Mendonça autoriza PF a investigar Lulinha sob suspeita de tráfico de influência
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou em 30 e 31 de julho de 2026 dois inquéritos da Polícia Federal para apurar suspeitas de tráfico de influência e corrupção envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula. O primeiro trata de negociações para vender produtos de cannabis medicinal ao Ministério da Saúde em favor de empresa ligada ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS; o segundo mira a suposta atuação do empresário em favor de uma companhia de tecnologia interessada em contratos com a Dataprev. Nenhum dos negócios foi fechado, e a defesa nega irregularidades.
Veículos e vozes do campo progressista leem a sequência de inquéritos como um problema de garantias e de proporcionalidade. O ponto central é que, depois de meses de quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático, nenhuma prova pública de favorecimento ou de repasse de dinheiro ao filho do presidente foi apresentada, e a abertura de novas frentes a dois meses da eleição sugere que o aparato investigativo está sendo usado para produzir desgaste político em vez de responsabilizar quem desviou recursos de aposentados.
No campo conservador, a decisão do ministro é lida como restauração de um princípio elementar: parente de presidente não pode receber tratamento diferenciado. O que está em jogo é a suspeita de que o filho do chefe do Executivo vendia acesso ao Palácio do Planalto, ao Ministério da Saúde e a uma estatal de tecnologia, em benefício de empresários que buscavam contratos públicos.
24 fontes políticas
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés ao centro
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Todos os lados registram os mesmos fatos verificáveis: o ministro autorizou dois inquéritos a pedido da Polícia Federal, o investigado é o filho mais velho do presidente, nenhum dos contratos pretendidos com o Ministério da Saúde ou com a estatal de tecnologia foi assinado, a defesa nega irregularidades e o presidente declarou publicamente que não haverá privilégio ao filho.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a Polícia Federal a abrir inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por suspeita de tráfico de influência e corrupção. A decisão saiu na quinta-feira, 30 de julho, e atendeu a pedido protocolado pela corporação em 24 de julho. A apuração quer esclarecer se o empresário atuou junto ao Ministério da Saúde e ao gabinete da Presidência para viabilizar a comercialização de produtos à base de cannabis medicinal em favor da World Cannabis, empresa ligada ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
No dia seguinte, 31 de julho, o mesmo ministro autorizou um segundo inquérito. Dessa vez, a suspeita é de que o filho do presidente tenha atuado em favor de um empresário do setor de tecnologia interessado em negócios com a Dataprev, estatal responsável pelas bases de dados da Previdência Social e de programas sociais. Nesse caso, a polícia investiga corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e organização criminosa. Um terceiro pedido de investigação foi feito pela corporação e ainda não havia sido distribuído a nenhum ministro do Supremo.
A cobertura de centro relatou o trâmite com detalhe: o pedido chegou ao tribunal durante o plantão do Judiciário, foi enviado à Procuradoria-Geral da República, que se manifestou pela livre distribuição, e voltou por sorteio às mãos do mesmo relator da Operação Sem Desconto, que apura os desvios contra aposentados. Registrou também os números do caso. A empresária Roberta Luchsinger, amiga do investigado, recebeu R$ 1,5 milhão do lobista em cinco parcelas de R$ 300 mil e nega ter repassado qualquer valor a ele. O contrato pretendido com o Ministério da Saúde nunca foi assinado, e a pasta afirma jamais ter tido relação comercial com a empresa citada. A estatal de tecnologia também nega contrato com a companhia sob suspeita. O investigado admitiu ter viajado a Portugal com despesas pagas pelo lobista para conhecer uma fábrica de canabidiol.
Veículos de esquerda enfatizaram que não existe, até agora, comprovação pública de favorecimento nem de repasse de dinheiro ao filho do presidente, e deram peso à tese da defesa de que a nova frente é uma pesca probatória aberta depois que a investigação sobre o INSS não encontrou irregularidades. Destacaram ainda o atrito institucional em curso: a Polícia Federal acionou a Advocacia-Geral da União para contestar determinações do relator que obrigam a juntada imediata de todos os atos ao gabinete dele e a comunicação prévia de qualquer afastamento de policiais da equipe.
Veículos de direita enfatizaram o acúmulo de indícios financeiros e trataram a proximidade do calendário eleitoral como razão a mais para apurar, não para adiar. Deram relevo à suspeita da polícia de que o investigado seria sócio oculto do lobista, à movimentação bancária identificada na quebra de sigilo, à mudança dele para o exterior no meio das apurações, descrita pelos investigadores como possível evasão, e à tentativa de parlamentares governistas de barrar seu indiciamento na comissão parlamentar de inquérito sobre o INSS. A cobertura opinativa desse campo sustentou que parente de presidente não pode receber tratamento privilegiado e que decisões judiciais não devem se pautar pelo calendário eleitoral.
A defesa nega irregularidades em todas as frentes. Os advogados afirmam que o investigado não recebeu pagamento por negócios de empresários com o governo, que não tiveram acesso aos autos dos novos inquéritos e que a sucessão de pedidos configura uma tentativa de melhor de três. O presidente disse em entrevista a um podcast que o filho jura inocência todos os dias, mas que não haverá privilégio e que ele terá de provar que está certo. O Palácio do Planalto não comentou o caso.
Ainda não se sabe se houve repasse efetivo de valores ao filho do presidente, a quem se refere a mensagem interceptada que menciona uma transferência de R$ 300 mil ao filho do rapaz, se algum contrato público foi assinado em razão da suposta intermediação e em que prazo os inquéritos serão concluídos. Também não está definido se o terceiro pedido de investigação será aceito nem quem seria seu relator.
A PF investiga os crimes de tráfico de influência, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Defesa diz que Lulinha não cometeu qualquer tipo de irregularidade.

