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A Polícia Federal deflagrou em 6 de agosto de 2026 a Operação Heritage, que investiga suspeita de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro na renegociação da dívida do governo de Mato Grosso com a operadora Oi. São investigados o ex-governador e candidato ao Senado Mauro Mendes, o deputado federal Fábio Garcia, indicado a vice na chapa governista, um desembargador do tribunal estadual, o procurador-geral do Estado e um conselheiro do Conselho Nacional de Justiça. A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. Os investigados negam irregularidades.
A Polícia Federal deflagrou na quinta-feira, 6 de agosto de 2026, a Operação Heritage, que investiga suspeita de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro na renegociação da dívida do governo de Mato Grosso com a operadora de telefonia Oi. Entre os alvos estão o ex-governador do Estado e atual candidato ao Senado, Mauro Mendes, do União Brasil, e o deputado federal Fábio Garcia, do mesmo partido, indicado a vice na chapa governista que disputa a reeleição no Estado. Também aparecem na apuração o desembargador do Tribunal de Justiça mato-grossense Ricardo Almeida, o procurador-geral do Estado, Francisco de Assis da Silva Lopes, e o conselheiro do Conselho Nacional de Justiça Ulisses Rabaneda.
A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, e apura crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, peculato, lavagem de dinheiro e uso indevido de informação privilegiada. Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. A decisão judicial determinou ainda a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, o bloqueio e a indisponibilidade de bens até o limite aproximado de 316 milhões de reais, o recolhimento de passaportes e a proibição de contato entre os envolvidos. O ex-governador não foi alvo de busca e apreensão.
O ponto de partida da investigação é um acordo firmado em 2024 entre a Procuradoria-Geral do Estado e a operadora, homologado pela Justiça estadual no ano passado, no valor de 308 milhões de reais. O valor se refere a uma cobrança de imposto sobre circulação de mercadorias e serviços considerada indevida, discutida na Justiça desde 2009, quando houve um pagamento de 78 milhões de reais. O governo estadual alegava que a dívida já chegava a 690 milhões de reais e que a renegociação a reduziu. Segundo a Polícia Federal, porém, o direito de receber esse crédito havia sido adquirido por cerca de 80 milhões de reais, e os valores pagos pelo Estado percorreram cerca de quinze fundos de investimento em cascata antes de chegar a empresas ligadas aos dois políticos investigados.
Houve diferença nítida de profundidade entre as coberturas. Veículos de direita trataram o caso de forma factual e enxuta, concentrando o relato nos crimes apurados, no número de mandados e nas medidas cautelares impostas, sem abrir espaço para as versões de defesa nem para o contexto eleitoral. A cobertura de centro reconstituiu a linha do dinheiro em detalhe, do litígio tributário de 2009 até a cascata de fundos, registrou que o ministro do Supremo negou o pedido da Polícia Federal para afastar do cargo o procurador-geral do Estado e outros servidores, e reservou espaço às respostas dos citados. Veículos de esquerda não haviam publicado cobertura própria sobre a operação entre os textos reunidos nesta reportagem, de modo que o contraponto habitual desse campo não está representado no material disponível.
Os investigados negam irregularidade. Em vídeo nas redes sociais, o ex-governador afirmou não ter vínculo, seu ou de familiares, com os fundos investigados, disse que a operação seria uma tentativa de prejudicá-lo às vésperas da eleição, questionou o vazamento de informações sigilosas e declarou que colaborará com a apuração. O deputado federal falou em armação política e negou ser cotista dos fundos. O desembargador e o conselheiro do Conselho Nacional de Justiça sustentam que atuaram como advogados, dentro da lei e antes de assumirem os cargos atuais. A Procuradoria-Geral do Estado disse confiar nas investigações. O caso tem histórico político: um ex-governador adversário, também candidato ao Senado, já havia apresentado denúncia à Procuradoria-Geral da República e representação ao Tribunal de Contas estadual, além de uma ação popular arquivada pela Justiça.
Ainda não se sabe quem são os cotistas dos fundos por onde o dinheiro teria passado, qual parcela dos 308 milhões de reais teria efetivamente chegado a empresas ligadas aos investigados, se haverá denúncia formal e em que prazo, nem qual efeito o processo pode ter sobre as candidaturas em disputa neste ano.
As coberturas convergem no essencial: a Operação Heritage foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, apura peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso de informação privilegiada, cumpriu 25 mandados em quatro estados e resultou em bloqueio de bens de até cerca de R$ 316 milhões, quebra de sigilos e recolhimento de passaportes. Todas apontam a renegociação da dívida estadual com a operadora de telefonia como origem da apuração.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Reportagem constrói o relato a partir de documentos e da versão da Polícia Federal, mas dá espaço equivalente às defesas: reproduz o vídeo em que o ex-governador nega vínculo com os fundos e fala em tentativa de prejudicá-lo às vésperas da eleição, a declaração do deputado sobre 'armação política', as notas do desembargador, do conselheiro do CNJ e da Procuradoria estadual. Registra ainda que o ministro do STF negou parte do pedido da PF, elemento desfavorável à acusação. Vocabulário descritivo, uso sistemático de 'suposto' e 'segundo a PF', sem enquadramento ideológico de esquerda ou direita.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Texto enxuto, em estilo de nota factual: enumera os crimes apurados ('crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, peculato, lavagem de dinheiro e uso indevido de informação privilegiada'), o número de mandados e as medidas cautelares, sem vocabulário valorativo nem enquadramento ideológico. Ainda que o veículo tenha perfil à direita, o artigo não desenvolve tese de mercado, Estado ou perseguição política, o que sustenta a leitura CENTER. A confiança fica média porque a ausência total do contraditório desequilibra o relato em favor da versão da acusação.

O ex-governador de Mato Grosso Mauro Mendes (União Brasil) é um dos investigados na Operação Heritage, deflagrada nesta quinta-feira (6),

Mendes (União) é atual candidato ao senado, e deputado federal Fábio Garcia (União) é vice na chapa da situação no estado; Esquema de corrupção teria acontecido na renegociação da dívida com a Oi, e desembargador e procurador também são investigados
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Perspectivas omitidas



