Lula propõe conselho de notáveis e mandato para ministros do Supremo
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista de televisão exibida na noite de 27 de setembro de 2026, que quer mudar o critério de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal. A proposta é submeter os nomes ao crivo de um conselho com juristas, entidades sindicais e empresariais antes da indicação presidencial, além de estabelecer mandato com prazo definido para quem assume a Corte. Hoje a indicação é prerrogativa do presidente da República, com sabatina e aprovação do Senado Federal. A fala ocorre durante a crise aberta pela investigação da Polícia Federal sobre o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que expôs contatos dele com ministros e familiares de ministros. Lula disse que todos os envolvidos devem ser apurados e punidos, e afirmou considerar inocentes o filho Fábio Luís Lula da Silva e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, ambos alvos de apurações.
A proposta apresentada por Luiz Inácio Lula da Silva coloca em discussão um problema antigo da democracia brasileira: o poder de um único ocupante do Palácio do Planalto para definir, sozinho, quem julgará por décadas as leis que atingem a vida de milhões de pessoas.
A proposta de submeter as indicações ao Supremo Tribunal Federal a um conselho de entidades sindicais, empresariais e jurídicas chega em um momento delicado para quem a apresenta. Luiz Inácio Lula da Silva é candidato à reeleição, já indicou ministros pelo critério que agora critica e fala enquanto seu próprio entorno está sob investigação da Polícia Federal, incluindo o filho Fábio Luís Lula da Silva e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro.
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Todas as coberturas registram os mesmos dois pontos da proposta, conselho para filtrar indicações e mandato com prazo para ministros, e situam a fala no meio da crise aberta pela investigação sobre o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Também há convergência no registro de que o presidente defendeu apuração e punição de qualquer envolvido, inclusive ministros do Supremo Tribunal Federal.
Em entrevista exibida em 27 de setembro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que a escolha de ministros do Supremo Tribunal Federal deixe de depender só do Palácio do Planalto e passe pelo crivo de um colegiado, além de propor mandato com prazo para quem assume a Corte. A fala ocorre durante a crise aberta pela investigação sobre o ex-dono do Banco Master.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende mudar o critério de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal e defendeu que os nomes passem pelo crivo de um colegiado formado por juristas e por entidades sindicais e empresariais antes de chegar à Corte. A declaração foi dada em entrevista de televisão gravada no Palácio da Alvorada e exibida na noite de domingo, 27 de setembro de 2026. Hoje, a indicação é prerrogativa exclusiva do presidente da República, com sabatina e aprovação posterior do Senado Federal.
Além do conselho, Lula defendeu que os ministros tenham mandato com prazo definido, em vez da permanência até a aposentadoria compulsória. Disse estar preocupado com o tempo de exercício e citou permanências de 35, 40 e 45 anos. Também criticou a exposição pública dos integrantes do tribunal, afirmou que os ministros falam demais e dão entrevistas demais, e que deveriam se manifestar apenas nos autos dos processos, em alusão às sessões transmitidas ao vivo pela televisão do Judiciário. Em outro trecho, afirmou que um ministro não pode querer enriquecer, e lembrou que o salário do cargo é de 43 mil reais.
A proposta surge no meio da maior crise recente do Supremo. A investigação da Polícia Federal sobre Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, expôs contatos frequentes do banqueiro com integrantes da Corte. Um relatório listou 51 mensagens enviadas ao ministro Alexandre de Moraes em 21 dias, com pedidos, consultas e cobranças, e há registro de encontros com os ministros André Mendonça e Gilmar Mendes. Segundo a apuração, Moraes fez alterações em um contrato de 131 milhões de reais entre o banco e o escritório de advocacia de sua mulher. Diálogos recuperados também citam pagamentos a um filho do ministro Kássio Nunes Marques e relação próxima de um filho do ministro Luiz Fux com o banqueiro. Lula disse que todos os envolvidos devem ser apurados e, comprovado o erro, punidos.
A cobertura de centro relatou o conjunto da entrevista, incluindo o trecho em que o presidente responde sobre investigações que atingem o próprio entorno: o filho Fábio Luís Lula da Silva e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, ambos citados em apurações sobre tráfico de influência e intermediação de contratos com ministérios. O presidente afirmou considerá-los inocentes, mas disse não ter feito gesto nenhum para protegê-los. Veículos de direita recortaram a entrevista de outro modo, abrindo pela crise da Corte e encerrando no episódio em que um advogado ligado a Vorcaro afirmou ter enviado uma garrafa de uísque ao presidente, oferta que ele não negou ao ser questionado. Nesse enquadramento, a proposta aparece menos como reforma institucional e mais como resposta de quem também está sob escrutínio. Veículos de esquerda não registraram o episódio no material reunido até aqui; nesse campo, a leitura previsível trataria a medida como ampliação do controle social sobre um poder fechado e como resposta à permeabilidade do Judiciário ao poder econômico.
Há convergência num ponto: nenhuma das coberturas contesta que a crise do Banco Master é o pano de fundo da proposta, e todas registram a defesa de apuração feita pelo presidente. O que ainda não se sabe é como a mudança sairia do discurso. Nem o formato do conselho, nem a duração do mandato, nem quem indicaria os integrantes do colegiado foram detalhados. Também não há informação sobre envio de proposta de emenda constitucional ao Congresso Nacional, sobre apoio parlamentar à ideia ou sobre reação do próprio Supremo Tribunal Federal e das entidades jurídicas que seriam chamadas a participar.
O presidente afirmou que pretende discutir com a sociedade critérios para indicação à Corte e defendeu o fim do Fundo Eleitoral, que distribuirá R$ 4,96 bilhões em 2026


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