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O ministro do STF André Mendonça determinou, no sábado (11/07), a apreensão do passaporte do publicitário Thiago Miranda, contratado pelo banqueiro Daniel Vorcaro para o projeto de gestão de crise do Banco Master. A decisão, sigilosa, veio dois dias depois de uma operação da Polícia Federal ter apreendido celulares e equipamentos de Miranda. A PF investiga se ele coordenou ataques em redes sociais contra o Banco Central e se participou de uma possível organização criminosa dedicada a intimidar jornalistas e obter dados sigilosos. A defesa nega qualquer ilegalidade.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça ordenou, no sábado, 11 de julho, a apreensão do passaporte do publicitário Thiago Miranda, dono da agência Mithi e contratado pelo banqueiro Daniel Vorcaro para o projeto de gestão de crise do Banco Master. A decisão é sigilosa, mas foi confirmada pela assessoria do STF à Folha. Mendonça é o relator, no Supremo, dos processos que investigam a fraude no Banco Master.
A medida veio dois dias depois de Miranda ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal, na quinta-feira, 9 de julho, batizada de décima fase da Operação Compliance Zero. Na ocasião, celulares e equipamentos eletrônicos usados pelo publicitário em sua residência foram apreendidos. Segundo a PF, a ação apura a atuação coordenada em redes sociais voltada a comprometer a credibilidade do Banco Central, além da possível existência de uma organização criminosa dedicada a intimidar jornalistas, monitorar pessoas ligadas a autoridades públicas e obter informações sigilosas.
Diálogos entre Vorcaro e Miranda, trocados em 2025, mostram tentativas dos dois de conter o trabalho da jornalista Malu Gaspar, colunista do jornal O Globo, por meio de uma busca por seus dados privados. As investigações também apontam que Vorcaro encomendou a Miranda um dossiê contra o presidente do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho. Contratos do chamado 'Projeto DV' somaram cerca de R$ 8 milhões destinados a cerca de 40 perfis de influenciadores digitais mobilizados contra o Banco Central e contra Renato Gomes, ex-diretor da autarquia responsável por recomendar o veto à compra do Master pelo BRB.
A cobertura de centro, presente em Folha, G1 e Notícias ao Minuto, narra os fatos de forma linear e dá espaço equivalente à posição da defesa: os advogados de Miranda afirmam que ele 'refuta de forma categórica' qualquer ilegalidade e que sua atuação profissional sempre foi pautada pela legalidade, transparência e respeito às instituições. Já veículos de esquerda, como o ICL Notícias, enquadram o episódio como parte de uma estrutura mais ampla de proteção ao Banco Master, destacando suspeitas paralelas de cooptação de policiais e de uma 'contrainteligência armada' a serviço do grupo ligado a Vorcaro, além de uma possível conexão do publicitário com a família Bolsonaro e o deputado Mario Frias (PL-SP), citada em reportagem do The Intercept Brasil sobre o financiamento do filme 'Dark Horse'.
Não há, até o momento, cobertura identificada de veículos de direita sobre o caso. Pelos fatos já relatados, uma leitura provável desse campo tenderia a separar a responsabilidade individual de Miranda e Vorcaro da de terceiros ainda não indiciados, defender o direito à ampla defesa diante de uma decisão sigilosa e questionar os limites da atuação cautelar do Judiciário sem publicidade imediata do ato.
O que ainda não se sabe é o conteúdo integral da decisão de Mendonça, mantida em sigilo mesmo após confirmada pela assessoria do STF. Também segue em aberto se outros nomes citados nas investigações, como o publicitário André Salvador ou os aproximadamente 40 perfis contratados, serão formalmente indiciados, e qual será a resposta de Miranda à apreensão do passaporte, já que ele não se manifestou publicamente até o fechamento das reportagens.
Todos os veículos convergem que a Polícia Federal apreendeu aparelhos eletrônicos de Thiago Miranda em 9 de julho, que o STF apreendeu seu passaporte em 11 de julho por risco de fuga, e que o publicitário nega qualquer ilegalidade.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O corpo do texto reproduz majoritariamente a apuração da Folha, mas o pacote de manchetes relacionadas e a nomenclatura das séries ('BASTIDORES DO MASTER', 'BLINDAGEM DO MASTER') constroem um enquadramento de denúncia de estrutura de proteção a poderosos, típico de cobertura de esquerda voltada à fiscalização do poder econômico.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés ao centro
Nota curta e direta do G1, limitada aos fatos essenciais da decisão do STF e da operação da PF, sem espaço para contraditório mas também sem enquadramento ideológico.
Perspectivas omitidas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

Thiago Miranda é suspeito de coordenar ataques ao Banco Central nas redes sociais. Ele foi um do alvos da 10ª fase da Operação Compliance Zero.

Thiago Miranda, publicitário e dono da agência Mithi, atuou junto a banqueiro na gestão de crise do Banco Master


Thiago Miranda, dono da agência Mithi, atuou junto a banqueiro na gestão de crise do Banco Master
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Reportagem da Folhapress republicada com narrativa factual, cita a decisão do STF, a operação da PF e inclui a versão do publicitário, sem uso de linguagem valorativa.
Perspectivas omitidas
Texto da Folha detalha a apreensão do passaporte com múltiplas fontes (STF, PF, deputado, defesa), sem adjetivação, mantendo equilíbrio entre acusação e defesa.
Perspectivas omitidas



