
Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.

O ministro André Mendonça, do STF, concedeu liminar suspendendo por 90 dias as multas a empresas que descumprirem as novas regras de saúde mental da NR-1, em vigor desde 26 de maio. A medida atende a pedido da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), vale para todo o país e abre prazo para um acordo entre governo, empresas e trabalhadores. A liminar será submetida a referendo do plenário entre 7 e 18 de agosto.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, concedeu uma liminar que suspende por 90 dias a aplicação de multas a empresas que descumprirem as novas regras de saúde mental da NR-1, a norma regulamentadora de segurança e saúde no trabalho. As alterações, que incluíram os chamados riscos psicossociais entre os fatores que os empregadores precisam mapear, passaram a valer em 26 de maio. Com a decisão, o Ministério do Trabalho fica proibido de punir empresas pela falta desse mapeamento durante o período, que serve para abrir espaço a um acordo entre governo, empresas e trabalhadores.
A cobertura de centro relatou que a medida atende a um pedido da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino, a Confenen, em uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental, e que tem alcance nacional, sobrepondo-se a uma liminar anterior que favorecia apenas as empresas ligadas à Fiesp em São Paulo. A liminar será submetida a referendo do plenário do STF entre os dias 7 e 18 de agosto. Na decisão, o ministro afirmou que o acordo deve superar a vagueza do regramento atual e dar mais objetividade, sem flexibilizar o grau de proteção dos direitos fundamentais. O caso foi encaminhado ao Núcleo de Solução Consensual de Conflitos do tribunal, que deverá reunir governo, representantes de empresas e de trabalhadores.
Há convergência entre os veículos sobre os números do problema que motivou a norma. Os afastamentos do trabalho por transtornos mentais bateram recorde em 2024, com mais de 546 mil casos, e custaram quase R$ 1 bilhão ao INSS em 2025. A norma trata de fatores como assédio moral, metas abusivas e sobrecarga, e mais da metade das empresas ainda não havia adaptado seus planos de risco até maio.
O enquadramento divide a cobertura. Veículos de direita enfatizaram a insegurança jurídica de uma norma considerada subjetiva, a defesa da livre iniciativa e o argumento, levantado pelos advogados das entidades empresariais, de que uma escola e uma indústria não podem ser tratadas pela mesma régua de riscos. Já a leitura de esquerda destaca que a suspensão atende à pressão patronal e adia um avanço de proteção à saúde do trabalhador justamente quando o adoecimento mental dispara e pressiona a Previdência, num processo em que sindicatos e trabalhadores não foram diretamente ouvidos.
O que ainda não se sabe é qual será o desfecho da conciliação no STF, se o plenário referendará a liminar em agosto e quais critérios objetivos substituirão os pontos hoje considerados vagos na norma. Também permanece em aberto como o Ministério do Trabalho reagirá à suspensão e que ajustes serão feitos para conciliar segurança jurídica e proteção à saúde mental no trabalho.
Esquerda, centro e direita reconhecem que os afastamentos por transtornos mentais bateram recorde no Brasil e custaram quase R$ 1 bilhão ao INSS em 2025, e que a liminar de Mendonça suspende por 90 dias as multas da NR-1 para viabilizar um acordo entre governo e empresas.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Apesar de publicado em veículo de viés LEFT (ICL), o texto é reportagem factual assinada por Folhapress: descreve a liminar, cita as duas partes via advogados, traz dados do INSS e da OMS sobre adoecimento mental. O enquadramento dá bastante espaço aos argumentos pró-empresa (segurança jurídica, livre iniciativa), mas reporta sem editorializar — perfil CENTER no nível do artigo.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto de agência (Estadão Conteúdo via CNN) estritamente factual: relata a liminar, o prazo de referendo do plenário (7 a 18 de agosto), a definição de riscos psicossociais e os números de afastamentos da Previdência. Vocabulário neutro, sem carga ideológica — CENTER claro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

Prazo abre espaço para acordo entre governo e empresas sobre aplicação da nova redação da NR-1, que começou a valer em 26 de maio

Segundo a decisão de Mendonça, o MTE está proibido de aplicar punições pela falta de mapeamento dos riscos psicossociais no trabalho
Reporte para que a equipe revise. Sua contribuição ajuda a melhorar a cobertura.



