As conversas para substituir Jaques Wagner na liderança do PT no Senado
4 veículos de esquerda · 3 veículos de centro

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
4 veículos de esquerda · 3 veículos de centro

A cúpula do PT e o entorno de Lula trabalham para preservar o presidente do desgaste provocado pelo caso Banco Master, separando a figura de Wagner do governo às vésperas da pré-campanha. Aliados ressaltam que o senador tem direito à presunção de inocência, não é réu nem foi denunciado, e que a investigação serve de munição à oposição bolsonarista. A leitura interna é que o próprio governo liquidou o banco e conduz a apuração com rigor. Teresa Leitão surge como nome de confiança e conciliação, reforçando o discurso de ampliação da presença feminina no poder.
O presidente Lula deve se reunir com o senador Jaques Wagner (PT-BA) na quarta-feira (24/6) para tratar de sua possível saída da liderança do governo no Senado, após ele ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, no âmbito do caso Banco Master.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
7 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Apelo emocional nesta matéria: 15/100.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Apelo emocional nesta matéria: 20/100.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Todos os lados reconhecem que Wagner foi alvo de operação da PF no caso Banco Master, que a investigação aponta indícios concretos (apartamento de R$ 2,45 milhões, transferências milionárias, jatinhos e relógios), que o senador nega irregularidades e recorreu ao STF, e que sua reunião com Lula definirá o futuro da liderança.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Jaques Wagner (PT-BA) devem se reunir na quarta-feira (24 de junho de 2026), em Brasília, para discutir a saída de Wagner da liderança do governo no Senado. A conversa ocorre dias depois de o senador ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, no âmbito do caso Banco Master. No Palácio do Planalto, a avaliação predominante é de que a permanência de Wagner no cargo se tornou um peso político para o governo às vésperas da pré-campanha eleitoral.
A cobertura de centro relatou os fatos de forma direta: a expectativa de que Wagner peça para deixar a função, a reunião marcada com Lula e a declaração da pré-candidata ao Senado Simone Tebet (PSB-SP), que afirmou que o senador já deveria ter entregado a liderança. As reportagens registram que Wagner nega qualquer irregularidade, sustenta que não é réu nem foi denunciado, e que sua defesa recorreu ao Supremo Tribunal Federal pedindo a anulação das buscas autorizadas pelo ministro André Mendonça.
No terreno dos indícios, há convergência entre todos os lados sobre o que a Polícia Federal apura. A investigação aponta o suposto recebimento de vantagens indevidas: um apartamento avaliado em cerca de R$ 2,45 milhões em Salvador, uma transferência de R$ 3,5 milhões a empresa ligada ao núcleo familiar do senador, além de uso de jatinhos particulares, ingressos para shows, relógios e dinheiro em espécie encontrados em endereços ligados a Wagner. As suspeitas se apoiam em material extraído do celular de Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, e em mensagens divulgadas pela imprensa.
É na interpretação política que a cobertura se divide. Veículos de esquerda destacaram que Wagner tem direito à presunção de inocência e enquadraram a operação como munição entregue à oposição bolsonarista, ressaltando que foi o próprio governo que liquidou o Banco Master e conduz a apuração. Para esse campo, a prioridade é separar Lula do episódio e preservar a pré-campanha de 2026, e a possível escolha da senadora Teresa Leitão (PT-PE), que seria a primeira mulher na liderança, é apresentada como gesto conciliador e de ampliação da presença feminina no poder. Veículos de direita enfatizaram o peso dos indícios e o detalhamento das mensagens apreendidas, tratando a pressão pela saída como contenção de danos e expondo a influência do chamado núcleo baiano, a 'República da Bahia', no coração do Planalto.
No plano da sucessão, os nomes mais citados são Teresa Leitão, que não disputa eleição neste ano e tem trânsito estável com o Planalto, além de Camilo Santana (PT-CE) e Rogério Carvalho (PT-SE), ambos voltados para disputas de 2026. Pesa também o histórico recente da liderança, marcado pela derrota da indicação de Jorge Messias ao STF e por um acordo em torno da dosimetria que favoreceu a oposição.
O que ainda não se sabe é o desfecho da reunião entre Lula e Wagner e se a saída partirá do senador ou de uma intervenção direta do presidente. Também permanece em aberto o rumo da investigação no STF, o resultado do recurso da defesa e quem, de fato, assumirá a liderança do governo no Senado a tempo de conduzir as pautas prioritárias antes do recesso parlamentar de 18 de julho.
Jaques Wagner. Não sei se já contei essa história aqui, mas a vantagem de ter histórias esquecíveis é que você pode repeti-las

Aliados de Jaques Wagner dizem que senador quer ajustar narrativa para que saída da liderança de Lula não seja associada só ao caso Master

Lula deve se reunir com Jaques Wagner após operação da PF que atingiu o senador e colocou a liderança do governo no Senado em discussão.
Lula deve se reunir com Jaques Wagner para tratar da liderança do governo no Senado após avanço do caso Master e pressão no PT.

A ex-ministra do Planejamento de Lula e pré-candidata ao Senado, Simone Tebet (PSB-SP), comentou ação da PF contra o senador Jaques Wagner

Apuração sobre supostas vantagens indevidas ligadas ao Banco Master pressiona liderança no Senado e expõe divisões no núcleo baiano do Planalto
Senadora pernambucana é vista como nome de confiança do Planalto e pode se tornar a primeira mulher no cargo
Nesta matéria: perspectiva omitida.