Uma pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores entre 10 e 13 de julho de 2026 e mostrou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro obteve mais adesão popular do que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no atrito público entre os dois. Segundo o levantamento, 49% dos entrevistados souberam do vídeo em que Michelle desabafou sobre o tratamento recebido dos enteados, contra apenas 33% que souberam do vídeo em que Flávio sugeriu um pedido de desculpas, publicado depois de o senador desdenhar, num primeiro momento, do desabafo da madrasta.
Até o momento, apenas O Antagonista cobriu esse levantamento de forma consolidada, relatando que 45% dos eleitores consideraram correta a decisão de Michelle de divulgar o vídeo nas redes sociais, enquanto 38% discordaram dessa escolha. Sobre o conteúdo das declarações da ex-primeira-dama, que alegou ter sido tratada como 'uma idiota' pelo enteado, 31% dos entrevistados classificaram as falas como totalmente verdadeiras, 27% como parcialmente verdadeiras e 16% como totalmente falsas.
O levantamento também perguntou com quem os eleitores concordam na disputa: 42% ficaram do lado de Michelle e apenas 18% do lado de Flávio, enquanto 22% não concordaram com nenhum dos dois e 3% concordaram parcialmente com ambos. Entre eleitores independentes, público que Flávio tenta conquistar em sua pré-candidatura à Presidência, a vantagem de Michelle chega a 38% a 11%, segundo a reportagem.
A cobertura relata ainda que o vídeo de Michelle veio sete meses depois de ela ter sido publicamente desautorizada pelos filhos de Jair Bolsonaro a negociar alianças eleitorais entre o PL e o PSDB no Ceará. Depois do episódio, Michelle deixou o comando do PL Mulher e fundou um movimento próprio, o Imparáveis MB, e segue como pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal, onde, segundo o texto, lidera as pesquisas locais.
A matéria, publicada como análise assinada, atribui aos números da pesquisa um sinal de que os filhos de Bolsonaro teriam avaliado mal o capital político da madrasta ao tentar afastá-la da disputa presidencial. Essa leitura reflete a interpretação do próprio veículo, e ainda não há confirmação independente dos dados por outro instituto de pesquisa, nem resposta pública de Flávio Bolsonaro ou de seu entorno sobre o resultado. O texto também não detalha a margem de erro nem a ficha técnica completa do levantamento Quaest.