Donald Trump chama eleição do Brasil de vergonha e diz que falará com Lula
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
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Como decidimos →A cobertura de centro relatou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou a eleição presidencial brasileira de 'vergonha' na quinta-feira, 29 de outubro, mas disse que vai procurar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para parabenizá-lo. O texto contextualizou a fala com a ida do candidato derrotado, o senador Flávio Bolsonaro, para os Estados Unidos e com a carta em que ele se declarou presidente eleito.
A cobertura de direita, feita por um único veículo, destacou que Trump evitou responder diretamente quem venceu a eleição presidencial no Brasil e que classificou a votação como 'uma vergonha'. A nota é curta, remete a um vídeo e não registrou que Trump disse que vai procurar Lula, nem a ida de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos.
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A cobertura de centro e a de direita registram que Donald Trump classificou a eleição presidencial brasileira como uma vergonha em 29 de outubro.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou a eleição presidencial brasileira de vergonha em 29 de outubro, mas disse que vai procurar Lula para parabenizá-lo. A fala veio um dia depois de o senador Flávio Bolsonaro, candidato derrotado, viajar aos Estados Unidos e divulgar carta em que se declarava presidente eleito.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a eleição presidencial brasileira como uma vergonha na quinta-feira, 29 de outubro. Antes de partir para um comício, ele disse a jornalistas que acompanhou a votação, que não tomou partido e que o mercado teria reagido mal ao resultado. Na mesma conversa, afirmou que vai procurar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para parabenizá-lo.
A fala veio um dia depois de o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, candidato derrotado e aliado de Trump, viajar para os Estados Unidos. Na quarta-feira, 28, Flávio divulgou nas redes sociais uma carta em que se declarava presidente eleito do Brasil. Minutos depois, apagou o texto e publicou outra versão, em que passou a se dizer líder do Brasil. Questionado sobre a carta naquele dia, Trump disse que não iria comentar, que o governo americano deu ao senador autorização para entrar no país e que não iria se envolver, mas chamou a disputa de uma eleição muito estranha.
A cobertura de centro relatou também que Trump disse ter ficado neutro a pedido de Lula e que a família Bolsonaro foi tratada de forma injusta, embora tenha negado ter falado com Flávio depois da eleição. O mesmo texto registrou a nota dos partidos que apoiaram Lula, assinada por Partido dos Trabalhadores, PCdoB, PV, PSB, PSOL, Rede e PDT, segundo a qual o país não aceita interferência estrangeira em seu processo democrático. Registrou ainda críticas de parlamentares democratas americanos, como o deputado Morgan McGarvey e o senador Andy Kim, que compararam a entrada de Flávio ao endurecimento da política migratória do governo Trump.
Os dois lados que cobriram convergem no ponto central: Trump chamou a votação brasileira de vergonha. A diferença está no recorte. Veículos de direita, representados por um único texto curto, destacaram que Trump evitou responder diretamente quem venceu a eleição e que a declaração ocorreu em meio à repercussão internacional do resultado. Esse texto não mencionou que Trump disse que vai procurar Lula, nem a ida de Flávio aos Estados Unidos ou a carta divulgada por ele. A cobertura de centro, mais extensa, deu peso à contradição entre a crítica à eleição e a disposição de cumprimentar Lula, e usou na própria voz expressões como carta golpista e fuga para descrever a conduta do senador. Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso no conjunto analisado.
Até a tarde de 29 de outubro, quando saíram as matérias analisadas, não havia registro de que Trump e Lula tivessem de fato conversado. Os textos também não traziam a versão de Flávio Bolsonaro ou do Partido Liberal sobre a viagem, nem detalhavam as investigações contra o senador citadas pelos democratas, e não informavam por quanto tempo ele pretende ficar nos Estados Unidos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou responder diretamente quem venceu as eleições presidenciais no Brasil. Ao comentar o

Na véspera, o presidente americano havia dito que não iria se
