Zohran Mamdani pede reunião com Lula na Assembleia-Geral da ONU em Nova York
Relato de fonte única, atribuído a Notícias ao Minuto Brasil. Esta cobertura não compara posições do espectro político.
Resumo da cobertura
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, pediu um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vai à cidade para a Assembleia-Geral das Nações Unidas. A equipe do presidente avalia prós e contras da reunião, ainda não confirmada, diante da relação sensível com o governo de Donald Trump.

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, um dos principais opositores de Donald Trump, pediu um encontro com o presidente Lula durante a Assembleia-Geral da ONU. A reunião não foi confirmada, e a equipe do presidente pesa o risco de a Casa Branca ler o gesto como provocação.
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, pediu um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a passagem do brasileiro pela cidade para a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, a ONU. A reunião ainda não foi confirmada. Segundo integrantes do governo que acompanham as conversas, a equipe do presidente avalia os prós e os contras de uma conversa bilateral com aquele que hoje é visto como o principal opositor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Até o momento, apenas um veículo cobriu o caso, relatando que a equipe de Mamdani já havia convidado Lula para um encontro de líderes progressistas, e que o presidente recusou. Na mesma semana, o prefeito deve se reunir com o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, para discutir economias mais inclusivas.
A agenda de Lula em Nova York será curta. Ele chega na noite de domingo, dia 20, e parte logo depois de discursar na manhã de terça-feira, dia 22, quando o Brasil tradicionalmente abre a fala dos chefes de Estado. A segunda-feira, dia 21, está reservada para encontros bilaterais, que devem acontecer na residência do embaixador Sérgio Danese, representante permanente do Brasil na ONU. A brevidade da viagem tem relação com as eleições brasileiras, marcadas para 4 de outubro, e também com as relações desgastadas com o governo Trump.
O cálculo do Palácio do Planalto passa por essa tensão. Um encontro com Mamdani poderia ser lido pela Casa Branca como provocação, num momento em que os Estados Unidos já aplicaram sanções econômicas a autoridades brasileiras e revogaram o visto da embaixadora Maria Luiza Viotti, que segue trabalhando em Washington. Uma pessoa envolvida no assunto, porém, afirma que não há razão para temer esse efeito, já que o próprio Trump se reuniu com Mamdani e o elogiou. Outro fator é a agenda apertada, com muitos pedidos de bilaterais de outros líderes.
Mamdani assumiu a prefeitura em janeiro e desde então confronta as políticas de Trump, sobretudo as detenções em larga escala feitas pela agência de imigração americana. Ele ordenou que a polícia da cidade não colabore com esses agentes. O prefeito também já disse que o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, seria preso se fosse a Nova York, por causa de um mandado do Tribunal Penal Internacional, mas depois recuou ao reconhecer que a polícia local não tem essa autoridade. Netanyahu discursará na ONU, e há protestos previstos.
Como a cobertura veio de uma fonte só, não há ainda leituras distintas de veículos de esquerda, de centro e de direita sobre o pedido. Ainda não se sabe se o encontro vai acontecer, qual seria a pauta e como o governo americano reagiria a uma eventual reunião.
Briefing
O que importa para você
- Lula fica em Nova York de domingo a terça, com bilaterais concentradas na segunda.
- Um encontro com Zohran Mamdani pode pesar na relação com o governo Trump, que já sancionou autoridades brasileiras e revogou o visto da embaixadora em Washington.
O que ainda está incerto
- Se a reunião com Mamdani será confirmada e qual seria a pauta.
- Como a Casa Branca reagiria a um eventual encontro.
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