Lula anuncia perdão de R$ 12,6 bilhões em dívidas de 3,6 milhões de MEIs
2 veículos de esquerda · 2 veículos de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
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Veículos de esquerda destacaram o pacote Prospera MEI como política de proteção a pequenos trabalhadores por conta própria: limpar o nome de 3,6 milhões de microempreendedores, dar crédito barato e dinheiro direto sem contrapartida e reduzir a burocracia. O enquadramento é de Estado que alivia o sufoco de quem empreende.
O governo federal anunciou, em 13 de outubro, um pacote para microempreendedores individuais (MEIs) a 12 dias do segundo turno. A principal medida é um projeto de lei complementar que perdoa cerca de R$ 12,6 bilhões em dívidas tributárias de 3,6 milhões de MEIs inscritos na dívida ativa da União. O conjunto exige aprovação do Congresso e é lido por analistas também como movimento eleitoral.
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Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
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O governo federal anunciou um pacote para microempreendedores individuais com perdão de R$ 12,6 bilhões em dívidas tributárias, compra de dívidas bancárias e repasse de até R$ 5 mil. A análise compara como a cobertura de esquerda e a de centro leem as medidas, que dependem do Congresso.
O governo federal anunciou, na terça-feira, 13 de outubro, um pacote de medidas para os microempreendedores individuais, os MEIs, a 12 dias do segundo turno da eleição presidencial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou o conjunto em cerimônia no Palácio do Planalto. A principal novidade é um projeto de lei complementar que propõe o perdão de cerca de R$ 12,6 bilhões em débitos tributários de 3,6 milhões de microempreendedores inscritos na dívida ativa da União, com efeitos a partir de 2027. A proposta precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional.
A cobertura de centro relatou que o pacote tem cinco frentes. Além do perdão, o governo vai comprar cerca de R$ 6 bilhões em dívidas bancárias de MEIs pelo programa Desenrola 3.0, com descontos mínimos de 90% e dívidas de até R$ 8.105. Também propõe elevar o teto anual de faturamento da categoria de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, em projeto já enviado à Câmara dos Deputados. Um decreto dispensa a emissão de nota fiscal nas vendas a pessoas físicas, e os nanoempreendedores, com faturamento de até R$ 40.500 por ano, ficam dispensados de abrir CNPJ. Por fim, o PixMEI prevê repasse não reembolsável de até R$ 5 mil, ainda sem critérios definidos, com custo estimado de R$ 5 bilhões entre 2027 e 2030 e prioridade para mulheres de menor faturamento.
Todas as coberturas convergem em um ponto: a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional considera essas dívidas irrecuperáveis, e o governo defende que limpar o nome dos MEIs facilita o acesso a crédito. Lula disse que o endividamento sufoca os pequenos negócios e que o governo quer dar oxigênio para que não morram asfixiados.
Veículos de esquerda destacaram o pacote, chamado Prospera MEI, como política de proteção a quem empreende por conta própria. Enfatizaram o perdão automático, em que ninguém precisa ir atrás de nada, o dinheiro sem contrapartida e a redução da burocracia, e citaram a fala de Lula de que a prosperidade é um direito de todos.
A cobertura de centro acrescentou o contexto eleitoral e fiscal. Relatou que o anúncio se soma a outras medidas recentes, como o reajuste de 15% do Bolsa Família e o Desenrola 3.0, e que o Pé-de-Meia universitário, também anunciado no dia, custaria R$ 4,6 bilhões por ano. O economista Felipe Salto afirmou que restrições a esse tipo de gasto deveriam ser mais rigorosas em anos eleitorais. O analista José Ronaldo Souza Junior disse que o PixMEI foi anunciado sem critérios de elegibilidade, fonte de financiamento ou previsão orçamentária. O candidato do PL, senador Flávio Bolsonaro, que ficou em primeiro no primeiro turno, disse que o governo quer comprar voto e que o petista passou quatro anos massacrando a categoria.
No mesmo dia, Flávio Bolsonaro anunciou que votará a favor da proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala 6x1, na qual o trabalhador cumpre seis dias de expediente para um de descanso. Segundo o relato, ele atribuiu a decisão às demandas que viu em viagens pelo país. Lula atribuiu a mudança à mobilização de trabalhadores, como o ato realizado na Avenida Paulista no domingo, 12 de outubro. Até o momento, não há cobertura de veículos de direita neste conjunto de reportagens, de modo que a leitura da direita aparece apenas pelas declarações do candidato registradas pela cobertura de centro.
O que ainda não se sabe: o texto do projeto sobre quais débitos serão elegíveis, as condições do PixMEI, a fonte de recursos e o calendário de votação no Congresso. Também não foi detalhado como a PEC do fim da escala 6x1 avançará, já que o apoio anunciado não significa aprovação. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.
Lula anuncia projeto para perdoar R$ 12,6 bilhões em dívidas de MEIs, enquanto Flávio Bolsonaro declara apoio ao fim da escala 6x1.

O valor de R$ 5 mil não precisará ser devolvido. Iniciativas do ‘Prospera MEI’ ainda incluem o Desenrola 3.0, o aumento do teto de faturamento do MEI, a dispensa de nota fiscal para vendas e serviços para pessoa física, entre outras ações

Presidente também lança Pé-de-Meia para universitários; medidas somadas têm impactos fiscais de R$ 4,6 bi e R$ 1 bi

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta terça-feira (13) um pacote de medidas voltadas aos Microempreendedores Individuais (MEIs), com propostas para renegociar dívidas…
