Lula propõe colegiado com sociedade civil para indicar ministros do STF
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
- CNN BrasilLula diz querer mudar critério de indicação ao STFPresidente defendeu a criação de um colegiado para escolher novos nomes à Suprema Corte e disse considerar o critério atual "vulnerável"(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- Valor EconômicoLula defende mudar critério de indicação de ministros do STFPT deve concentrar esforços em estratégias casadas para se aproximar de indecisos e recuperar segmentos que se afastaram em relação a 2022(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- Poder360Lula defende mudar indicação ao STF: “Quando coloca toga, vira Deus”Petista propõe colegiado com sociedade civil antes do Senado e diz que Executivo deixa de influir depois da posse no STF. Leia no Poder360.(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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Briefing
O que importa para você
A mudança atingiria quem julga ações que afetam aposentadoria, tributos, trabalho e liberdades individuais. Como a indicação está na Constituição, qualquer alteração vinculante exigiria emenda, com votação em dois turnos na Câmara e no Senado. A proposta de emenda já protocolada pelo PT prevê mandato de até dez anos para ministros, mas não muda quem indica.
Onde os lados divergem
A cobertura de esquerda trata a proposta como democratização do acesso à Corte e omite a derrota da indicação anterior no Senado; a cobertura de centro insere a fala no contexto da crise institucional, da rejeição de Jorge Messias por 42 votos a 34 e da proposta de emenda do PT que preserva o mecanismo atual. O contraponto conservador, de que a mudança poderia enfraquecer o filtro do Senado, não apareceu no noticiário reunido.
Onde os lados concordam
Há convergência de que o presidente defendeu retirar da figura presidencial o monopólio da indicação ao Supremo Tribunal Federal, propondo um colegiado com sociedade civil, e de que ele não detalhou a composição desse colegiado. Também é ponto comum que a Constituição mantém hoje a indicação com o presidente e a aprovação com o Senado Federal.
O que ainda está incerto
Não se sabe quem integraria o colegiado, como seus membros seriam escolhidos e se o parecer seria vinculante ou consultivo. Também não há prazo para a ideia virar proposta formal, nem reação registrada do Senado Federal, de ministros do Supremo, da Ordem dos Advogados do Brasil ou da oposição.
O presidente defendeu, em entrevista exibida no domingo, mudar o critério de indicação ao Supremo Tribunal Federal e criar um colegiado com participação da sociedade civil para avaliar os nomes antes do Senado. Ele chamou o modelo atual de vulnerável e disse que indicados precisam ter trajetória consolidada. O formato do colegiado não foi detalhado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende mudar o critério de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal. A declaração foi dada em entrevista televisiva gravada e exibida no domingo, 27 de setembro, na qual ele defendeu que a indicação deixe de depender exclusivamente do chefe do Executivo e passe pelo crivo de um colegiado com participação da sociedade civil, antes de o nome ser encaminhado ao Senado Federal.
"Não pode ser só o presidente que indique. Temos que criar um critério de como envolver a sociedade civil para que a gente indique alguém que não seja só da vontade do presidente ou da OAB", disse. Ele classificou o modelo atual como muito vulnerável e afirmou ter aprendido, ao longo das indicações que já fez, que não se deve escolher quem ainda vai construir biografia dentro da Corte. Também resumiu a perda de influência sobre o indicado com a frase de que, quando o escolhido veste a toga, não há mais nenhuma interferência do presidente.
A cobertura de centro relatou o fato de forma convergente e acrescentou o desenho institucional em vigor: pela Constituição, a indicação cabe ao presidente da República e a escolha precisa ser aprovada por maioria absoluta do Senado, sendo exigidos do candidato idade entre 35 e 70 anos, notável saber jurídico e reputação ilibada. Essa cobertura registrou ainda que o presidente não detalhou como o colegiado seria formado nem quais setores participariam dele, e lembrou dois antecedentes diretos. O primeiro é a rejeição da indicação de Jorge Messias pelo Senado, por 42 votos a 34, primeira derrota de uma indicação ao Supremo em mais de um século. O segundo é a proposta de emenda à Constituição protocolada pelo PT em 11 de setembro, que estabelece mandato de até dez anos para ministros dos tribunais superiores e amplia a presença da sociedade civil nos conselhos de controle do Judiciário e do Ministério Público, mas preserva as competências atuais de indicação e aprovação. Parte dessa cobertura acrescentou o pano de fundo das suspeitas envolvendo ministros e o Banco Master, sobre as quais o presidente afirmou que todos os envolvidos precisam ser apurados para restabelecer a credibilidade da Corte diante da sociedade.
Veículos de esquerda destacaram a dimensão de abertura democrática da proposta, reproduzindo em extensão as falas sobre a necessidade de tirar a escolha das mãos de uma única autoridade e de submetê-la a um crivo coletivo. Nessa leitura, ampliar a participação social dá legitimidade pública a uma Corte que decide sobre direitos coletivos, e a exigência de trajetória consolidada funciona como barreira contra nomes sem compromisso demonstrado. Essa cobertura, porém, não registrou a rejeição da indicação anterior no Senado nem apresentou vozes contrárias à ideia de colegiado.
Veículos de direita não deram cobertura própria ao episódio até o momento, e o contraponto que a leitura conservadora costuma fazer não apareceu no noticiário reunido: a objeção de que a Constituição já prevê um freio ao presidente, o Senado, e de que propor a mudança logo após ter um indicado barrado pode ser entendido como tentativa de contornar esse freio. A ausência desse ângulo é, em si, um dado da cobertura.
O que ainda não se sabe é o essencial do desenho. Não há definição sobre quem integraria o colegiado, como seus membros seriam escolhidos, se sua manifestação seria vinculante ou apenas consultiva, e se a mudança exigiria emenda constitucional ou poderia ser adotada como prática do próprio Executivo. Também não foram registradas reações do Senado Federal, de ministros do Supremo, da Ordem dos Advogados do Brasil ou dos partidos de oposição, nem há prazo anunciado para que a ideia vire proposta formal.
Fontes

Presidente defendeu a criação de um colegiado para escolher novos nomes à Suprema Corte e disse considerar o critério atual "vulnerável"

PT deve concentrar esforços em estratégias casadas para se aproximar de indecisos e recuperar segmentos que se afastaram em relação a 2022

Petista propõe colegiado com sociedade civil antes do Senado e diz que Executivo deixa de influir depois da posse no STF. Leia no Poder360.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, neste domingo (27), durante entrevista ao Canal Livre, da Band, uma mudança no processo de escolha dos