AtlasIntel e Nexus apontam Lula na frente de Flávio Bolsonaro com 43,4% e 39%
11 veículos de esquerda · 9 veículos de centro · 4 veículos de direita

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Os três levantamentos confirmam Luiz Inácio Lula da Silva na frente da corrida presidencial de 2026, com vantagem de cinco a nove pontos percentuais sobre Flávio Bolsonaro no primeiro turno e liderança em praticamente todos os cenários de segundo turno testados. A força do presidente vem justamente dos estratos que dependem de política pública: mulheres, eleitores com renda de até dois salários mínimos, católicos, pessoas com mais de 60 anos e o Nordeste, onde chega a 52,4% na AtlasIntel. A leitura progressista sustenta que a disputa se organiza em torno da continuidade de programas sociais e da defesa das instituições, e que destacar apenas os índices de desaprovação isola um dado do conjunto que a própria pesquisa mede.
Três institutos divulgaram pesquisas nacionais de intenção de voto entre 31 de agosto e 1º de setembro de 2026. A AtlasIntel mediu 43,4% para Luiz Inácio Lula da Silva e 33,7% para Flávio Bolsonaro no primeiro turno.
A rodada mostra desgaste concreto do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Na AtlasIntel, a desaprovação chegou a 52,9%, contra 45,4% de aprovação, e 51,1% classificam a gestão como ruim ou péssima. A vantagem do presidente no segundo turno contra Flávio Bolsonaro caiu de 6,3 para 4,5 pontos percentuais desde julho, virou empate técnico na Nexus e empate exato no Real Time Big Data.
24 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
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Os três institutos concordam em três pontos. Luiz Inácio Lula da Silva lidera o primeiro turno e Flávio Bolsonaro aparece em segundo; Augusto Cury é o terceiro colocado e o nome que mais cresceu na rodada; e o segundo turno entre o presidente e o senador está apertado, variando de 4,5 pontos de vantagem a empate exato. Também convergem em registrar queda simultânea dos dois primeiros colocados em relação à rodada anterior de cada instituto.
Três institutos ouviram eleitores entre 25 e 31 de agosto de 2026 e chegaram ao mesmo desenho da corrida presidencial: Lula na liderança do primeiro turno, Flávio Bolsonaro em segundo e Augusto Cury como a maior novidade da rodada. Nos cenários de segundo turno, porém, a distância entre o presidente e o senador encolhe até o empate técnico, e cada lado da cobertura escolheu um recorte diferente para contar isso.
Três pesquisas nacionais de intenção de voto divulgadas entre 31 de agosto e 1º de setembro de 2026 colocaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança do primeiro turno da disputa presidencial, com o senador Flávio Bolsonaro (PL) em segundo lugar. No levantamento do instituto AtlasIntel, Lula aparece com 43,4% e Flávio Bolsonaro com 33,7%. Na pesquisa do instituto Nexus, contratada pelo banco BTG Pactual, os números são 39% para o presidente e 33% para o senador. Já o Real Time Big Data mediu 38% para Lula e 30% para Flávio Bolsonaro.
O ponto em que os três institutos convergem é o avanço do escritor Augusto Cury (Avante), que ocupa a terceira posição em todos os cenários. Ele saltou de 1,6% para 7,8% na AtlasIntel, de 2% para 11% na Nexus e de 1% para 11% no Real Time Big Data, sempre em comparação com a rodada anterior de cada instituto. Nos três levantamentos, os dois primeiros colocados perderam intenção de voto no mesmo intervalo. As pesquisas são as primeiras divulgadas depois do início do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão, em 28 de agosto, e das sabatinas de candidatos no principal telejornal do país.
Nos cenários de segundo turno o quadro fica mais apertado. A AtlasIntel mediu 47,1% para Lula e 42,6% para Flávio Bolsonaro, com a vantagem do presidente caindo de 6,3 para 4,5 pontos percentuais desde julho. A Nexus apontou 46% a 45%, e o Real Time Big Data registrou empate exato, com 44% para cada um. Contra Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), Lula aparece à frente na AtlasIntel e na Nexus; no Real Time Big Data, Caiado surge numericamente na frente do presidente, por 45% a 43%, resultado dentro da margem de erro. As três pesquisas estão registradas no Tribunal Superior Eleitoral, sob os protocolos BR-07972/2026, BR-08900/2026 e BR-03490/2026.
A cobertura dividiu-se na escolha do que destacar. Veículos de esquerda enfatizaram que Lula lidera todos os cenários testados e que o presidente mantém base mais consolidada, com vantagem entre mulheres, eleitores de baixa renda, católicos e no Nordeste, e deixaram de fora, na maior parte dos textos, os índices de avaliação do governo apurados pelos mesmos institutos. A cobertura de centro concentrou-se na apresentação bruta dos números, com margem de erro, período de campo, meio de coleta, custo, contratante e registro na Justiça Eleitoral, além dos recortes por sexo, idade, escolaridade, renda e religião. Veículos de direita destacaram a desaprovação do governo, que chegou a 52,9% na AtlasIntel, o crescimento da rejeição entre jovens e eleitores de menor renda, e a percepção dos entrevistados sobre as investigações que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente.
Há divergência também sobre o significado do fenômeno Augusto Cury. Parte da cobertura tratou o salto como sinal de esgotamento da polarização e de espaço para uma terceira via. Outra parte o leu como oscilação de curto prazo, puxada pela exposição do escritor no horário eleitoral e em um debate de televisão, sem estrutura partidária capaz de sustentá-la até outubro. Nenhum dos textos apresenta dado que decida entre as duas leituras.
O que ainda não se sabe é o mais relevante. Nenhum dos institutos explica por que Cury cresceu tanto em uma única rodada, e nenhum deles apresentou simulação de segundo turno entre o escritor e Lula. Os métodos são diferentes, o que limita a comparação direta: a AtlasIntel usa recrutamento digital aleatório, enquanto a Nexus e o Real Time Big Data trabalham com entrevistas por telefone. Também não está esclarecido se a queda simultânea dos dois primeiros colocados é efeito do início da propaganda eleitoral ou reação a fatos da semana. Por fim, as coberturas divergem sobre o contratante do levantamento da AtlasIntel: parte dos textos afirma que a pesquisa foi paga com recursos próprios do instituto, enquanto outra registra que o material distribuído não informa quem a encomendou.
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Pesquisa BTG/Nexus dá 39% a Lula e 33% a Flávio Bolsonaro no primeiro turno e indica empate técnico no segundo turno.

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Nesta matéria: viés de centro.