Mendonça autorizou PF a monitorar localização do celular de Jaques Wagner em investigação sobre Banco Master
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O ministro Andre Mendonca, do STF, retirou o sigilo e tornou publica, em 30 de julho, a decisao em que autorizou a Policia Federal a monitorar por dez dias a localizacao aproximada do celular do senador Jaques Wagner (PT-BA) e de outros investigados na Operacao Compliance Zero, que apura suspeitas ligadas ao Banco Master. A medida alcanca metadados (antenas, historico de chamadas e conexoes), mas nao o conteudo das conversas. Wagner nega irregularidades e pediu a anulacao da operacao.
A divulgacao dos autos expoe um senador do PT submetido a monitoramento de localizacao por dez dias com base, sobretudo, em metadados e mensagens de conteudo afetuoso entre familias. Veiculos de esquerda ressaltam que a decisao nao alcanca o conteudo das conversas, que a propria PF admite que nada disso representa juizo de culpa, e que Wagner pediu a anulacao da operacao alegando erros graves e sustentando que atuou contra a emenda que favoreceria o Banco Master.
Os relatorios da PF, agora publicos, detalham uma relacao de 'notoria proximidade' entre o senador petista e ex-socios do Banco Master, com suspeita de propina disfarcada de presentes e favores. Veiculos de direita enfatizam a acumulacao de vantagens: um apartamento de R$ 2,45 milhoes, ingressos para show de Taylor Swift no valor de R$ 63 mil, voos em jatinho e uma transferencia de R$ 3,5 milhoes a empresa ligada a familia do senador.
12 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Apelo emocional nesta matéria: 30/100.
Veículos com viés ao centro
Apelo emocional nesta matéria: 15/100.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Todos os lados relatam os mesmos fatos centrais: Mendonca retirou o sigilo e autorizou o monitoramento de dez dias limitado a metadados, a PF registrou 74 ligacoes entre Wagner e o ex-socio do banco, a suspeita principal e um apartamento de cerca de R$ 2,45 milhoes, e o senador nega irregularidades.
O ministro Andre Mendonca, do Supremo Tribunal Federal, tornou publica na quinta-feira, 30 de julho, a decisao em que autorizou a Policia Federal a monitorar por dez dias a localizacao aproximada do celular do senador Jaques Wagner, do PT da Bahia, e de outros investigados na chamada Operacao Compliance Zero. A apuracao mira suspeitas de corrupcao, lavagem de dinheiro e organizacao criminosa ligadas ao antigo Banco Master. Ao levantar o sigilo, o ministro informou que as diligencias autorizadas ja haviam sido encerradas.
A cobertura de centro relatou de forma tecnica o alcance da medida: a PF teve acesso a metadados, como registros de antenas de telefonia, historico de chamadas e identificacao de aparelhos, mas nao ao conteudo das conversas. Dos dez alvos listados, apenas seis tiveram o monitoramento em tempo real autorizado, entre eles Wagner e o empresario Augusto Ferreira Lima, ex-socio do banco. O ministro registrou que a autorizacao nao representa juizo de culpa e que serve tambem para confirmar ou afastar vinculos com os fatos apurados. Todos os lados convergem em pontos centrais: a PF identificou 74 ligacoes entre o senador e Lima entre novembro de 2023 e maio de 2025, somando mais de cinco horas e meia; a principal suspeita envolve a compra de um apartamento de cerca de R$ 2,45 milhoes em Salvador; e o proprio ministro citou risco de vazamento depois que um dos investigados pediu audiencia em seu gabinete no mesmo dia em que a PF apresentou os pedidos.
Veiculos de direita enfatizaram a acumulacao de supostas vantagens e o tom acusatorio dos relatorios: alem do apartamento, citam ingressos para um show da cantora Taylor Swift avaliados em R$ 63 mil, viagens em jatinho, uma transferencia de R$ 3,5 milhoes a empresa ligada a familia do senador e a apreensao de dolares, euros e relogios de luxo durante as buscas. Destacaram ainda que o ex-controlador Daniel Vorcaro via o parlamentar como 'aliado politico' e que a operacao alcancou outros nomes, como o senador Ciro Nogueira e o governador Claudio Castro.
Veiculos de esquerda destacaram que a medida se limita a dados perifericos de localizacao, sem escuta, e que a propria decisao ressalva a presuncao de inocencia. Deram peso a defesa do senador, que pediu a anulacao da operacao alegando erros graves, afirmou que jamais atuou no Congresso para favorecer o banco e sustentou que a unica emenda de sua autoria sobre o tema buscava limitar juros e proteger consumidores. Wagner comparou o episodio a uma investigacao de 2018, tambem em ano eleitoral, que terminou arquivada, e disse estar focado na eleicao. Uma semana apos as buscas de 18 de junho, ele deixou a lideranca do governo no Senado, com apoio publico de Lula.
O que ainda nao se sabe e se havera comprovacao da chamada relacao de troca, ponto que o senador afirma que a PF nao conseguira demonstrar. Tambem seguem em aberto o desfecho do pedido de anulacao apresentado ao STF, a identidade de quem solicitou a audiencia que motivou a suspeita de vazamento e o resultado do depoimento marcado para a primeira semana de agosto.

Relatórios elaborados pela Polícia Federal e encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF) apontam uma relação de proximidade pessoal e interlocução

Senador compara episódio a apuração sobre suposta propina paga por empreiteiras em 2018, posteriormente anulada

Relatórios citam encontros, viagens, atuação em pautas legislativas e suspeitas de vantagens indevidas; senador foi alvo de busca e apreensão em junho

STF autorizou a PF a monitorar por dez dias dados de localização e chamadas de Jaques Wagner em inquérito sobre o Banco Master.

No documento, tem mensagens interceptadas do senador com o banqueiro Augusto Lima e a esposa Flávia

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo das investigações sobre o senador Jaques Wagner (PT-BA) e autorizou o

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a investigar um possível vazamento de informações

O ex-líder do governo no Senado foi alvo de mandados de busca e apreensão na 9ª fase da "Operação Compliance Zero" em 18 de junho

Ministro do STF citou que recebeu pedido de audiência no seu gabinete no mesmo dia em que operação foi protocolada; defesa do petista ainda não se manifestou

Decisão de 17 de junho teve o sigilo levantado nesta quinta. Ministro citou risco de vazamento por ter recebido pedido de audiência antes de receber documentos da PF.
Ministro do STF permitiu acesso a registros de antenas de telefonia e monitoramento em tempo real por dez dias

Nesta matéria: perspectiva omitida.
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