
Marco Aurélio Mello critica Moraes e defende Mendonça na crise do STF
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O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello afirmou, em entrevista concedida no sábado, 5 de setembro de 2026, que se arrepende de ter apoiado a indicação de Alexandre de Moraes à Corte, feita pelo então presidente Michel Temer em 2017 para a vaga aberta com a morte de Teori Zavascki. Ele disse que os fatos revelados são seriíssimos e que Moraes vem errando a mão. Na mesma entrevista, defendeu a conduta do ministro André Mendonça, que retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal com mensagens atribuídas a conversas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o encaminhou à Procuradoria-Geral da República. Moraes não se pronunciou oficialmente sobre as citações, e o procurador-geral Paulo Gonet pediu a nulidade do relatório.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello afirmou, em entrevista concedida no sábado, 5 de setembro de 2026, que se arrepende de ter apoiado a indicação de Alexandre de Moraes à Corte, feita pelo então presidente Michel Temer em 2017 para a vaga aberta com a morte de Teori Zavascki.
Direita
Veículos de direita trataram a fala de Marco Aurélio Mello como a confirmação, vinda de dentro da própria Corte, de um diagnóstico que sustentam há anos: o de que Alexandre de Moraes acumulou poder e ultrapassou limites no Supremo Tribunal Federal.
9 fontes políticas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto de apuração: reproduz as aspas do ministro aposentado sem adjetivar, acrescenta contexto verificável (indicação por Michel Temer em 2017, contrato de R$ 3 milhões líquidos mensais por 36 meses e metadados citados pela investigação) e registra a explicação do escritório de advocacia. Vocabulário neutro, sem enquadramento de liberdade econômica nem de direitos coletivos.
Perspectivas omitidas
Relato factual: aspas na íntegra, cronologia dos encontros mapeados pela investigação entre fevereiro de 2024 e agosto de 2025, registro de que Moraes não se pronunciou e do parecer da Procuradoria-Geral da República pedindo nulidade. Sem vocabulário valorativo dos dois campos.
Perspectivas omitidas
Texto de agência: descreve a declaração, remete ao documento original, informa a extensão do relatório, a data de entrega e a origem do celular apreendido, e ainda reproduz a ressalva da própria Polícia Federal de que a análise não é exaustiva por ter sido feita em 72 horas. Nenhum enquadramento ideológico identificável.
Reportagem de relato: cita nominalmente os envolvidos, inclusive intermediários mencionados no relatório, informa datas dos encontros e registra que Moraes não se manifestou e que a Procuradoria pediu nulidade. Linguagem descritiva, sem carga valorativa.
Perspectivas omitidas
Matéria derivada da mesma entrevista, centrada na avaliação de que Mendonça procedeu como deveria e na defesa de publicidade dos procedimentos. Descreve sem endossar e mantém o registro de que Moraes não se pronunciou, o que caracteriza cobertura factual.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
A seleção de fatos organiza a matéria em torno da accountability institucional de Moraes e da Procuradoria: acumula o pedido de nulidade de Paulo Gonet, o requerimento da associação de delegados para que ele se declare impedido e a acusação de abuso de autoridade, sempre pelo ângulo de quem cobra transparência da Corte. É o enquadramento de controle institucional e desconfiança do poder concentrado típico da direita, sem que o outro lado ganhe voz própria.
Perspectivas omitidas
Marco Aurélio Mello, que passou 31 anos no Supremo Tribunal Federal, declarou arrependimento por ter defendido o nome de Alexandre de Moraes para a Corte em 2017 e classificou como seriíssimos os fatos revelados no relatório da Polícia Federal sobre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Na mesma entrevista, defendeu a atuação de André Mendonça.
O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello afirmou, no sábado, 5 de setembro de 2026, que se arrepende de ter apoiado a indicação de Alexandre de Moraes para a Corte. Em entrevista à televisão, resumiu a mudança de avaliação em uma frase: “Se arrependimento matasse, eu não estaria aqui hoje conversando com vocês”. Para o ex-magistrado, que passou 31 anos no tribunal e o presidiu entre 2001 e 2003, os fatos revelados nas últimas semanas são “seriíssimos”, e Moraes “vem errando a mão”. Moraes foi indicado pelo então presidente Michel Temer em 2017, para a vaga aberta com a morte do ministro Teori Zavascki em um acidente aéreo, e teve o nome aprovado pelo Senado após sabatina.
A declaração ocorre no centro da crise aberta pela divulgação de um relatório da Polícia Federal produzido a partir do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do extinto Banco Master, apreendido na operação que investiga a venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília. O documento, entregue ao Supremo em 27 de agosto de 2026, reúne mensagens atribuídas a conversas com Alexandre de Moraes e mapeia encontros ocorridos entre fevereiro de 2024 e agosto de 2025, incluindo um jantar com as respectivas esposas. O sigilo do material foi retirado em 1º de setembro pelo ministro André Mendonça, que encaminhou o conteúdo à Procuradoria-Geral da República (PGR) e pediu sessão do plenário para discutir o caso.
A cobertura de centro relatou os pontos factuais com convergência: as aspas do ministro aposentado, a defesa que ele fez da conduta de Mendonça e a avaliação de que o Supremo vive uma “inversão de valores”. Essa cobertura acrescentou o que ainda falta no caso, registrando que Moraes não se pronunciou oficialmente sobre as citações e que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, também mencionado no relatório, pediu a nulidade do documento por entender que a apuração avançou sem provocação do Ministério Público. Uma das matérias de centro foi além e reproduziu a ressalva da própria Polícia Federal de que a análise, feita no prazo de 72 horas fixado pela Justiça, não tem caráter exaustivo.
Veículos de direita reproduziram as mesmas falas, mas organizaram a matéria em torno da cobrança institucional. Nessa cobertura, o arrependimento de quem defendeu a indicação em 2017 vale como confirmação, vinda de dentro da Corte, de que Moraes ultrapassou limites, e ganharam relevo a crítica ao pedido de nulidade da PGR, o requerimento da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal para que Gonet se declare impedido e a reação de Moraes, que pediu a investigação de Mendonça por suposto abuso de autoridade dentro do inquérito das fake news. Uma dessas matérias detalhou ainda um contrato de janeiro de 2024 entre o Banco Master e o escritório comandado pela mulher de Moraes, com pagamentos de R$ 3 milhões líquidos por mês durante 36 meses, valor bruto superior a R$ 131 milhões; o escritório afirmou que o ministro foi consultado apenas na condição de marido, para verificar impedimentos legais.
Veículos de esquerda não registraram o episódio nesta cobertura. O enquadramento habitual desse campo tenderia a deslocar o foco do indivíduo para o desenho institucional, questionando o modelo de indicação ao Supremo, o acesso privilegiado do poder econômico a autoridades e o uso seletivo de material sob sigilo, ângulo que não aparece nas fontes disponíveis.
Ainda não se sabe qual será a resposta de Alexandre de Moraes às citações, nem se o plenário do Supremo levará o caso à discussão como pediu Mendonça. Também segue aberto o desfecho do pedido de nulidade da PGR e da acusação de abuso de autoridade que Moraes dirigiu ao colega, cujo material foi transferido pelo presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, para uma petição sob responsabilidade da Presidência. Parte das mensagens analisadas foi enviada pelo recurso de visualização única, o que impede reconstruir as respostas do interlocutor e deixa lacunas no próprio relatório.
Toda a cobertura converge nos fatos centrais: Marco Aurélio Mello declarou arrependimento por ter apoiado a indicação de Alexandre de Moraes em 2017, disse que os fatos revelados são seriíssimos e defendeu a conduta de André Mendonça ao retirar o sigilo do relatório da Polícia Federal e encaminhá-lo à Procuradoria-Geral da República. Também há acordo de que Moraes ainda não se manifestou oficialmente sobre as citações.