Novo inquérito identificou indícios de irregularidades na relação de Lulinha com empresário do setor de tecnologia e Dataprev

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito da Polícia Federal para investigar suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A investigação apura possíveis crimes de corrupção e tráfico de influência relacionados à autorização para comercialização de produtos de cannabis medicinal em iniciativas vinculadas ao Ministério da Saúde. No Central Meio de hoje, Pedro Doria e Luiza Silvestrini conversam com o colunista do Meio Alexandre Borges sobre possíveis impactos na campanha do presidente à reeleição. Em seguida, Guilherme Werneck, da newsletter Ladrilho Hidráulico, traz […]
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (30) a Polícia Federal a abrir um inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho

Segundo inquérito sobre Lulinha vai investigar contatos com empresário, Careca do INSS e Roberta Luchsinger.

Ele nega as acusações, mas é preciso apurá-las. Filho do presidente não deve receber tratamento privilegiado

PF vai investigar filho de Lula sobre suspeita de tráfico de influência junto à Saúde e ao Palácio do Planalto

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um segundo inquérito para apurar suspeitas de

A Polícia Federal vai investigar se Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho mais velho do presidente

Apuração trata da relação do filho do presidente com um empresário que buscava negócios na Dataprev

Nova investigação autorizada por André Mendonça trata de suposta atuação na Dataprev

O ministro André Mendonça, do STF, autorizou a Polícia Federal a apurar suposto tráfico de influência de Lulinha na Dataprev e em negócios com o Ministério da Saúde.

PF apontou suspeitas envolvendo Ministério da Saúde e Palácio do Planalto; defesa de Lulinha disse que recebeu ‘com tranquilidade’ a informação e afirmou que o filho do presidente não obteve nenhum pagamento por negócios de empresários com o governo Lula

Investigação vai tentar esclarecer se filho do presidente atuou para intermediar interesses junto ao Ministério da Saúde em negociações ligadas ao processo de autorização para comercialização de cannabis medicinal

André Mendonça autorizou a PF a investigar Lulinha por suspeitas de tráfico de influência e corrupção em negociações sobre cannabis medicinal.


Investigação foi autorizada a pedido da Polícia Federal e apura possível atuação para abrir portas no Ministério da Saúde e na Presidência.

A polícia quer apurar se o filho do presidente cometeu tráfico de influência em processo de autorização para comercialização de cannabis medicinal

PF apontou suspeitas envolvendo Ministério da Saúde e Palácio do Planalto; defesa de Lulinha disse que recebeu ‘com tranquilidade’ a informação e afirmou que o filho do presidente não obteve nenhum pagamento por negócios de empresários com o governo Lula

André Mendonça autorizou inquérito da PF para apurar se Lulinha praticou tráfico de influência em favor do Careca do INSS em negócios de cannabis medicinal no governo.

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou, nesta quinta-feira (30), que a PF (Polícia Federal) investigue Fábio

A Polícia Federal pediu ao ministro André Mendonça, do STF, autorização para investigar o filho do presidente Lula por suposta corrupção no programa de cannabis medicinal

Decisão de André Mendonça atende pedido da PF; defesa fala em 'pesca probatória' e nega pagamentos

A suspeita é de que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria atuado no Ministério da Saúde para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como

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