Senado começa debate da PEC do fim da escala 6x1 sob obstrução do PL
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O Senado começou a discutir em plenário a PEC que acaba com a escala 6x1. Lula acusou o PL de Flávio Bolsonaro de tentar atrapalhar a votação, e Flávio chamou a pauta de oportunista.
A cobertura de esquerda trata a sessão como teste para o bolsonarismo: Flávio Bolsonaro e aliados articulariam a ausência de senadores para barrar um direito dos trabalhadores.
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9 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Clickbait nesta matéria: 15/100.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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O Senado começou a discutir a PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1, bandeira de Lula, em meio ao segundo turno contra Flávio Bolsonaro. A matéria compara como cada lado enxerga a obstrução, o quórum de 49 votos e o calendário da votação.
O Senado iniciou na terça-feira (6) a discussão em plenário da Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6x1. O texto fixa jornada máxima de 40 horas semanais, com cinco dias de trabalho, dois de descanso e sem redução de salário. A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados, no fim de maio, e pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. No mesmo dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o PL, partido do candidato Flávio Bolsonaro, trabalha para atrapalhar a votação.
A cobertura de centro relatou que Lula chamou a votação de primeiro teste para o PL e disse que a máscara vai cair quando o Senado começar a votar. Flávio Bolsonaro respondeu que a pauta é oportunista, disse ter uma proposta infinitamente melhor, baseada na liberdade de o trabalhador escolher a própria carga horária, e defendeu remuneração proporcional às horas trabalhadas. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manteve o cronograma de debates e sinalizou votação em primeiro turno na semana seguinte. Pelo regimento, uma PEC exige cinco sessões de discussão antes do primeiro turno e mais três antes do segundo. Pelos cálculos de Alcolumbre, se houver aprovação no primeiro turno, o segundo não ocorreria antes do segundo turno da eleição presidencial, em 25 de outubro.
Há convergência sobre o contexto político. No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio terminou à frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, e o PL ampliou sua bancada no Senado, o que dificulta o avanço da proposta. A PEC precisa de 49 votos, três quintos da Casa, em cada turno.
As divergências aparecem no enquadramento. Veículos de esquerda destacaram que Flávio Bolsonaro e o senador Rogério Marinho (PL-RN) articularam para que colegas não registrassem presença e não dessem quórum. Relataram que a sessão abriu com 49 senadores, número exato do necessário, e que o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, convocou a base a marcar presença. Esses veículos também citaram pressão de entidades empresariais sobre senadores. A cobertura de centro foi mais cautelosa: relatou que a sessão foi aberta com 47 senadores, nenhum do PL, e que o senador Efraim Filho (PL-PB) depois registrou presença. Acrescentou que a oposição avalia dosar as críticas, porque a proposta é popular, e que PL e Republicanos devem se reunir na quarta-feira (7) para definir estratégia. Há, portanto, discrepância entre os números de presença citados pelas duas coberturas.
Veículos de direita não aparecem entre as fontes reunidas. A posição desse campo, de que a PEC é eleitoreira e pode gerar desemprego e aumento do custo de vida, chega apenas pelo relato da cobertura de centro, que cita Flávio e a bancada do PL.
O que ainda não se sabe: se o PL votará contra, a favor ou insistirá numa alternativa; se o quórum se sustentará nas próximas sessões, marcadas para quarta-feira (7) e quinta-feira (8); e se Alcolumbre conseguirá concluir a votação antes de 25 de outubro.
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