Romeu Zema tem 326 mil votos, mas Novo supera cláusula de barreira
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Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência e ex-governador de Minas Gerais, terminou o primeiro turno de 4 de outubro em sexto lugar, com cerca de 326 mil votos (0,27% dos válidos), o pior resultado presidencial do partido desde 2018. Mesmo assim, o Novo superou a cláusula de barreira, elegendo 10 deputados federais e três senadores, e recupera acesso ao Fundo Partidário e à propaganda gratuita. Zema se disse satisfeito e declarou missão cumprida.
Pelo prisma da direita, o saldo do Novo é positivo apesar da votação pequena de Romeu Zema: a legenda superou a cláusula de barreira, elegeu 10 deputados federais e três senadores e reverteu o encolhimento de 2022, quando caiu de 8 para 3 deputados.
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A cobertura converge em que Romeu Zema teve votação muito baixa, cerca de 326 mil votos, e em que o Novo superou a cláusula de barreira, objetivo central da candidatura.
Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência, teve cerca de 326 mil votos no primeiro turno de 4 de outubro e ficou em sexto lugar. Ainda assim, o partido superou a cláusula de barreira, elegeu 10 deputados federais e três senadores e recupera Fundo Partidário e propaganda gratuita.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, candidato do partido Novo à Presidência, terminou o primeiro turno de 4 de outubro em sexto lugar, com cerca de 326 mil votos, o equivalente a 0,27% dos votos válidos. Apesar do resultado pessoal fraco, o Novo superou a cláusula de barreira, a regra que exige um desempenho mínimo na eleição para a Câmara dos Deputados para que o partido tenha acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda em rádio e televisão.
Segundo a apuração, a legenda elegeu 10 deputados federais e três senadores. Zema disse a jornalistas que estava muito satisfeito e que percebeu um avanço maior do que as pesquisas apontavam. Nas redes sociais, escreveu que a missão estava concluída, com o Novo atingindo a cláusula de barreira e a direita fortalecida, e afirmou que seguirá sempre contra o PT. Ele não anunciou apoio nominal ao senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, que disputará o segundo turno em 25 de outubro contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores. Com quase todas as urnas apuradas, Flávio tinha 47,06% dos votos válidos e Lula, 45,12%.
A cobertura de centro concentrou o episódio. Uma parte relatou o caso de forma estritamente factual, com as falas de Zema e os números da apuração. Outra, em tom de coluna de bastidor, chamou a derrota de esmagadora e de fiasco pessoal, mas sustentou que o objetivo central da direção nacional, comandada por Eduardo Ribeiro, foi atingido. Essa cobertura lembrou que, em 2022, a bancada do Novo encolheu de oito para três deputados e o partido não atingiu a cláusula. Para mudar o cenário, os dirigentes triplicaram o número de candidatos, investiram pelo menos 70 milhões de reais e apostaram em nomes já testados nas urnas.
O mesmo relato registrou que Zema foi pressionado a desistir da disputa por políticos como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, e o deputado Nikolas Ferreira, do Partido Liberal, além de integrantes do próprio Novo. Outro grupo da legenda o convenceu de que desistir para apoiar Flávio Bolsonaro prejudicaria mais a sua imagem. O desempenho foi o pior do Novo em disputas presidenciais desde 2018, abaixo dos de João Amoêdo e Felipe D'Ávila.
Veículos de esquerda e veículos de direita não publicaram, até o momento, leitura própria do resultado, e por isso não há divergência de enquadramento a registrar entre os lados.
Ainda não se sabe se Zema ou o Novo vão declarar apoio formal a Flávio Bolsonaro no segundo turno. Também há uma diferença a ser fechada na contagem da bancada: o próprio Zema falou em pelo menos oito deputados federais, enquanto a coluna informou dez eleitos.
Derrotado na disputa presidencial, ex-governador afirma que partido deve superar a cláusula de barreira. Leia no Poder360.

Partido investiu em candidaturas e passou a usar dinheiro público para superar a cláusula de barreira; Romeu Zema se disse ‘muito satisfeito’ com resultado
