Michelle convenceu muito mais gente do que Flávio
1 veículo de centro · 2 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
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Como decidimos →Veículos de direita destacaram que os filhos de Jair Bolsonaro cometeram um erro estratégico ao descartar o capital político de Michelle Bolsonaro, que supera Flávio em quase todos os quesitos da pesquisa Genial/Quaest e segue líder nas pesquisas ao Senado pelo Distrito Federal. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, contestou publicamente os números da Quaest e defendeu a permanência e a candidatura de Michelle como fundamentais para a legenda.
Uma pesquisa Genial/Quaest com 2.004 eleitores, feita entre 10 e 13 de julho, mostrou que mais brasileiros conhecem e concordam com o vídeo em que Michelle Bolsonaro diz ter sido humilhada pelo enteado, o senador Flávio Bolsonaro, do que com a resposta pública dele.
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Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Direita e centro convergem nos números centrais da pesquisa Genial/Quaest: mais brasileiros conhecem e concordam com o desabafo de Michelle Bolsonaro do que com a posição de Flávio, e a cúpula do PL avalia que não há mais chance de reconciliação entre os dois antes da eleição de outubro.
Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta semana reacendeu a crise pública entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), rivais pelo espólio político da família às vésperas da eleição presidencial de outubro. O levantamento, que ouviu 2.004 eleitores entre 10 e 13 de julho, mostrou que mais brasileiros conhecem e concordam com o vídeo em que Michelle diz ter sido humilhada pelo enteado do que com a resposta pública de Flávio.
A cobertura de centro relatou, segundo o Poder360, que a cúpula da pré-campanha de Flávio e a direção do PL já não veem chance de reconciliação entre os dois antes da eleição de 4 de outubro, avaliação que se consolidou desde que Michelle publicou os vídeos, em 24 de junho, e anunciou, seis dias depois, sua saída da presidência do PL Mulher. A mesma reportagem mostrou que uma segunda pesquisa, do PoderData/Aya, colocou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 45% das intenções de voto contra 43% de Flávio numa simulação de segundo turno, distância dentro da margem de erro e que vem encolhendo desde maio.
Veículos de direita, caso de O Antagonista e da Revista Oeste, enfatizaram que os filhos de Jair Bolsonaro cometeram um erro ao subestimar o capital político de Michelle: ela venceria o senador em quase todos os quesitos da pesquisa, da confiança do eleitor à concordância com suas declarações, e segue líder nas pesquisas para uma vaga de senadora pelo Distrito Federal. A Revista Oeste também deu espaço à reação do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que disse não acreditar nos números da Quaest, citou pesquisas internas não divulgadas do partido e defendeu publicamente a permanência e a candidatura de Michelle, chamando-a de peça insubstituível para a legenda.
Veículos de esquerda não cobriram diretamente o episódio até o fechamento desta reportagem, mas uma leitura provável desse campo tenderia a enxergar na crise um sintoma da fragilidade de um projeto político organizado em torno de disputas pessoais e vínculos familiares, questionando a falta de transparência do PL ao contestar uma pesquisa registrada no TSE com números internos que não são divulgados nem verificáveis.
O que ainda não se sabe é se Michelle de fato será candidata ao Senado ou a outro posto em outubro, nem se o rompimento com Flávio será definitivo antes da votação. Também não há como confirmar, de forma independente, os números dos levantamentos internos do PL citados por Valdemar Costa Neto para contestar a pesquisa Genial/Quaest.
Cúpula da campanha já não vê mais chances de aproximar a ex-primeira-dama com o senador antes da eleição de outubro. Leia no Poder360.

Presidente da legenda diz esperar reconciliação, critica pesquisa Quaest e defende candidatura da ex-primeira-dama ao Senado

Pesquisa Genial/Quaest detalha ainda mais o erro dos filhos de Bolsonaro ao descartarem a ex-primeira-dama na eleição deste ano
