Patrimônio declarado ao TSE cai 35% para Lula e sobe para Zema
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Os candidatos que já protocolaram o registro para as eleições de 2026 entregaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarações de bens com valores muito distintos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informou R$ 4,78 milhões, 35% menos que em 2022 em termos nominais e 46% menos quando os valores são corrigidos pelo IPCA. Romeu Zema (Novo) declarou R$ 178,71 milhões, o maior valor entre os presidenciáveis já registrados, e o senador Flávio Bolsonaro (PL) informou R$ 8,186 milhões. As declarações integram o pedido de registro de candidatura e podem ser consultadas no sistema DivulgaCand.
As declarações entregues ao Tribunal Superior Eleitoral expõem a distância patrimonial entre quem disputa a Presidência. Romeu Zema, do Novo, concentra sozinho cerca de 97% da riqueza declarada pelos cinco candidatos já registrados, e sua fortuna cresceu R$ 49 milhões desde 2022 e 156% desde 2018, período em que esteve à frente do governo de Minas Gerais.
As declarações ao Tribunal Superior Eleitoral mostram que Romeu Zema, do Novo, construiu patrimônio de R$ 178,71 milhões na iniciativa privada, sobretudo em participações empresariais e fundos de investimento, resultado que o próprio candidato defende como fruto de trabalho e não como motivo de suspeita.
10 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Todos os lados tratam como fato os valores extraídos do DivulgaCand, sistema do Tribunal Superior Eleitoral, e reconhecem que a declaração de bens é parte obrigatória do pedido de registro de candidatura. Ninguém contesta os números em si: Lula declarou R$ 4,78 milhões, Zema R$ 178,71 milhões e Flávio Bolsonaro R$ 8,186 milhões.
As declarações de bens entregues ao Tribunal Superior Eleitoral pelos primeiros candidatos registrados em 2026 mostram distâncias patrimoniais grandes: o presidente Lula informou R$ 4,78 milhões, queda de 35% em relação a 2022, enquanto Romeu Zema declarou R$ 178,7 milhões e Flávio Bolsonaro, R$ 8,186 milhões. O prazo para os demais presidenciáveis apresentarem a relação vai até 15 de agosto.
Os primeiros candidatos a protocolar o registro para as eleições de outubro entregaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarações de bens que expõem distâncias patrimoniais expressivas entre eles. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição, informou R$ 4,78 milhões, contra R$ 7,42 milhões declarados em 2022, uma queda nominal de 35%. Romeu Zema (Novo) declarou R$ 178,71 milhões e é, até agora, o mais rico entre os presidenciáveis que já apresentaram a documentação. O senador Flávio Bolsonaro (PL) informou R$ 8,186 milhões ao registrar sua candidatura, na quinta-feira, depois que o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, determinou o restabelecimento de sua filiação ao partido.
A cobertura de centro concentrou-se na descrição dos números e na origem contábil das variações. Segundo esses relatos, cerca de 69% do patrimônio de Lula está em dois planos de previdência privada do tipo VGBL, um do Bradesco, de R$ 1,38 milhão, e outro da Brasilprev, de R$ 1,92 milhão, e foi justamente o encolhimento desses fundos que produziu quase toda a redução. O restante se distribui entre terrenos no distrito de Riacho Grande, em São Bernardo do Campo, uma casa em construção de R$ 246,9 mil, metade de um apartamento avaliada em R$ 94,6 mil, um automóvel de 2010, participação de 98% na empresa de palestras L.I.L.S. e aplicações financeiras. Corrigidos pelo IPCA até junho de 2026, os valores indicam queda real de 46% em relação a 2022 e de cerca de 60% em relação a 2018. Do lado de Zema, R$ 115,44 milhões estão em participações empresariais e R$ 62,49 milhões em investimentos e poupança. A mesma cobertura registrou o patrimônio de R$ 2,7 milhões do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, os R$ 795,09 mil de Renan Santos (Missão), cofundador do Movimento Brasil Livre, e os R$ 54,4 milhões de Ataídes de Oliveira (Novo), candidato ao governo do Tocantins e ex-senador.
Veículos de esquerda deram outro peso ao mesmo conjunto de dados. Enfatizaram que a fortuna declarada por Zema cresceu R$ 49 milhões desde 2022 e 156% desde 2018, quando disputou pela primeira vez o governo de Minas Gerais, e detalharam a concentração dos bens em uma holding familiar, com quotas de R$ 94,5 milhões. Nessa cobertura aparece também a resposta do candidato, dada em entrevista de rádio, de que estariam implicando com seu sucesso empresarial por falta de argumentos contra sua gestão.
Veículos de direita deslocaram o foco para inconsistências em declarações de candidatos da esquerda. Destacaram o caso da candidata a vice-governadora do Tocantins pelo PSOL, Lúcia Viana, que registrou cerca de R$ 2 bilhões em bens, com um Fiat Strada 2007 avaliado em R$ 15 milhões, um Toyota Etios avaliado em R$ 35 milhões e uma chácara declarada por R$ 900 milhões, cifras centenas de vezes superiores às referências de mercado e compatíveis com erro de preenchimento no sistema da Justiça Eleitoral.
Os três enquadramentos convergem em pontos objetivos. Os dados vêm do DivulgaCand, sistema do próprio TSE, a declaração de bens é parte obrigatória do pedido de registro de candidatura e os valores em si não são contestados por nenhum lado. A divergência está no significado atribuído a eles: acumulação de riqueza durante o exercício de mandato, para uns; mérito empresarial e descuido administrativo alheio, para outros.
O quadro ainda está incompleto. Partidos, federações e coligações têm até as 19h de 15 de agosto para registrar candidaturas, e nomes como Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) ainda não haviam apresentado a relação patrimonial. Nenhuma das reportagens explica por que os planos de previdência do presidente perderam R$ 2,3 milhões no período, nem detalha quais ativos sustentam o crescimento real de 211% no patrimônio de Flávio Bolsonaro desde 2018. Também não há, até agora, manifestação da candidata do PSOL sobre os valores atípicos, nem informação sobre eventual retificação do registro junto à Justiça Eleitoral.
Demais presidenciáveis têm até 15 de agosto para apresentar relação de bens ao TSE; informação integra o pedido de registro de candidatura. Leia no Poder360

Presidente informou R$ 4,78 milhões em bens ao TSE em 2026; patrimônio declarado em 2018 equivale a R$ 12,08 milhões em valores atuais. Leia no Poder360

Bens declarados pelo senador passaram de R$ 1,7 milhão em 2018 para R$ 8,1 milhões neste ano. Leia no Poder360.

Maior parte do patrimônio está em quotas de capital; candidato ao governo do Tocantins já foi senador pelo Estado. Leia no Poder360.

Candidata a deputada federal pelo PSD possui aplicações financeiras, imóveis, participações societárias e ativos no exterior

Político teve candidatura ao governo de São Paulo registrada no Tribunal Superior Eleitoral na última sexta-feira (7)

A candidata a vice-governadora do Tocantins Lúcia Viana (Psol), de 64 anos, declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um patrimônio

Mudança veio principalmente com redução de saldo em planos de previdência do presidente

Variação se concentrou em aplicações em fundos de previdência privada do tipo VGBL

Candidato à presidência pelo Novo, o ex-governador de Minas Gerais entregou a declaração patrimonial ao TSE
