
Lula faz ato com Haddad em São José do Rio Preto e ataca Tarcísio
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou no sábado, 5 de setembro, de ato de campanha em São José do Rio Preto, no interior paulista, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin e de Fernando Haddad, candidato do Partido dos Trabalhadores ao governo de São Paulo. O evento reuniu ainda Marina Silva, Simone Tebet e Márcio França. No discurso, Lula chamou de abominável a preferência do eleitorado paulista por Tarcísio de Freitas e pediu vitória já no primeiro turno. Haddad concentrou ataques em Flávio Bolsonaro e no Banco Master. Pesquisa AtlasIntel divulgada dois dias antes apontava Tarcísio à frente em ambos os cenários.
Esquerda
O ato em São José do Rio Preto foi lido pelo campo progressista como retomada da mobilização popular numa região historicamente adversa ao Partido dos Trabalhadores. O palanque reuniu a base ampla da aliança, de Geraldo Alckmin a Marina Silva e Simone Tebet, e o discurso presidencial priorizou segurança pública, educação, economia e inteligência artificial, além de defender o Pix como patrimônio público diante da pressão externa.
Centro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou no sábado, 5 de setembro, de ato de campanha em São José do Rio Preto, no interior paulista, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin e de Fernando Haddad, candidato do Partido dos Trabalhadores ao governo de São Paulo.
Direita
Para o campo conservador, o dado do ato não foi o que se disse, e sim o que se calou: nem o presidente nem qualquer aliado do palanque mencionou a crise envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o Supremo Tribunal Federal, tema dominante da semana.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O texto funciona como agenda de mobilização: informa concentração às 10h na Praça Dom José Marcondes e lista as lideranças do palanque petista, adotando o slogan da campanha no título e no corpo. Não há avaliação crítica nem menção ao cenário eleitoral adverso, o que alinha o enquadramento ao interesse do campo à esquerda, ainda que sem vocabulário ideológico explícito.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
A matéria organiza-se em torno de citações literais do presidente e do candidato petista, contrapõe os números da pesquisa AtlasIntel divulgada pelo Estadão e registra que os acusados negam irregularidade. O título escolhe a frase mais forte do discurso, o que eleva o apelo, mas o corpo sustenta a citação e distribui os fatos sem adjetivação do redator.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O enquadramento não está no que foi dito, e sim no que não foi: o título e o lead organizam a matéria em torno da ausência do caso Moraes no discurso, e o texto reforça que os aliados também evitaram o assunto. A cobertura destaca accountability institucional e a proximidade entre o Executivo e o Judiciário, marca típica do campo à direita, embora as citações de Haddad sejam reproduzidas com fidelidade.
Perspectivas omitidas
O presidente Lula subiu ao palanque no interior de São Paulo com Geraldo Alckmin e Fernando Haddad, pediu vitória já no primeiro turno e atacou Tarcísio de Freitas. Enquanto uma parte da imprensa destacou a mobilização e o placar das pesquisas, outra apontou o que não foi dito no ato: a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou no sábado, 5 de setembro, de um ato de campanha em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, candidato do Partido dos Trabalhadores ao governo paulista. O evento, batizado de SP Pronto para Mais, teve concentração marcada para as 10h na Praça Dom José Marcondes, no centro da cidade, e reuniu ainda as candidatas ao Senado Marina Silva e Simone Tebet, além de Márcio França e de candidatos aos legislativos estadual e federal.
No discurso, o presidente pediu que o eleitorado paulista decida a disputa estadual já no primeiro turno e classificou como coisa abominável a preferência por Tarcísio de Freitas, atual governador, em vez do candidato petista. Lula tratou de segurança pública, educação, economia e inteligência artificial, afirmou que voltará a se encontrar com o presidente dos Estados Unidos durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, ainda neste mês, e disse que pedirá a ele uma transferência pelo Pix, sistema de pagamentos brasileiro que virou alvo de disputa diplomática.
Os três blocos de cobertura convergem nos fatos básicos: o ato ocorreu, reuniu a aliança que sustenta a candidatura ao governo estadual, e tanto o presidente quanto o candidato dirigiram o discurso contra adversários em vez de detalhar programa de governo. Todos registram também que Fernando Haddad ligou o governador ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao Banco Master, citando proposta de delação premiada segundo a qual teriam sido doados 5 milhões de reais à campanha de 2022, transação que os envolvidos negam. Haddad estendeu a acusação a Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal à Presidência, e afirmou que o conjunto de nomes ligados ao banco configuraria uma máfia.
A divergência aparece no que cada lado escolhe colocar no centro. Veículos de esquerda destacaram a mobilização de rua e a composição do palanque, apresentando o horário, o local e a lista de lideranças presentes como sinal de que a frente ampla continua articulada em São Paulo, sem contraponto crítico ao discurso. A cobertura de centro organizou a matéria em torno das falas literais e do cenário eleitoral, contrapondo a cobrança de vitória em primeiro turno aos números de uma pesquisa divulgada dois dias antes, que apontou o governador com 51,1% das intenções de voto contra 39,9% do candidato petista no primeiro turno, e com 53,2% contra 42,6% num eventual segundo turno. Veículos de direita enfatizaram uma ausência: nem o presidente nem qualquer aliado citou a crise envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o Supremo Tribunal Federal, tema dominante da semana em Brasília, e o silêncio foi apresentado como escolha reveladora de quem prefere não tocar no assunto em ano eleitoral.
Essa mesma cobertura à direita deu relevo ao tom do discurso presidencial, com linguagem chula no apelo à militância e ataque pessoal ao adversário, descrito como um militar que não sabia sequer onde votaria, em contraste com a formação universitária do candidato petista. Já a leitura à esquerda tratou o mesmo trecho como retórica de campanha em região adversa, e converteu as acusações sobre o financiamento eleitoral em debate sobre a origem do dinheiro na política, e não em ataque pessoal.
O que ainda não se sabe é considerável. Nenhuma das coberturas explica por que o caso envolvendo o ministro do Supremo ficou fora do palanque, e o partido não foi ouvido sobre isso. A proposta de delação premiada do banqueiro não teve seu conteúdo integral divulgado, e não há informação sobre homologação ou sobre providências de autoridades a respeito da doação citada. Também não foram divulgadas a data exata do encontro na Organização das Nações Unidas, a margem de erro do levantamento eleitoral citado, nem qualquer resposta detalhada do governador, de Gilberto Kassab, de Flávio Bolsonaro ou do Banco Master às acusações feitas do palanque, além da negativa genérica de irregularidade.
Todos os lados registram que o ato ocorreu em São José do Rio Preto com Lula, Geraldo Alckmin e Fernando Haddad, que o palanque reuniu Marina Silva, Simone Tebet e Márcio França, e que o discurso foi dirigido contra Tarcísio de Freitas e contra nomes ligados ao Banco Master, sem detalhamento de programa de governo.

A concentração do público para ato com Lula está marcada para as 10h, na Praça Dom José Marcondes, no centro da cidade

Em ato com chapa de São Paulo, presidente afirmou que eleitores têm que pensar em eleger candidato do PT ainda no 1º turno. Leia no Poder360.

Em São José do Rio Preto, presidente concentra discurso na campanha de Haddad e evita mencionar a crise no STF. Leia na Gazeta do Povo.
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