Ministro aposentado afirmou que Alexandre de Moraes

Ministro aposentado classificou como ‘seriíssimos’ os fatos revelados no caso Master e afirmou que o magistrado ‘vem errando a mão’

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello afirmou, em entrevista à CNN neste sábado (5), que

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello saiu em defesa de André Mendonçaapós o ministro Alexandre

Ministro aposentado avalia que magistrado "vem errando a mão" e classifica fatos que vieram à tona como "seríssimos"

Ex-ministro apoiou em 2017 a indicação de Moraes por Michel Temer para ocupar cadeira vacante de Teori Zavascki. Leia no Poder360.

Ex-ministro apoia a atuação de André Mendonça e defende transparência no caso envolvendo Moraes e Vorcaro. Leia na Gazeta do Povo.

Ministro aposentado da Corte afirmou que defendeu ainda a atuação de André Mendonça em meio às revelações envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro

Em entrevista à CNN Brasil, ministro aposentado do STF defendeu a atuação de André Mendonça em meio às revelações envolvendo Alexandre de Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro
Falácias identificadas
O texto é curto e repetitivo, e o pouco contexto que oferece já é enquadramento: fala em crescentes críticas e em debate sobre os limites da atuação do Supremo, tratando o arrependimento como confirmação de uma tese de excesso do tribunal. Ângulo de controle institucional, sem base documental própria.
Perspectivas omitidas
O corpo é razoavelmente descritivo e traz números conferíveis (52 mensagens no relatório, sigilo retirado em 1º de setembro), mas a moldura é de ofensiva de um ministro contra o outro, e a explicação técnica escolhida, a de que juiz não investiga, serve inteiramente à defesa de Mendonça. Preferência clara pelo ângulo de accountability contra Moraes.
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Embora o veículo tenha perfil editorial à direita, o corpo é de reportagem: reproduz as declarações sobre arrependimento, sobre a atuação de Mendonça e sobre publicidade e transparência, sem adjetivação nem tese própria. A carga crítica está no ambiente da página, não no texto, e a classificação segue o artigo, não o veículo. Confiança moderada porque a seleção de aspas favorece o ângulo de crítica ao Supremo.
Perspectivas omitidas
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