
Lula à frente de Flávio Bolsonaro na AtlasIntel e na Quaest, com Cury em terceiro
4 veículos de esquerda · 17 veículos de centro · 4 veículos de direita
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Três levantamentos nacionais divulgados entre 31 de agosto e 2 de setembro de 2026 mostram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da corrida presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL) em segundo lugar e o escritor Augusto Cury (Avante) consolidado em terceiro. Na AtlasIntel/Bloomberg, Lula tem 43,4% no primeiro turno contra 33,7% de Flávio Bolsonaro, e 47,1% contra 42,6% no segundo turno, com a vantagem caindo de 6,3 para 4,5 pontos em relação a julho. Na Quaest, divulgada dois dias depois, os números são 37% a 29% no primeiro turno e 42% a 41% no segundo, dentro da margem de erro. Os dois principais nomes lideram também a rejeição.
Esquerda
Para a leitura de esquerda, o dado central é a resistência da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva depois de duas semanas de exposição intensa às investigações sobre seu filho Fábio Luís Lula da Silva.
Centro
Três levantamentos nacionais divulgados entre 31 de agosto e 2 de setembro de 2026 mostram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da corrida presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL) em segundo lugar e o escritor Augusto Cury (Avante) consolidado em terceiro.
Direita
Para a leitura de direita, os levantamentos mostram um governo em desgaste e uma eleição que deixou de ser confortável para Luiz Inácio Lula da Silva. A desaprovação chegou a 52,9% na AtlasIntel, acima da aprovação de 45,4%, e a vantagem no segundo turno contra Flávio Bolsonaro encolheu de 6,3 para 4,5 pontos, oscilação acima da margem de erro.
25 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Os números estão corretos e o empate técnico no segundo turno é registrado, mas a seleção mantém o foco na permanência da liderança e nos cenários mais favoráveis ao presidente, deixando de fora rejeição e avaliação de governo. Enquadramento de esquerda por escolha de recorte.
Perspectivas omitidas
Versão praticamente idêntica a outra publicação do mesmo veículo, com a mesma seleção favorável ao presidente. O título anuncia diferença de sete pontos no primeiro turno enquanto o corpo afirma oito pontos e apresenta 37% a 29%, o que caracteriza descompasso entre título e texto.
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Apesar do veículo ser de esquerda, o corpo é descritivo e registra sem atenuação a alta da rejeição de Lula, de 49,4% para 52%. A imprecisão sobre o salto de nove pontos é erro de apuração, não enquadramento ideológico.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Formato de lista com dez pontos, cobrindo estimulada, espontânea, segundo turno, rejeição, avaliação de governo, efeito dos dois escândalos e interesse do eleitorado. Trata os dois candidatos com simetria e sinaliza o empate técnico dentro da margem de dois pontos.
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar do veículo ser de direita, o corpo compara os cenários com e sem Pablo Marçal, explicita o empate técnico no segundo turno e contextualiza a coleta com o debate, as sabatinas e o início da propaganda eleitoral. Tratamento simétrico dos dois favoritos.
Perspectivas omitidas
Duas pesquisas nacionais divulgadas na virada de agosto para setembro de 2026 mediram a corrida presidencial depois do debate, das sabatinas e do início da propaganda eleitoral. Os números mostram Lula na liderança, Flávio Bolsonaro em segundo, uma diferença menor no segundo turno e a entrada de Augusto Cury no terceiro lugar. Veja o que cada lado da cobertura destacou.
A pouco mais de um mês do primeiro turno, marcado para 4 de outubro de 2026, três levantamentos nacionais divulgados entre 31 de agosto e 2 de setembro desenharam o mesmo quadro da corrida presidencial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na liderança, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar e o escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante) se consolidou como o nome mais forte da chamada terceira via, em um movimento que nenhum instituto havia captado até a semana anterior.
Na pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada em 31 de agosto, Lula registra 43,4% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33,7% de Flávio Bolsonaro. Augusto Cury aparece com 7,8%, ante 1,6% na rodada de julho, e Renan Santos (Missão) tem 7,6%, empate técnico dentro da margem de erro. No cenário de segundo turno, o presidente marca 47,1% contra 42,6% do senador, diferença de 4,5 pontos, ante 6,3 pontos no levantamento anterior. O instituto ouviu 5.014 pessoas entre 25 e 30 de agosto, com margem de erro de 1 ponto percentual, nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07972/2026.
Dois dias depois, em 2 de setembro, a Quaest apontou Lula com 37% e Flávio Bolsonaro com 29% no primeiro turno, com Augusto Cury em 10%. No segundo turno, o placar de 42% a 41% configura empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Foram 2.004 entrevistados entre 30 de agosto e 1º de setembro. Na mesma segunda-feira da AtlasIntel, uma terceira rodada, do instituto Nexus, já havia mostrado Augusto Cury saltando de 2% para 11%.
Os pontos de convergência entre as três medições são amplos. Todas colocam Lula à frente no primeiro turno, todas registram queda simultânea dos dois favoritos, todas mostram Augusto Cury em terceiro e todas apontam Flávio Bolsonaro e Lula como os dois nomes mais rejeitados do país, em empate técnico. A coleta ocorreu depois do debate presidencial de 23 de agosto, das sabatinas de televisão com os principais candidatos e do início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, em 28 de agosto, período em que as investigações que atingem os dois campos dominaram a cobertura.
A divergência aparece no que cada lado escolheu destacar. Veículos de esquerda enfatizaram a permanência da liderança e o fato de Lula vencer todos os cenários de segundo turno testados pela AtlasIntel, inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, além de tratarem os inquéritos sobre Fábio Luís Lula da Silva como apurações sem denúncia formal, com espaço amplo para a resposta do presidente. A cobertura de centro relatou os números de forma simétrica, com metodologia, série histórica e recortes demográficos, e sinalizou que parte das oscilações está dentro da margem de erro. Veículos de direita enfatizaram o desgaste do governo, com 52,9% de desaprovação contra 45,4% de aprovação, a redução da vantagem no segundo turno e a percepção do eleitor sobre o caso que envolve o filho do presidente, para o qual 55,1% afirmam haver impacto direto sobre a gestão. Uma análise de direita chegou a sustentar risco de derrota de Lula para Ronaldo Caiado e Romeu Zema, cenários em que a própria pesquisa citada mostra o presidente à frente.
Há lacunas que nenhum dos levantamentos preencheu. Nenhum instituto testou um segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Augusto Cury, o que deixa em aberto a força real do terceiro colocado. Também não há medição sobre a natureza do crescimento do escritor, apontado por monitoramentos de redes sociais como possivelmente inorgânico, sem que qualquer fonte tenha apresentado evidência conclusiva. E os dois institutos usam métodos distintos, recrutamento digital aleatório em um caso e entrevista por telefone no outro, o que explica parte da diferença de patamar entre os números e recomenda cautela na comparação direta.
Esquerda, centro e direita reconhecem que Lula lidera o primeiro turno nos dois institutos, que Flávio Bolsonaro é o segundo colocado, que Augusto Cury assumiu a terceira posição em uma semana e que os dois favoritos lideram a rejeição em empate técnico. Todos os textos reproduzem a mesma metodologia declarada e o registro das pesquisas no Tribunal Superior Eleitoral.

