Lula chama Eduardo Bolsonaro de traidor da pátria em comício em Ceilândia
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Como decidimos →O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou Eduardo Bolsonaro de traidor da pátria durante comício de campanha na Praça do Trabalhador, em Ceilândia, no Distrito Federal, na noite de 16 de setembro. Lula disse que o ex-deputado pede ao governo de Donald Trump sanções contra o Brasil e afirmou que o país não comporta político vira-lata. Ele também atacou Flávio Bolsonaro, candidato do PL ao Planalto, e o ex-governador Ibaneis Rocha.
Na leitura de veículos de esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva reagiu à ofensiva de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, que no mesmo dia iniciou nova rodada de reuniões para articular sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Em Ceilândia, Lula defendeu a soberania nacional e acusou a família Bolsonaro de se submeter ao governo Trump contra os interesses dos brasileiros.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Todas as coberturas registram que Lula chamou Eduardo Bolsonaro de traidor da pátria e disse que o Brasil não comporta político vira-lata, em comício em Ceilândia, acusando o ex-deputado de pedir ao governo Trump ações contra o Brasil.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou Eduardo Bolsonaro de traidor da pátria em comício em Ceilândia, no Distrito Federal. Lula acusou o ex-deputado de pedir ao governo Trump sanções contra o Brasil e mirou também Flávio Bolsonaro, candidato do PL, e o ex-governador Ibaneis Rocha.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro de traidor da pátria durante um comício de campanha na Praça do Trabalhador, em Ceilândia, no Distrito Federal, na noite de quarta-feira, 16 de setembro. Segundo o presidente, Eduardo está nos Estados Unidos pedindo ao governo de Donald Trump sanções contra o Brasil. "Esse país não comporta político vira-lata", afirmou Lula, que completou dizendo que o país não comporta quem mostra a bandeira nacional de dia e à noite fica de quatro para os Estados Unidos.
As críticas também miraram Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência e principal adversário de Lula. O presidente disse que Flávio mandou o irmão aos Estados Unidos para tramar contra o Brasil e afirmou que o senador queria privatizar as praias, em referência à Proposta de Emenda à Constituição 3 de 2022, da qual Flávio foi relator. No mesmo discurso, Lula acusou o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha de ter quebrado o Banco de Brasília, o BRB, por causa da ligação com o Banco Master.
O ato reuniu aliados do presidente, entre eles Leandro Grass, do Partido dos Trabalhadores, candidato ao governo do Distrito Federal, a deputada Erika Kokay, candidata ao Senado, e a senadora Leila Barros, do PDT, que disputa a reeleição. Eduardo Bolsonaro perdeu o mandato de deputado em dezembro de 2025, depois de faltar a mais de um terço das sessões, e segue nos Estados Unidos.
A cobertura de centro relatou o discurso de forma declaratória, com as falas atribuídas ao presidente. Parte dela acrescentou uma checagem: a PEC 3 de 2022 não citava praias e tratava apenas dos chamados terrenos de marinha. A cobertura de centro também deu contexto sobre a divisão de palanques no Distrito Federal, onde Lula tem apoio de Grass e de Ricardo Cappelli, do PSB, e registrou que Grass aparece à frente de Cappelli em pesquisa Datafolha.
Veículos de esquerda destacaram a dimensão de soberania nacional do discurso. Enfatizaram que Eduardo Bolsonaro iniciou, no mesmo dia, nova rodada de reuniões nos Estados Unidos para articular sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e apresentaram a fala como tentativa de associar a família do adversário à pressão externa sobre instituições brasileiras. Até o momento, veículos de direita não publicaram cobertura própria do discurso incluída nesta análise.
O que ainda não se sabe é como Eduardo e Flávio Bolsonaro vão responder às acusações, e se Ibaneis Rocha vai contestar a afirmação sobre o BRB. Nenhuma das reportagens trouxe manifestação dos citados.
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