Lula e Flávio Bolsonaro respondem por 78,6% dos gastos da campanha presidencial
5 veículos de esquerda · 17 veículos de centro · 4 veículos de direita
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) lideram os gastos declarados à Justiça Eleitoral na campanha presidencial de 2026. Lula informou cerca de R$ 65,7 milhões e Flávio, R$ 55,3 milhões. Os dois concentram 78,6% das despesas dos 13 candidatos, que somam entre R$ 150,7 milhões e R$ 153,9 milhões conforme a data de atualização. A propaganda é o principal gasto, e os números são parciais.
A prestação de contas parcial expõe a desigualdade de recursos na disputa presidencial: enquanto Lula e Flávio Bolsonaro somam 78,6% das despesas, candidatos de partidos menores declararam valores irrisórios.
Os candidatos à Presidência já consumiram mais de R$ 150 milhões, em grande parte dinheiro do pagador de impostos, e a maior fatia foi para marqueteiros. Lula lidera as despesas com R$ 65,7 milhões, sendo R$ 31 milhões para a agência Delta3, que pertence a sócios do ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira.
26 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
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Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: viés de centro.
Os candidatos à Presidência já declararam mais de R$ 150 milhões em despesas. Lula lidera, com cerca de R$ 65,7 milhões, e Flávio Bolsonaro vem em seguida, com R$ 55,3 milhões. Propaganda é o maior gasto, e os números ainda são parciais.
As campanhas à Presidência da República declararam à Justiça Eleitoral mais de R$ 150 milhões em despesas em menos de um mês de disputa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, candidato à reeleição, lidera a lista, com cerca de R$ 65,7 milhões. O senador Flávio Bolsonaro, do PL, aparece em segundo lugar, com aproximadamente R$ 55,3 milhões. Juntos, os dois respondem por 78,6% de todas as despesas informadas pelos 13 candidatos ao Planalto.
Os números vêm da prestação de contas parcial que candidatos e partidos tiveram de enviar ao Tribunal Superior Eleitoral entre 9 e 13 de setembro. Um levantamento com dados declarados até o domingo, 13, somou R$ 150,7 milhões. Outro, com a atualização do tribunal de terça-feira, 15, chegou a R$ 153,9 milhões.
As reportagens convergem em um ponto: a propaganda é o principal destino do dinheiro. A maior despesa de Lula, de R$ 31 milhões, foi com a agência de publicidade Delta3, responsável pelo marketing da campanha. No caso de Flávio Bolsonaro, o maior gasto individual é um contrato de R$ 13,1 milhões com a agência F.A.R.O, do marqueteiro Duda Lima. Ronaldo Caiado, do PSD, declarou R$ 24,2 milhões, com R$ 10 milhões em produção de programas de rádio e televisão e outros R$ 10 milhões em marketing digital.
Abaixo desses três, a distância é grande. Romeu Zema, do Novo, declarou R$ 3,3 milhões. Renan Santos, do Missão, informou R$ 942,7 mil; Wilson Grassi, do Democrata, R$ 488,8 mil; Hertz Dias, do PSTU, R$ 453,1 mil; e Augusto Cury, do Avante, R$ 265,2 mil. Edmilson Costa, do PCB, declarou R$ 14,1 mil, e Rui Costa Pimenta, do PCO, apenas R$ 137,30. Clariana Barão, da Democracia Cristã, não registrou despesas. Pablo Marçal, do PRTB, também aparece sem gastos: sua candidatura foi rejeitada pela Justiça e ele foi substituído pelo vice, Leonardo Avalanche.
A cobertura de centro tratou o tema de forma descritiva, com o ranking dos candidatos e a explicação sobre a origem do dinheiro. Os recursos vêm principalmente do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário, ambos abastecidos com dinheiro público, além de doações de pessoas físicas, recursos próprios dos candidatos e transferências de partidos.
Um veículo de direita deu destaque a um detalhe sobre a campanha petista: a Delta3 pertence aos marqueteiros Chico Kertész e Raul Guedes Rabelo, sócios do ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira. Veículos de esquerda não publicaram, até o momento, reportagem própria sobre os gastos, e nenhuma das matérias trouxe a posição das campanhas sobre os valores.
O que ainda não se sabe é o tamanho final da conta. A prestação de contas é parcial e reúne registros feitos até 8 de setembro. Despesas realizadas ou informadas depois desse período ainda podem alterar os valores até a prestação de contas final. A diferença entre os totais de R$ 150,7 milhões e R$ 153,9 milhões reflete datas distintas de atualização dos dados. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.
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