Pesquisa é a primeira do instituto depois do início da propaganda eleitoral na TV e no rádio

A pesquisa Quaest mostra Lula e Flávio Bolsonaro em empate técnico, a ascensão de Augusto Cury na terceira via e o alto desinteresse do eleitorado na disputa.

Pesquisa Quaest mostra presidente com 37% ante 29% do senador. No segundo turno, disputa tem empate técnico, com Lula em vantagem numérica

Novo levantamento é o primeiro a ser divulgado após início da campanha eleitoral

Pesquisa Quaest mostra presidente com 37% ante 29% do senador. No segundo turno, disputa tem empate técnico, com Lula em vantagem numérica

Petista tem 37% contra 30% do candidato do PL em cenário de primeiro turno

Levantamento mostra, porém, que 37,9% dos entrevistados acreditam que as apurações da PF contra Lulinha são uma questão exclusiva do filho do presidente

Foram entrevistadas 5.014 pessoas, entre os dias 25 e 30 de agosto; margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos

Para 37,9%, as investigações são um problema exclusivamente pessoal do filho do presidente; pesquisa ouviu 5.014 pessoas entre 25 e 30 de agosto, com margem de erro de 1 ponto percentual

Foram ouvidas 5.014 pessoas, entre os dias 25 e 30 de agosto; margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos

Foram ouvidas 5.014 pessoas em todo o país; margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos

Presidente lidera com 43,4% contra 33,7% de Flávio; Augusto Cury cresce 6,2 pontos em um mês e empata tecnicamente com Renan Santos na terceira posição.

Presidente aparece à frente de Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos; confira os números

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera todos os cenários de segundo turno testados pela pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta segunda-feira


Escritor e psiquiatra marca 11 pontos percentuais na pesquisa Nexus/BTG e 7,8 no levantamento AtlasIntel e aparece em terceiro na corrida ao Planalto

Na avaliação do governo, 51,1% consideram a gestão Lula ruim/péssima, 37,0% a classificam como ótima/boa e 11,9% a avaliam como regular

Pesquisa foi divulgada nesta segunda-feira

Na simulação de primeiro turno, o candidato do Avante chega ao terceiro lugar, de acordo com a pesquisa eleitoral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa de segundo turno pela Presidência da República, segundo pesquisa Atlas/

Na disputa pelo primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, o presidente Luiz InácioLula da Silva (PT) aparece na liderança com 43,4% das intenções de

Pesquisa ouviu 5.014 pessoas em todo o território nacional, entre os dias 25 e 30 de agosto, por meio de recrutamento digital aleatório

Do total de entrevistados, 49% dizem que não votariam no petista, enquanto 50% não votariam no filho do ex-presidente Jair Bolsonaro

Levantamento mostra queda na vantagem de Lula para 4,5 pontos no 2º turno; Augusto Cury cresce e alcança terceira posição no primeiro turno

Aprovação do petista volta a cair a pouco menos de dois meses de os eleitores comparecerem às urnas
Perspectivas omitidas
Descreve com simetria os dois escândalos que pautaram as sabatinas, o financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro e os inquéritos sobre Fábio Luís Lula da Silva, e registra a defesa de cada lado. Sinaliza corretamente o empate técnico na rejeição e a série histórica do índice.
Perspectivas omitidas
O subtítulo interno Pior para Lula e a afirmação de que o presidente corre risco de derrota contra Caiado e Zema contrariam os cenários publicados na própria pesquisa citada. Enquadramento explícito de desgaste do governo e ênfase na rejeição ao petista caracterizam perfil de direita.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Os números estão corretos, mas a seleção isola rejeição e o item sobre qual resultado o eleitor mais teme, único recorte da pesquisa em que Lula aparece à frente de forma desfavorável. O destaque para a alta de 2,6 pontos na rejeição do presidente, sem a contrapartida da liderança nas intenções de voto, configura enquadramento de direita.
Perspectivas omitidas



