Flávio Bolsonaro deixa o Brasil em voo de US$ 150 mil pago por intermediário
4 veículos de esquerda · 1 veículo de centro · 2 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
7 fontes políticas
Como decidimos →Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
4 veículos de esquerda · 1 veículo de centro · 2 veículos de direita

7 fontes políticas
Como decidimos →Veículos de esquerda trataram a saída como fuga da Justiça e deram voz a quem rejeita a contestação do resultado. Uma nota de sete partidos, entre eles PT, PSB e PSOL, afirmou que não há perseguição política e que a contestação não se sustenta, citando os 33.866 votos registrados no horário prorrogado. Um despacho de agência detalhou o pagamento de US$ 150 mil pelo voo, o ex-chanceler Aloysio Nunes disse que o problema é da direita, e uma reportagem de bastidor relatou que o Planalto adiou a decisão sobre o novo embaixador dos Estados Unidos.
A cobertura de centro concentrou-se em como e por que Flávio Bolsonaro deixou o Brasil. O dono da companhia aérea argentina Baires Fly disse ter recebido US$ 150 mil, cerca de R$ 800 mil, de um intermediário que mora nos Estados Unidos.
Veículos de direita trataram o caso por dois caminhos. Uma matéria explicou, sem usar a palavra fuga, que a família entrou nos Estados Unidos com autorização temporária do tipo parole, válida inicialmente até 27 de outubro de 2027.
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: falácia identificada.
Derrotado por Lula no segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro chegou à Flórida em 28 de outubro com autorização temporária de permanência. O voo particular custou US$ 150 mil, segundo o dono da companhia aérea, e a saída ocorreu depois de ordem do Supremo Tribunal Federal para a entrega dos passaportes.
O senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, candidato derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição presidencial de 25 de outubro, deixou o Brasil e chegou à Flórida, nos Estados Unidos, na quarta-feira, 28 de outubro, acompanhado da esposa e das duas filhas. O voo particular custou US$ 150 mil, cerca de R$ 800 mil, segundo o empresário argentino Luis Grande, dono da companhia aérea Baires Fly, que disse à agência AFP ter recebido o pagamento de um intermediário que mora nos Estados Unidos.
A cobertura de centro relatou que a saída ocorreu depois de uma ordem do Supremo Tribunal Federal para a entrega dos passaportes do senador, numa investigação por suspeita de lavagem de dinheiro. Como os documentos não foram entregues no prazo, foram cancelados. Flávio cruzou a fronteira com a Argentina na noite de 27 de outubro e decolou de Puerto Iguazú depois da meia-noite. Jornais americanos atribuíram a contratação do avião a Jason Miller, assessor do presidente Donald Trump, informação que o dono da companhia não confirmou. A Casa Branca não se pronunciou.
Os lados convergem em pontos centrais. O senador não reconheceu a derrota, divulgou uma carta dos Estados Unidos e voltou a falar em fraude, enquanto o próprio Partido Liberal reconheceu a vitória de Lula. A carta, que na primeira versão o apresentava como verdadeiro presidente, provocou desgaste até entre aliados.
As divergências estão no enquadramento. Veículos de esquerda trataram a saída como fuga da Justiça. Uma nota de sete partidos, entre eles o Partido dos Trabalhadores, o Partido Socialista Brasileiro e o Partido Socialismo e Liberdade, afirmou que não há perseguição política e que a contestação não se sustenta, porque o horário prorrogado somou 33.866 votos, contra uma diferença de mais de 4,4 milhões. O ex-chanceler Aloysio Nunes disse que o caso é um problema da direita, não do governo. Uma reportagem de bastidor relatou, com base em auxiliares não identificados, que o Planalto adiou o aval ao novo embaixador americano, Daniel Perez, e prefere não responder a Flávio, a Trump e ao presidente argentino Javier Milei.
Veículos de direita seguiram outro caminho. Uma matéria explicou, sem usar a palavra fuga, que a família entrou com uma autorização temporária conhecida como parole, que não equivale a asilo e permite a permanência inicial até 27 de outubro de 2027. Uma coluna de opinião afirmou que a ordem do ministro Alexandre de Moraes sobre os passaportes alimentou a percepção de perseguição, mas registrou que o senador Rogério Marinho disse não ter provas de fraude e que o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, mostrou descontentamento com a carta.
Até a manhã de 30 de outubro, quando saíram as matérias analisadas, não se sabia quem contratou o intermediário do voo, nem como Flávio chegou de Brasília à fronteira. As versões sobre o trajeto também diferiam: uma reportagem citou escala no Equador, que as demais não mencionaram. Também não havia definição sobre o reconhecimento formal do resultado pelo governo dos Estados Unidos.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e sua família entraram nos Estados Unidos na manhã desta quarta-feira (28), com autorização de

PT, PCdoB, PV, PSB, PSOL, Rede e PDT ressaltam que ‘não é primeira vez que família Bolsonaro se recusa a aceitar vontade das urnas’

A Casa Branca não se pronunciou até o momento sobre o assunto


Derrotado nas eleições presidenciais, Flávio Bolsonaro encontra dificuldades para fazer o papel da venezuelana Maria Corina Machado.

Cabe à direita brasileira lidar com este 'De Gaulle de fancaria', avalia Aloysio Nunes

Planalto aguarda redução das tensões com Trump e avalia postura de Washington antes de autorizar formalmente chegada de Daniel Perez
