Alexandre de Moraes manda Bolsonaro ao médico da PM em vez do consultório da nora
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A leitura predominante à esquerda é de que o Supremo Tribunal Federal fechou uma brecha: a defesa de Jair Bolsonaro tentava levar o ex-presidente condenado a um consultório particular para ser atendido pela própria nora, esposa de um senador que está proibido de visitá-lo por 90 dias, e Alexandre de Moraes barrou o arranjo, mandando a consulta para o centro médico da Polícia Militar sob escolta. Nesse enquadramento, o ponto central é a igualdade perante a lei durante a execução penal: quem cumpre pena não escolhe endereço nem profissional de conveniência, e a proibição de visitas de finalidade político-eleitoral até o fim das eleições impede que o cumprimento da pena vire palanque para a candidatura de Flávio Bolsonaro.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro a deixar temporariamente a prisão domiciliar para um procedimento odontológico, mas determinou que o atendimento ocorra no centro médico da Polícia Militar do Distrito Federal, e não no consultório particular indicado pela defesa.
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3 fontes políticas
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Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
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Todos os lados registram que o atendimento odontológico foi autorizado, que data e local ficam sob sigilo com cancelamento automático em caso de vazamento, e que Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após condenação a 27 anos e três meses no processo da trama golpista, com cada saída dependente de autorização prévia do relator da execução penal.
Alexandre de Moraes autorizou Jair Bolsonaro a deixar a prisão domiciliar para uma consulta odontológica, mas recusou o consultório particular da nora, a dentista Fernanda Bolsonaro, e determinou que o atendimento ocorra no centro médico da Polícia Militar do Distrito Federal, com data e local sob sigilo e cancelamento automático do deslocamento em caso de vazamento.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro a deixar temporariamente a prisão domiciliar para um procedimento odontológico, mas recusou o consultório particular indicado pela defesa. Pela decisão, o atendimento deve ocorrer no centro médico da Polícia Militar do Distrito Federal, com o deslocamento acertado entre os advogados e a corporação, sob escolta. A data e o local ficam em sigilo por motivo de segurança, e o deslocamento será cancelado se a informação vazar.
O pedido da defesa, protocolado em 14 de agosto, previa saída na sexta-feira, 21 de agosto, às 14h, para um consultório no Lago Sul, em Brasília. A profissional indicada era a dentista Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, nora do ex-presidente e casada com o senador Flávio Bolsonaro. Moraes anotou que não havia urgência, já que o requerimento chegou uma semana antes da data pretendida, e citou sugestão da própria Polícia Militar para que o procedimento fosse feito na estrutura da corporação, com a data acertada junto ao subdiretor do Núcleo de Custódia, o tenente-coronel Allenson Nascimento Lopes.
Toda a cobertura converge nos elementos centrais. A autorização existe, o sigilo é condição, o cancelamento é automático em caso de vazamento e Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar depois de ter sido condenado a 27 anos e três meses no processo da trama golpista, com saídas e visitas dependentes de autorização prévia do relator da execução penal. Há consenso também sobre o quadro clínico, uma recuperação de pneumonia bacteriana, e sobre a proibição de o ex-presidente receber visitas e publicar em redes sociais, inclusive por meio de terceiros.
A divergência aparece no enquadramento. Veículos de esquerda destacaram a recusa, e não a autorização: leram o despacho como bloqueio a um arranjo de conveniência, sublinharam que a dentista escolhida é a esposa de Flávio Bolsonaro, proibido de visitar o pai por 90 dias depois de divulgar uma carta em que o ex-presidente o apresentava como porta-voz e apoiava sua candidatura à Presidência, e lembraram que o ministro vetou visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições. A cobertura de centro relatou o mesmo despacho pela chave da autorização e do sigilo, tratou o atendimento como ato ordinário da execução penal, registrou a sugestão da Polícia Militar e explicitou que a decisão não diz se a nora poderá conduzir o procedimento. Veículos de direita não cobriram o caso no conjunto de matérias reunidas até agora: o argumento que esse campo costuma levantar em decisões assim, o de que a escolha do profissional de saúde cabe ao paciente e que o controle judicial sobre a rotina do condenado é excessivo, não aparece no noticiário disponível.
Permanecem em aberto pontos objetivos. A decisão não esclarece se Fernanda Bolsonaro pode ser a profissional a fazer o atendimento dentro do centro médico da Polícia Militar, não fixa nova data e não descreve o procedimento clínico necessário. Também não há informação sobre eventual recurso da defesa contra a mudança de local, sobre como o sigilo será operacionalizado no dia do deslocamento, nem sobre o custo ou a estrutura odontológica disponível na corporação.
Alexandre de Moraes autorizou Jair Bolsonaro a sair da prisão domiciliar para atendimento odontológico. PMDF e defesa deverão definir o deslocamento. Data e local serão mantidos em sigilo.

Fernanda Bolsonaro foi indicada pela defesa para atender o sogro, mas Moraes mandou realizar a consulta no Centro Médico da PMDF.

Alexandre de Moraes, do STF, autoriza Jair Bolsonaro a deixar prisão domiciliar para ir ao dentista. Deslocamento exige sigilo absoluto.
