Lula e Flávio Bolsonaro disputam Podemos, que deve ficar neutro, em vitória para o PT
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O quadro eleitoral se consolida a favor do campo governista. A pesquisa mostra Lula abrindo quase 10 pontos no primeiro turno e revertendo em cerca de 10 pontos a vantagem que o senador tinha em maio, um sinal de força da candidatura à reeleição. Ao mesmo tempo, a neutralidade que partidos do centrão como o Podemos vêm adotando é lida como vitória política do Planalto, que trabalha para impedir que o adversário amplie suas alianças e seu tempo de propaganda.
A poucos meses da eleição presidencial de 2026, dois movimentos marcaram o fim de julho: uma nova pesquisa de intenção de voto e a disputa das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro pelo apoio do Podemos. O levantamento aponta o presidente à frente no primeiro e no segundo turno, enquanto o partido do centrão sinaliza que deve permanecer neutro.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
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As duas coberturas apontam Lula em posição favorável neste momento da disputa: à frente na pesquisa de intenção de voto e beneficiado pela tendência de neutralidade de partidos do centrão como o Podemos.
A menos de meio ano da eleição presidencial de 2026, dois movimentos ocorridos no fim de julho ajudaram a desenhar o momento da disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. De um lado, uma nova pesquisa de intenção de voto; de outro, a corrida das campanhas pelo apoio do Podemos, partido do centrão que sinaliza que deve permanecer neutro.
O levantamento divulgado em 31 de julho aponta Lula com 40,5% das intenções de voto no primeiro turno, contra 31,2% do senador, uma diferença de 9,3 pontos. No cenário de segundo turno, o presidente aparece com 47,5% e Flávio Bolsonaro com 41,1%, vantagem de 6,4 pontos. Ronaldo Caiado surge em terceiro, com 5,5%, seguido por Romeu Zema. A margem de erro do instituto é de 2,15 pontos, com 95% de confiança, e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral.
Veículos de esquerda destacaram a curva ascendente do presidente: entre maio e julho, Lula teria crescido 7,3 pontos no confronto direto, revertendo em cerca de dez pontos a vantagem que o senador chegou a ter em maio. Nesse enquadramento, o avanço é lido como sinal de força da candidatura à reeleição.
A cobertura de centro concentrou-se no tabuleiro partidário. Aliados de Lula e integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro fizeram uma ofensiva pelo Podemos, que elegeu 12 deputados e chegou a 27 cadeiras após a janela partidária, com meta de superar 30. A convenção da sigla delegou à executiva a decisão final sobre a neutralidade, prevista para até 5 de agosto. O Planalto, por meio do ministro das Relações Institucionais e de lideranças do PT, atuou para garantir que o partido não se alinhasse à oposição, assim como fez com Republicanos e a federação União Progressista. Pelo lado da oposição, foi aventada ajuda com o fundo eleitoral, e o senador chegou a tomar um café com a presidente do partido. Romeu Zema também tentou atrair a legenda, oferecendo a vice, sem sucesso.
Os dois lados convergem em um ponto central: a coligação importa porque amplia tempo de rádio e televisão e facilita o compartilhamento de fundo eleitoral. Se ficar isolado, o senador pode ter cerca de 20% menos tempo de propaganda do que o presidente, hoje com a maior fatia.
A leitura provável de veículos de direita tende a relativizar os números, lembrando que vários cenários estão no limite da margem de erro e que um único instituto não define tendência a meses do pleito. Nesse enquadramento, a neutralidade negociada do centrão expõe a lógica de troca por fundo e espaço na Câmara, e a pressão do governo para assegurar apoios é vista como uso da máquina pública.
O que ainda não se sabe é se a executiva do Podemos vai de fato formalizar a neutralidade na data prevista, se a oposição conseguirá reverter a tendência com a oferta de recursos, e como o quadro das pesquisas evoluirá à medida que as convenções e a propaganda eleitoral avançarem.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida presidencial de 2026, segundo pesquisa do

PL procurou partido, que elegeu 12 deputados e ficou com 27 após janela partidária
