitidas
O X pediu ao Tribunal Superior Eleitoral que suspenda a regra que retira perfis de candidatos dos sistemas de recomendação durante a campanha. A empresa admitiu ter deixado de atualizar a lista entre 14 e 25 de agosto e apontou falhas na base de dados fornecida pelo tribunal. A ação partiu da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O X, antigo Twitter, pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que suspenda ou afaste a regra que obriga as plataformas digitais a retirar dos seus sistemas de recomendação os perfis declarados pelos candidatos durante a campanha eleitoral. Na prática, a norma, estabelecida em 2024, impede que a postagem de um candidato apareça para quem não segue aquela conta. Em manifestação protocolada no fim de semana, a empresa afirmou que vem cumprindo a determinação, mas sustentou que enfrenta dificuldades concretas para aplicá-la de maneira uniforme e que a própria regra pode produzir tratamento assimétrico entre candidaturas.
A manifestação responde a uma ação apresentada em 26 de agosto pela coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pediu a notificação da plataforma por possível favorecimento de candidaturas. Em 28 de agosto, o ministro André Mendonça determinou que a empresa prestasse esclarecimentos sobre o funcionamento do filtro. Na resposta, o X reconheceu que, depois de 14 de agosto, ficou sem atualizar a lista de perfis submetidos ao bloqueio de recomendações até o dia 25. O intervalo abrange o encerramento do registro de candidaturas, em 15 de agosto, e o início oficial da campanha, no dia seguinte. A empresa atribuiu a demora à necessidade de analisar os dados recebidos antes de alterar o sistema.
Os dois lados da cobertura convergem no conteúdo da peça. A plataforma argumenta que o filtro só alcança a conta que a candidatura informou e que aparece de forma clara na base do tribunal, de modo que quem declarou corretamente o perfil perde alcance enquanto quem omitiu a informação segue fora da restrição. Critica também a qualidade dessa base: não há registro da data em que cada perfil foi incluído, não há curadoria ou revisão, contas de redes sociais diferentes aparecem misturadas e pode haver dado incorreto. A conclusão apresentada é de que a isonomia pretendida não é alcançável pelo mecanismo atual e de que a restrição ao alcance orgânico aumenta a dependência de publicidade paga, sobretudo para candidaturas com menos seguidores.
A cobertura de centro deu ênfase à cronologia da falha da própria plataforma, lembrando que a lista de perfis só foi ampliada em 25 de agosto, depois de questionamento jornalístico, e tratando o pedido de suspensão como resposta da empresa a uma cobrança do tribunal. Veículos de direita enfatizaram o desenho regulatório e as sanções: destacaram o paradoxo apontado pela empresa, o problema da base de dados e a decisão do ministro Dias Toffoli que, no mesmo dia, suspendeu a propaganda eleitoral na internet do candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, interrompeu repasses do fundo eleitoral e vetou sua participação em debates, sob multa de R$ 10 mil por hora por perfil aos provedores e R$ 50 mil por dia pela falta de informações. Segundo o ministro, 16 perfis foram comunicados à Justiça Eleitoral 12 dias após o pedido de registro, e a omissão seria indício de fraude à lei.
Não houve, até aqui, cobertura de veículos de esquerda sobre o episódio. A leitura desse campo está posta no próprio processo, pela coligação governista, que pediu a sincronização do filtro da aba de recomendação com as atualizações da base do TSE ao longo de todo o período eleitoral e a preservação de registros técnicos, códigos, versões, listas e logs para eventual auditoria ou perícia. O pedido para que as demais plataformas informassem por qual mecanismo cumprem a regra foi negado por André Mendonça.
Ainda não se sabe como o tribunal decidirá sobre o pedido de afastamento da norma, nem se haverá perícia sobre o algoritmo de recomendação. Também não há resposta pública do TSE às críticas à base de dados de candidatos, nem estimativa de quantas candidaturas tiveram alcance afetado no intervalo de onze dias em que a lista ficou desatualizada, ou de como as demais redes sociais vêm aplicando a mesma exigência.
Toda a cobertura registra que o X ficou de 14 a 25 de agosto sem atualizar a lista de perfis submetidos ao filtro, que o pedido de suspensão da regra nasceu de uma ação da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que a empresa aponta falhas na base de dados de candidatos fornecida pelo Tribunal Superior Eleitoral, entre elas a ausência de histórico de atualização e a mistura de perfis de redes diferentes.

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