Lula ataca Tarcísio em comício com Haddad em São José do Rio Preto
1 veículo de esquerda · 5 veículos de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
7 fontes políticas
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou no sábado, 5 de setembro de 2026, de um ato de campanha em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, candidato do Partido dos Trabalhadores ao governo paulista. No discurso, Lula classificou como coisa abominável a preferência de eleitores paulistas pelo governador Tarcísio de Freitas e pediu que a militância trabalhasse para eleger Haddad já no primeiro turno. Haddad concentrou os ataques no caso do Banco Master e em Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência. Um levantamento do instituto AtlasIntel divulgado dois dias antes mostrava Tarcísio à frente na disputa estadual.
A leitura de esquerda enxerga no comício de São José do Rio Preto a retomada da campanha por baixo, com palanque amplo somando Partido dos Trabalhadores, PSB e Rede em torno da candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo.
A leitura de direita destaca o que o presidente evitou dizer no palanque: nem Lula nem os aliados mencionaram a crise envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o Supremo Tribunal Federal, às vésperas do feriado de 7 de Setembro.
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
Todos os lados registram os mesmos fatos básicos: Lula, Fernando Haddad e Geraldo Alckmin fizeram ato de campanha em São José do Rio Preto no dia 5 de setembro, o alvo principal dos discursos foi o governador Tarcísio de Freitas, e Fernando Haddad usou o caso do Banco Master para atacar adversários no palanque.
No ato de campanha realizado em 5 de setembro de 2026 em São José do Rio Preto, o presidente Lula pediu voto para Fernando Haddad já no primeiro turno da disputa pelo governo de São Paulo e atacou o governador Tarcísio de Freitas. Haddad usou o palanque para ligar adversários ao caso do Banco Master. Veja como esquerda, centro e direita cobriram o mesmo comício.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou no sábado, 5 de setembro de 2026, de um ato de campanha em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, candidato do Partido dos Trabalhadores ao governo paulista. O evento, batizado de SP Pronto para Mais, reuniu ainda as candidatas ao Senado Marina Silva e Simone Tebet, o ex-governador Márcio França e candidatos aos legislativos estadual e federal. A concentração começou pela manhã, na região central da cidade.
O tom do comício foi de ataque ao governador Tarcísio de Freitas, principal adversário de Haddad na disputa estadual. Lula afirmou ser uma coisa abominável que o eleitorado paulista prefira votar em alguém que descreveu como um cara do Rio, tenente do Exército, em vez de um companheiro formado na Universidade de São Paulo. O presidente também cobrou dos apoiadores que trabalhem para eleger Haddad já no primeiro turno, dizendo que a eleição começou agora e que não dá para esperar a decisão nos pênaltis.
Haddad concentrou o discurso no caso do Banco Master. Ele associou o fundador da instituição, Daniel Vorcaro, ao governador e ao candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, falou em máfia e citou uma proposta de delação premiada segundo a qual o banqueiro teria doado 5 milhões de reais à campanha de Tarcísio de Freitas em 2022, em operação intermediada por Gilberto Kassab. Os citados negam irregularidade. Lula, por sua vez, tratou de segurança pública, educação, economia e inteligência artificial, disse que voltará a encontrar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas e ironizou as críticas norte-americanas ao Pix.
A cobertura de centro registrou as falas e as ancorou em números. Um levantamento do instituto AtlasIntel divulgado na quinta-feira anterior mostrou Tarcísio de Freitas com 51,1% das intenções de voto contra 39,9% de Haddad no primeiro turno, e 53,2% contra 42,6% em um eventual segundo turno. Foi essa desvantagem que deu contexto ao apelo do presidente por uma vitória antecipada. Veículos de esquerda trataram o ato sobretudo como convocação e mobilização, destacando a agenda, o palanque amplo que somou Partido dos Trabalhadores, PSB e Rede e a presença de lideranças estaduais, sem detalhar o quadro adverso das pesquisas.
Veículos de direita escolheram outro ângulo, o do que não foi dito. Essa cobertura enfatizou que o presidente e os aliados no palanque evitaram mencionar a crise envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o Supremo Tribunal Federal, e leu o silêncio como cálculo eleitoral às vésperas do feriado de 7 de Setembro. O mesmo material deu relevo às acusações de Haddad contra Flávio Bolsonaro, incluindo a menção a imóveis comprados em dinheiro vivo, e às declarações de Lula sobre o Pix e o portal de serviços digitais do governo federal.
O que ainda não se sabe é se o comício terá efeito mensurável na disputa estadual, já que nenhum levantamento de intenção de voto posterior ao ato havia sido divulgado. Também seguem em aberto o desfecho da proposta de delação do fundador do Banco Master, a apuração sobre as doações de campanha de 2022 e a resposta formal do governador e do candidato do PL às acusações feitas do palanque.
Presidente participou de ato com Fernando Haddad, candidato do PT ao governo do Estado paulista. Leia no Poder360.


Pesquisa divulgada nesta terça-feira (8) foi encomendada pela Globo. Margem de erro é de dois pontos percentuais.

Presidente deve estar acompanhado de Fernando Haddad, Geraldo Alckmin, Marina Silva e Simone Tebet. Leia no Poder360.

A concentração do público para ato com Lula está marcada para as 10h, na Praça Dom José Marcondes, no centro da cidade

Em ato com chapa de São Paulo, presidente afirmou que eleitores têm que pensar em eleger candidato do PT ainda no 1º turno. Leia no Poder360.

Em São José do Rio Preto, presidente concentra discurso na campanha de Haddad e evita mencionar a crise no STF. Leia na Gazeta do Povo.
