Lula ataca Flávio Bolsonaro e prega reforma do STF com mandato para ministros
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Na leitura de veículos de esquerda, Lula aproveitou a entrevista ao Flow Podcast para contrastar o legado social de seus governos com o que descreve como a falta de projeto de Flávio Bolsonaro. O presidente atribuiu o antipetismo à reação de uma elite contrária a cotas raciais, à demarcação de terras indígenas e quilombolas e ao acesso de filhos de trabalhadoras domésticas à universidade. A cobertura destaca a cobrança de que o caso Master seja investigado sem blindagem para ninguém, incluindo ministros do STF, e a defesa de uma reforma do Judiciário depois da eleição.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT), usou entrevistas em canais e podcasts do YouTube na reta final do primeiro turno para defender uma reforma do Judiciário e atacar o principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL).
Veículos de direita enfatizaram o tom pessoal da entrevista: Lula chamou o senador e candidato Flávio Bolsonaro de desqualificado, vira-lata e traidor da pátria e o acusou de ligação com milicianos. A cobertura também ressalta que o presidente desqualificou os debates presidenciais como infrutíferos, defendeu que não faz sentido colocar no mesmo palco candidatos com 49% e com 1% e disse que nem toda pesquisa merece a mesma credibilidade.
3 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Os três lados registram que Lula chamou Flávio Bolsonaro de vira-lata e traidor da pátria no Flow Podcast e que defendeu mudanças no Supremo Tribunal Federal, a poucos dias do primeiro turno.
A três dias do primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou o senador Flávio Bolsonaro de desqualificado, vira-lata e traidor da pátria no Flow Podcast. Também defendeu uma reforma do Supremo Tribunal Federal, com conselho para escolher ministros e mandatos de dez ou 12 anos, e pediu investigação ampla do caso Master.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores, endureceu o tom contra o principal adversário na reta final do primeiro turno. Em entrevista ao Flow Podcast na quinta-feira, 1º de outubro, três dias antes da votação, Lula chamou o senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal, de desqualificado, vira-lata e traidor da pátria. Na mesma conversa, defendeu uma reforma do Poder Judiciário depois da eleição e pediu que o caso Master seja investigado sem proteção para ninguém.
A proposta de reforma já vinha sendo apresentada em outras entrevistas. Na quarta-feira, 30 de setembro, em um canal do YouTube, Lula disse que a credibilidade do Supremo Tribunal Federal está muito baixa. Ele propôs criar um conselho para escolher os ministros e adotar mandatos de dez ou 12 anos. Hoje, cabe ao presidente da República indicar o nome, que passa por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e precisa do voto de ao menos 41 dos 81 senadores. Os ministros ficam no cargo até a aposentadoria compulsória, aos 75 anos. As duas mudanças dependem de emenda à Constituição aprovada pelo Congresso.
No Flow Podcast, Lula afirmou que Flávio não tem história política e que a única coisa que tem a oferecer é o antilulismo. Disse que o senador é ligado a milicianos e o chamou de traidor da pátria por ter enviado o irmão, o deputado Eduardo Bolsonaro, aos Estados Unidos durante o tarifaço imposto ao Brasil. O presidente também classificou os debates presidenciais como infrutíferos e desequilibrados e disse acreditar em vitória já no primeiro turno.
A cobertura de centro concentrou-se na proposta institucional. Relatou a ideia do conselho e dos mandatos, explicou as regras atuais de indicação ao Supremo e lembrou que a mudança exige aprovação do Congresso.
Veículos de esquerda destacaram a defesa do legado social do governo. Ressaltaram a fala de Lula de que o antipetismo nasce da reação de uma elite às cotas raciais, à demarcação de terras indígenas e quilombolas e ao acesso de filhos de trabalhadoras domésticas à universidade. Deram peso ao pedido de investigação ampla do caso Master, em que o presidente citou os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes e o próprio Flávio Bolsonaro, e à decisão de endurecer as regras contra as apostas esportivas.
Veículos de direita enfatizaram os ataques pessoais ao senador e a crítica do presidente aos debates. Registraram a afirmação de que não faz sentido levar ao mesmo palco um candidato com 49% e outro com 1%, e a declaração de que nem todas as pesquisas eleitorais merecem a mesma credibilidade. A proposta de reforma do Judiciário ficou fora desse recorte.
Ainda não se sabe qual seria a composição do conselho proposto para escolher ministros do Supremo, nem como a sociedade civil participaria. Também não houve, nas matérias analisadas, resposta de Flávio Bolsonaro às acusações feitas na entrevista, nem reação dos ministros do Supremo ao pedido de investigação no caso Master.
Presidente propõe conselho para escolher ministros e mandatos de dez a 12 anos

As declarações foram feitas durante entrevista ao podcast Flow, nesta quinta-feira (1º)

No podcast Flow, presidente pediu investigação de 'todo mundo' envolvido no caso Master e criticou falta de 'qualificação política' do senador
