Lula propõe conselho para indicar ministro do STF e quer mandato na Corte
2 veículos de centro · 2 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
- Folha de S.PauloLula defende conselho para indicação de nomes ao STF e mandato para ministrosEm entrevista à BandNews, presidente afirma que escolha da corte não pode ficar só com o Planalto(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- G1Lula propõe que indicação para ministro do STF não seja feita só pelo presidente e sugere que conselho tome decisãoLula propõe conselho para indicações ao STF e defende a inocência de seu filho, Lulinha, em investigações da PF sobre suposto tráfico de influência no governo.(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
- Jovem PanLula sugere criação de conselho para indicação de nomes ao STFFala do presidente e candidato à reeleição acontece em meio a uma crise sem precedentes na Corte, envolvendo ministros e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- O Estado de S.PauloLula quer mudar o critério de indicação de ministros ao STF e sugere a criação de um conselhoPresidente também comentou as mensagens de Walfrido Warde, advogado de Vorcaro, sobre ter enviado bebibda ao petista: ‘Se me deu uísque, já bebi’(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Briefing
O que importa para você
A regra em discussão define quem escolhe os onze ministros que decidem em última instância sobre tributos, previdência, direitos trabalhistas e eleições. Hoje a indicação é do presidente da República, com sabatina e aprovação do Senado. Qualquer conselho de avaliação ou mandato fixo depende de mudança na Constituição, o que exige votação no Congresso Nacional e não tem prazo anunciado.
Onde os lados divergem
A cobertura de centro trata a proposta como resposta institucional à crise e a apresenta junto com o conjunto da investigação, incluindo as respostas do presidente sobre o filho e o ex-chefe de gabinete. Veículos de direita deslocam o eixo para a conduta do próprio Planalto, destacando o uísque enviado por advogado ligado ao ex-dono do Banco Master e o risco de o Executivo ganhar influência sobre a Corte. Veículos de esquerda não aparecem no conjunto reunido.
Onde os lados concordam
As coberturas concordam no essencial: Lula propôs submeter as indicações ao Supremo Tribunal Federal ao crivo de um conselho com juristas e sociedade civil, falou em mandato para ministros, criticou a exposição pública dos integrantes da Corte e afirmou que todos os envolvidos na investigação sobre Daniel Vorcaro devem ser apurados.
O que ainda está incerto
Não há definição sobre o formato jurídico da proposta, quem a apresentaria no Congresso Nacional, se o parecer do conselho seria vinculante, quais entidades teriam assento e qual seria a duração do mandato. O Supremo Tribunal Federal e os ministros citados na investigação não responderam nas coberturas reunidas.
Em entrevista exibida na noite de 27 de setembro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse querer mudar o critério de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal e sugeriu um conselho com juristas, entidades sindicais e empresariais para avaliar os nomes. A fala ocorre em meio à crise aberta pela investigação sobre o ex-dono do Banco Master.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que quer mudar o critério de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal e sugeriu a criação de um conselho para avaliar os nomes antes da indicação. Segundo ele, o colegiado reuniria juristas, entidades sindicais e empresariais e representantes da sociedade civil. A declaração foi dada em entrevista de televisão gravada no Palácio da Alvorada e exibida na noite de domingo, 27 de setembro de 2026. Pelo desenho atual, a indicação é prerrogativa do presidente da República, seguida de sabatina e aprovação pelo Senado.
Na mesma conversa, Lula disse que também o preocupa o tempo de permanência dos ministros e defendeu a criação de mandato para quem ocupa uma cadeira na Corte. Criticou ainda a frequência com que os integrantes do tribunal concedem entrevistas e a transmissão das sessões pela televisão, afirmando que as discussões deveriam ficar restritas aos autos dos processos. Uma frase sua atravessou todas as coberturas: uma coisa é quando o nome é indicado, outra é quando a pessoa veste a toga.
Todas as coberturas reunidas convergem em três pontos. A proposta do conselho foi apresentada como reação à crise aberta pela investigação da Polícia Federal sobre Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que expôs vínculos do empresário com ministros e familiares de ministros. O presidente afirmou que todo mundo envolvido tem de ser apurado e, se houver erro comprovado, punido, citando nominalmente o ministro Alexandre de Moraes. E nenhum veículo obteve, até agora, detalhamento sobre como a mudança seria formalizada.
A divergência aparece na escolha do que fica em primeiro plano. A cobertura de centro relatou a proposta lado a lado com o inventário da crise, incluindo o contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia ligado à mulher de Alexandre de Moraes, os pagamentos citados nas mensagens apreendidas e as respostas do presidente sobre o próprio filho, Fábio Luís Lula da Silva, e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, a quem chamou de inocentes sem pedir que a investigação parasse. Veículos de direita enfatizaram a conduta das autoridades e fecharam o texto no episódio em que um advogado ligado a Daniel Vorcaro disse ter enviado um uísque ao presidente, com destaque para a resposta de que, se recebeu, já bebeu. Nesse enquadramento, a proposta sobre o Supremo aparece amarrada à suspeita sobre o entorno do Planalto e ao risco de o Executivo ganhar influência sobre a Corte que o julga. Nenhum veículo de esquerda integrou a cobertura reunida até o momento, de modo que a leitura de controle social sobre o Judiciário e de captura da Corte por interesses do mercado financeiro, que costuma organizar esse campo, não teve voz própria no conjunto analisado.
O que ainda não se sabe é justamente o que transformaria a fala em política pública. Não há informação sobre se a proposta vira emenda constitucional, quem a apresentaria no Congresso Nacional e em que prazo. Também não está esclarecido se o parecer do conselho seria vinculante ou apenas consultivo, quais entidades teriam assento, como o filtro conviveria com a sabatina do Senado e qual seria a duração do mandato defendido para os ministros. O Supremo Tribunal Federal e os ministros citados na investigação não se manifestaram sobre a proposta nas coberturas reunidas, e as apurações sobre Daniel Vorcaro e sobre o entorno do presidente seguem em curso.
Fontes

Fala do presidente e candidato à reeleição acontece em meio a uma crise sem precedentes na Corte, envolvendo ministros e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro

Em entrevista à BandNews, presidente afirma que escolha da corte não pode ficar só com o Planalto

Lula propõe conselho para indicações ao STF e defende a inocência de seu filho, Lulinha, em investigações da PF sobre suposto tráfico de influência no governo.

Presidente também comentou as mensagens de Walfrido Warde, advogado de Vorcaro, sobre ter enviado bebibda ao petista: ‘Se me deu uísque, já bebi’