André Mendonça, do TSE, restabelece horário eleitoral de Ciro Gomes no Ceará
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O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro André Mendonça, suspendeu em 30 de setembro a liminar do ministro Floriano de Azevedo Marques que havia retirado a Federação União Progressista do cálculo do tempo de propaganda da chapa de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará. A liminar também interditava as candidaturas de Roberto Cláudio a vice e de Capitão Wagner ao Senado e bloqueava recursos do Fundo Eleitoral. Floriano se declarou impedido um dia depois de conceder a decisão. O mérito ainda será julgado pelo plenário do TSE.
Pela leitura de direita, a decisão de André Mendonça corrigiu uma intervenção judicial tardia que alterava as regras do jogo a poucos dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. A liminar havia cortado tempo de TV, campanha e recursos de candidatos já registrados, e o próprio relator deixou o caso após questionamentos sobre sua imparcialidade.
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5 fontes políticas
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Veículos com viés à direita
As coberturas concordam que a disputa nasceu do racha entre os diretórios estaduais de União Brasil e Progressistas, que apoiam Elmano de Freitas, e a federação, que fechou com Ciro Gomes, e que Floriano de Azevedo Marques deixou a relatoria citando processo sigiloso no Supremo Tribunal Federal.
O ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, suspendeu a liminar que tirava a Federação União Progressista da coligação de Ciro Gomes ao governo do Ceará. Roberto Cláudio e Capitão Wagner voltam a fazer campanha, e o mérito ainda será julgado pelo plenário do TSE.
O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro André Mendonça, suspendeu nesta quarta-feira, 30 de setembro, a liminar que havia cortado o tempo de rádio e televisão da chapa de Ciro Gomes, do PSDB, ao governo do Ceará. Com a decisão, a Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, volta a compor a coligação de Ciro. Roberto Cláudio, candidato a vice-governador, e Capitão Wagner, candidato ao Senado, ambos do União Brasil, também foram liberados para retomar a campanha e usar os recursos que estavam bloqueados.
A liminar derrubada era do ministro Floriano de Azevedo Marques, concedida na segunda-feira, 28 de setembro, a pedido dos diretórios estaduais de União Brasil e Progressistas. Esses diretórios, comandados pelos deputados federais Moses Rodrigues e AJ Albuquerque, decidiram em convenção apoiar a reeleição do governador Elmano de Freitas, do PT. A federação, presidida por Capitão Wagner, discordou e fechou apoio a Ciro. A decisão de Floriano interditava as candidaturas de Roberto Cláudio e Wagner, suspendia o uso de verbas do Fundo Eleitoral e proibia a propaganda da coligação para o Senado, o que reduzia o tempo de Ciro.
No dia seguinte, Floriano deixou a relatoria. Em despacho, citou um fato novo ligado a um processo sigiloso no Supremo Tribunal Federal e disse que preferiu sair para evitar questionamentos sobre sua imparcialidade, embora afirmasse não haver hipótese de impedimento. A saída veio horas depois de Wagner e Roberto Cláudio afirmarem, em entrevista coletiva, que a filha do ministro advoga para Júnior Mano, suplente de Cid Gomes ao Senado na chapa de Elmano. Cid está rompido com o irmão Ciro desde 2022.
Ao suspender a liminar, André Mendonça levou em conta o calendário. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e retirar a federação da propaganda exigiria recalcular o horário eleitoral e refazer planos de mídia já em execução.
A cobertura de centro detalhou a origem do racha, lembrando que a cúpula nacional do União Brasil esperava que Roberto Cláudio, ex-prefeito de Fortaleza por oito anos, disputasse vaga de deputado federal para puxar votos e garantir fundo partidário e tempo de TV à sigla. Veículos de direita deram destaque à restauração do tempo de propaganda de Ciro e ao argumento de Mendonça sobre a proximidade da votação, sem mencionar o motivo levantado contra o relator anterior. Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso até o momento, e a posição dos diretórios que acionaram a Justiça e da campanha de Elmano não apareceu com voz própria em nenhuma das matérias.
O que ainda não se sabe é quando o plenário do Tribunal Superior Eleitoral vai julgar o mérito da disputa sobre a validade da participação da federação na coligação de Ciro, nem qual ministro assumirá a relatoria definitiva. Também não foi revelado o conteúdo do processo sigiloso no Supremo citado por Floriano de Azevedo Marques.
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