Marco Aurélio Mello diz que se arrepende de indicar Moraes e defende Mendonça
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O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello afirmou, em entrevista no sábado, 5 de setembro de 2026, que se arrepende de ter apoiado a indicação de Alexandre de Moraes à Corte, em 2017. Ele classificou como seríssimos os fatos revelados pelo relatório da Polícia Federal sobre as conversas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master, e disse que o ministro vem errando a mão. Na mesma entrevista, defendeu a conduta do ministro André Mendonça, que retirou o sigilo do documento e o encaminhou à Procuradoria-Geral da República, e afirmou que o Supremo vive uma inversão de valores.
Para o campo que cobra limites à atuação do Supremo Tribunal Federal, a declaração de Marco Aurélio Mello tem peso porque parte de quem apadrinhou politicamente a chegada de Alexandre de Moraes à Corte e agora diz se arrepender.
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9 fontes políticas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
O contrato citado no relatório previa R$ 3 milhões líquidos por mês durante 36 meses, valor bruto superior a R$ 131 milhões. A Procuradoria-Geral da República tem cinco dias úteis para se manifestar sobre a admissibilidade das acusações de Moraes contra Mendonça, e o relator terá o mesmo prazo para responder. O plenário do Supremo Tribunal Federal ainda deve decidir se analisa o conteúdo do relatório.
A cobertura de centro trata o episódio como crise institucional entre ministros e sublinha as ressalvas da própria Polícia Federal sobre os limites da perícia. Os veículos de direita enfatizam o desgaste pessoal de Alexandre de Moraes, o contrato milionário do escritório de sua esposa com o Banco Master e a leitura de que o pedido para investigar André Mendonça no inquérito das fake news é retaliação. Não há cobertura de veículos de esquerda no conjunto reunido.
Toda a cobertura converge em três pontos: Marco Aurélio Mello disse se arrepender de ter apoiado a indicação de Alexandre de Moraes em 2017, classificou como seríssimos os fatos revelados no caso do Banco Master e defendeu a conduta de André Mendonça ao encaminhar o relatório da Polícia Federal à Procuradoria-Geral da República.
Alexandre de Moraes não se pronunciou oficialmente sobre as mensagens nem sobre os metadados que apontam edição do contrato em um perfil com o seu nome. Não há data marcada para a sessão do plenário nem decisão sobre o pedido de nulidade do relatório feito pelo procurador-geral Paulo Gonet. Parte das conversas segue irrecuperável porque foi enviada por visualização única.
Marco Aurélio Mello, que integrou o Supremo Tribunal Federal por 31 anos e defendeu o nome de Alexandre de Moraes em 2017, afirmou em entrevista no dia 5 de setembro de 2026 que se arrepende daquele apoio. Ele classificou como seríssimos os fatos revelados no caso do Banco Master e endossou a decisão de André Mendonça de tirar o sigilo do relatório da Polícia Federal.
O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello afirmou, no sábado, 5 de setembro de 2026, que se arrepende de ter apoiado a indicação de Alexandre de Moraes para a Corte. A frase que atravessou toda a cobertura foi a mesma: “se arrependimento matasse, eu não estaria aqui hoje conversando com vocês”. Para o ex-magistrado, que integrou o tribunal por 31 anos, presidiu a Corte entre 2001 e 2003 e se aposentou em julho de 2021, os fatos que vieram à tona no caso do Banco Master são “seríssimos”, e Moraes “vem errando a mão”.
A declaração ocorre no meio da crise aberta em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que reúne mensagens atribuídas a conversas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo controlador do extinto Banco Master. O documento foi produzido a partir da análise do celular apreendido de Vorcaro, preso em novembro de 2025 na operação que apura suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília, e foi entregue ao Supremo em 27 de agosto. Na mesma entrevista, Marco Aurélio saiu em defesa do relator: disse que Mendonça “procedeu como deveria”, ao encaminhar o material à Procuradoria-Geral da República, e classificou o momento do tribunal como uma “inversão de valores”. Defendeu ainda que os procedimentos corram com publicidade e transparência, sem segredo de justiça, e afirmou ter ficado atônito com o parecer em que o procurador-geral Paulo Gonet pediu a nulidade do relatório.
Toda a cobertura converge na sequência dos fatos e nas citações. A de centro relatou, com transcrição literal das falas, que o ministro aposentado apoiou o nome de Moraes em 2017 para a vaga aberta com a morte do ministro Teori Zavascki, indicação feita pelo então presidente Michel Temer, e que agora avalia a escolha como um erro. Os veículos de centro também registraram os limites da apuração: a própria Polícia Federal informou que a análise não tem caráter exaustivo, porque foi feita no prazo de 72 horas fixado pela decisão judicial, e que parte das respostas não pôde ser reconstituída por causa do recurso de visualização única do aplicativo de mensagens. Além disso, anotaram que Moraes não se pronunciou oficialmente sobre as citações.
A divergência aparece na ênfase. Veículos de direita trataram o arrependimento como a admissão de erro mais significativa até agora, por partir de quem apadrinhou a chegada do ministro ao Supremo, e deram destaque ao contrato assinado em janeiro de 2024 entre o Banco Master e o escritório comandado por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, com previsão de R$ 3 milhões líquidos por mês durante 36 meses e valor bruto superior a R$ 131 milhões. Esses textos enfatizaram também o pedido de Moraes para que Mendonça seja investigado por abuso de autoridade dentro do inquérito das fake news, movimento apresentado como uso do aparato judicial em defesa própria. Veículos de esquerda não cobriram o episódio no conjunto reunido, o que deixa sem contraponto o argumento de que uma peça policial ainda contestada judicialmente não deveria ser tratada como conclusão, e mantém em segundo plano o outro lado do caso, o de um banqueiro preso por suspeita de fraude que buscava proximidade com autoridades da República.
O que ainda não se sabe é o desfecho institucional. Alexandre de Moraes não apresentou sua versão sobre as mensagens e sobre a edição do contrato atribuída a um perfil com o seu nome. Não há definição sobre o pedido de nulidade formulado pela Procuradoria-Geral da República, nem sobre a data em que o plenário do Supremo discutirá o conteúdo do relatório. Também segue em aberto a apuração das acusações que Moraes dirigiu a Mendonça, encaminhadas pelo presidente do tribunal, Luiz Edson Fachin, a uma petição sob responsabilidade da Presidência da Corte, com prazo de cinco dias úteis para a manifestação da Procuradoria e igual prazo para a resposta do relator.
Ministro aposentado afirmou que Alexandre de Moraes

Ministro aposentado classificou como ‘seriíssimos’ os fatos revelados no caso Master e afirmou que o magistrado ‘vem errando a mão’

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello afirmou, em entrevista à CNN neste sábado (5), que

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello saiu em defesa de André Mendonçaapós o ministro Alexandre

Ministro aposentado avalia que magistrado "vem errando a mão" e classifica fatos que vieram à tona como "seríssimos"

Ex-ministro apoiou em 2017 a indicação de Moraes por Michel Temer para ocupar cadeira vacante de Teori Zavascki. Leia no Poder360.

Ex-ministro apoia a atuação de André Mendonça e defende transparência no caso envolvendo Moraes e Vorcaro. Leia na Gazeta do Povo.

Ministro aposentado da Corte afirmou que defendeu ainda a atuação de André Mendonça em meio às revelações envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro

Em entrevista à CNN Brasil, ministro aposentado do STF defendeu a atuação de André Mendonça em meio às revelações envolvendo Alexandre de Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro

Nesta matéria: perspectiva omitida.