Lula e Flávio Bolsonaro divergem sobre Brics e trocam bandeiras no segundo turno
1 veículo de centro · 2 veículos de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de centro · 2 veículos de direita

Pelo prisma da direita, a campanha de Lula estaria copiando propostas de Flávio Bolsonaro na reta final, enquanto o candidato do PL defende reaproximação com parceiros tradicionais e reavaliação do Brics.
O segundo turno, marcado para 25 de outubro, opõe Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, com empate técnico segundo pesquisa. Os dois divergem sobre o Brics e ajustam posições em temas como maioridade penal e escala 6x1.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
3 fontes políticas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: viés de centro.
O segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, marcado para 25 de outubro, expõe divergência sobre o Brics e sobre a relação com os Estados Unidos. Na reta final, os dois candidatos também ajustaram posições sobre maioridade penal e escala 6x1.
O segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro, opõe o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, ao senador Flávio Bolsonaro, do PL. A pesquisa da Confederação Nacional do Transporte divulgada na sexta-feira mostra Flávio com 46,8% das intenções de voto e Lula com 45,9%, empate técnico dentro da margem de erro. Nesse cenário, as coberturas do período se concentraram em dois movimentos: a divergência sobre política externa, em especial sobre o Brics, e as mudanças de posição dos dois candidatos em temas sensíveis.
A cobertura de centro relatou que o Brics é hoje a divisão mais clara entre os dois na política externa. O bloco foi formado originalmente por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, e hoje inclui Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Irã. O plano de governo de Lula cita o grupo três vezes e promete aprofundar a aproximação com o bloco, com o Sul Global e com o G20. Já o plano de Flávio não menciona o Brics. O documento cita os Estados Unidos seis vezes e a China duas, e diz apenas que o Brasil negociará com todos os que interessam ao país. Em entrevista em 3 de junho, Flávio disse que reavaliaria a permanência do Brasil no bloco, que chamou de ideológico, e afirmou: vamos considerar deixar o bloco. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, os países do grupo original compraram US$ 95 bilhões em exportações brasileiras de janeiro a setembro de 2026. O texto lembra que o presidente argentino Javier Milei desistiu da adesão ao bloco ao assumir, e que Jair Bolsonaro foi anfitrião de uma cúpula do Brics em 2019.
Outro eixo é a segurança pública. Em entrevista a uma emissora de televisão na quinta-feira, 15, Lula disse ser favorável a reduzir a maioridade penal para 16 anos, mas não na PEC da Segurança Pública. Também anunciou a intenção de financiar 138 presídios e defendeu asfixiar o crime organizado. Veículos de direita enfatizaram que essas medidas aparecem no plano de Flávio, que prevê reduzir a maioridade de 18 para 16 anos, punições a partir dos 14 anos em crimes graves, cinco presídios federais de segurança máxima e 500 mil vagas em quatro anos. Para esses veículos, o presidente estaria adotando o programa do adversário, e o tom da entrevista foi benevolente com ele. Lula disse ainda acreditar em um acordo com o presidente americano Donald Trump, defendeu o Desenrola 3.0, o fim da escala 6x1 e uma reforma do Judiciário, com discussão sobre mandatos no Supremo Tribunal Federal.
A análise do cientista político Rodrigo Prando, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, apresenta as mudanças como simétricas. Ele afirma que Flávio passou a apoiar o fim da escala 6x1, proposta que vinha criticando, e votou a favor da medida promulgada pelo Congresso, enquanto Lula se aproximou de uma pauta historicamente da direita ao defender a redução da maioridade penal em crimes hediondos. Segundo Prando, as guinadas buscam eleitores indecisos e os mais de 21% que se abstiveram no primeiro turno, cerca de 33 milhões de pessoas.
Na divergência de enquadramento, a cobertura de centro trata o Brics como escolha estratégica, com números de comércio e trechos dos planos. Veículos de direita destacam a convergência entre Lula e Flávio como sinal de que a campanha petista se aproximou do adversário. Não há, entre as fontes deste conjunto, cobertura de veículos de esquerda; a leitura provável desse campo seria de defesa do Brics como espaço de soberania e de crítica ao alinhamento aos Estados Unidos.
O que ainda não se sabe é como cada candidato conduziria a relação com o Brics na prática. A próxima cúpula do bloco será em 2027 e pode refletir a mudança ou a manutenção da posição brasileira, a depender de quem vencer. Também não há detalhamento do custo e do cronograma dos 138 presídios, nem de como a redução da maioridade penal seria tramitada, já que Lula a excluiu da PEC da Segurança Pública.
Em entrevista à TV Globo, presidente defendeu redução da maioridade penal, reforma do Judiciário e melhor diálogo com os EUA

Enquanto petista menciona bloco 3 vezes no plano de governo, senador prioriza a aproximação com os EUA. Leia no Poder360.

Cientista político analisa as mudanças de posição dos presidenciáveis em temas sensíveis e o que elas representam na reta final do segundo turno
