Lula e Trump não se reúnem no G7 para falar sobre tarifas
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No G7, Lula levou uma mensagem firme em defesa da soberania dos paises em desenvolvimento e do Sul Global, criticando o protecionismo e o unilateralismo da agenda de Trump. Apesar da tensao na foto oficial, Trump reconheceu o desempenho do brasileiro com um 'bom trabalho' nos bastidores. Lula cobrou as nacoes ricas pelos cortes na ajuda humanitaria e denunciou a desigualdade global como resultado do neoliberalismo.
Veículos deste lado: ICL Notícias e Revista Fórum
Apesar de toda a expectativa, Lula nao conseguiu uma reuniao bilateral com Trump no G7 para destravar as tarifas que penalizam exportadores brasileiros, sinal de que o impasse comercial com Washington segue sem solucao no nivel politico.
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Todos os lados concordam que a reuniao bilateral Lula-Trump nao ocorreu, que as tarifas dos EUA contra o Brasil seguem sem acordo no nivel politico e que os dois presidentes tiveram apenas contatos rapidos e cordiais nos bastidores do G7.
Os presidentes Luiz Inacio Lula da Silva e Donald Trump nao realizaram a reuniao bilateral esperada durante a Cupula do G7, em Evian, na Franca, para tratar das tarifas que os Estados Unidos impoem a produtos brasileiros. A cobertura de centro relatou que, embora a reuniao formal nao tenha ocorrido, os dois lideres trocaram um breve aperto de mao nos bastidores e que as negociacoes comerciais seguem em destaque, ainda no nivel tecnico.
O episodio teve varios capitulos ao longo da cupula. Na noite anterior, durante um evento social organizado pela presidencia francesa de Emmanuel Macron, Lula e Trump teriam se cumprimentado apos um concerto, sem foto. No dia seguinte, ao terminar a primeira reuniao da manha, Trump caminhou em direcao a Lula, deu um tapinha em suas costas e desejou 'bom trabalho'. O gesto foi registrado em imagens obtidas pelo jornalista Jamil Chade. Antes disso, na foto oficial de familia dos lideres, os dois apareceram proximos, mas nao houve cumprimento publico, o que alimentou uma polemica na imprensa brasileira sobre se Lula teria esnobado o americano.
Ha pontos em que toda a cobertura converge. A reuniao bilateral nao aconteceu; o tema das tarifas continua sem solucao no nivel politico mais alto; e os dois presidentes tiveram apenas contatos rapidos e cordiais nos corredores. A avaliacao, de ambos os lados, e de que as negociacoes tecnicas ainda nao maturaram a ponto de justificar um encontro formal de chefes de Estado.
E a partir dai que os enquadramentos se separam. Veiculos de esquerda destacaram o conteudo do discurso de Lula, no qual ele defendeu a soberania dos paises em desenvolvimento e criticou o protecionismo e o unilateralismo, em recado velado a agenda de Washington. Esses veiculos enfatizaram numeros citados por Lula, como a queda de 23% na ajuda oficial ao desenvolvimento, os cortes em orcamentos da OMS e do UNICEF e a transferencia de 1,4 trilhao de dolares por ano em servico da divida pelos paises pobres. Tambem ressaltaram a recusa do governo brasileiro a ofensiva dos EUA para classificar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizacoes terroristas, tratada como interferencia na soberania nacional.
Veiculos de direita, por sua vez, enfatizaram o lado do impasse: a aguardada reuniao para destravar as tarifas nao saiu, e o problema comercial com os Estados Unidos segue sem desfecho no nivel politico. Tambem deram peso a uma conversa informal captada por microfones, na qual Lula teria dito que 'nunca foi esquerdista' e que 'o mundo e de centro', alem da polemica em torno da foto oficial, que o governo se apressou em desmentir.
O que ainda nao se sabe e quando, ou se, Lula e Trump levarao as negociacoes tarifarias ao nivel presidencial, qual sera o desfecho das conversas tecnicas em andamento e como ficara o impasse sobre a classificacao do PCC e do CV. A cobertura tampouco esclarece um cronograma concreto para um eventual encontro bilateral entre os dois governos.
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