Esperidião Amin recebe apoio de Tereza Cristina na disputa com Carlos Bolsonaro
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Pelo prisma da direita, a eleição em Santa Catarina é uma disputa sobre coerência ideológica e sobre quem representa de fato o eleitor conservador catarinense. Carlos Bolsonaro cobra de Esperidião Amin votos alinhados ao PT, a favor da reforma tributária e contra facilitar o armamento, enquanto Amin se apresenta como senador experiente e mantém apoio a Jair Bolsonaro.
Pela leitura da esquerda, a disputa em Santa Catarina expõe o racha interno do bolsonarismo: o PL rompeu acordo com Esperidião Amin para abrir espaço a Carlos Bolsonaro, candidato vindo do Rio de Janeiro, e agora colhe ataques de aliados antigos. O apoio de Tereza Cristina, ex-ministra de Jair Bolsonaro, a Amin reforça o isolamento do filho do ex-presidente.
A senadora Tereza Cristina (Progressistas-MS) publicou vídeo pedindo votos para Esperidião Amin (Progressistas-SC), que tenta a reeleição ao Senado por Santa Catarina contra Carlos Bolsonaro (PL) e Carol De Toni (PL).
4 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
A senadora Tereza Cristina pediu votos para Esperidião Amin, que disputa as duas vagas de Santa Catarina no Senado contra Carlos Bolsonaro e Carol De Toni, do PL. O apoio veio depois de Amin chamar Carlos de estrupício e de Carlos acusá-lo de votar com o PT. A Quaest mostra os três empatados tecnicamente.
A senadora Tereza Cristina, do Progressistas de Mato Grosso do Sul, publicou um vídeo nas redes sociais pedindo votos para Esperidião Amin, também do Progressistas, que tenta a reeleição ao Senado por Santa Catarina. Na gravação, divulgada no domingo, 27 de setembro, ela chama Amin de querido amigo e diz querer muito a recondução dele à Casa. O apoio pesa porque Amin disputa as duas vagas catarinenses contra Carlos Bolsonaro e Carol De Toni, ambos do Partido Liberal, o PL.
A manifestação veio poucos dias depois de uma troca de ataques entre Amin e Carlos. Carlos afirmou que um candidato do estado votou 58% das vezes com o PT, apoiou a regulamentação da reforma tributária e votou contra projeto que facilita o acesso a armas, mas se apresenta como de direita. Amin respondeu em vídeo dizendo que sempre ouviu falar da fama de estrupício de Carlos, mas que nunca se preocupou porque isso era coisa do Rio de Janeiro. Em seguida, convidou o adversário para os debates e pediu propostas para Santa Catarina.
Há convergência sobre o pano de fundo. O PL decidiu lançar Carlos e Carol De Toni para as duas vagas, e Amin ficou fora da chapa. Ele passou a integrar a aliança do candidato a governador João Rodrigues, do Partido Social Democrático. Pesquisa Quaest divulgada em 24 de setembro mostra Carol De Toni com 17%, Carlos com 16% e Amin com 15%, tecnicamente empatados dentro da margem de três pontos percentuais. Nesta eleição, cada eleitor catarinense vota em dois candidatos ao Senado.
A cobertura de centro acrescentou que Tereza Cristina chegou a ser apontada pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, como vice ideal de Flávio Bolsonaro, irmão de Carlos. A articulação não avançou: o Progressistas decidiu manter neutralidade na disputa presidencial, e aliados citam a demora de Flávio em procurar a senadora. O deputado Alfredo Gaspar, do PL de Alagoas, acabou escolhido como vice.
Veículos de esquerda destacaram o racha no PL provocado pela candidatura de Carlos, vindo do Rio de Janeiro, e trataram o episódio como uma puxada de tapete contra Amin, que teria sido traído por um acordo rompido. O vídeo do estrupício foi apresentado como deboche e sinal de desgaste do clã Bolsonaro no estado.
Veículos de direita relataram o apoio da senadora em tom informativo e deram espaço a uma nova acusação de Carlos. Na segunda-feira, 28, ele afirmou que o PT e aliados articulam um voto casado com um candidato de direita para tirar uma vaga do grupo de Jair Bolsonaro. A própria cobertura ressalvou que Carlos não apresentou provas e que a tese segue como acusação de campanha.
Ainda não se sabe se o apoio de Tereza Cristina terá efeito sobre um eleitorado dividido entre três nomes empatados, nem se Amin ou o PT vão responder à acusação de voto casado. Também não está claro se o Progressistas vai se manifestar sobre a atuação de uma senadora de outro estado na eleição catarinense.
O candidato ao Senado por Santa Catarina Carlos Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (28) que o PT e partidos aliados

Ex-ministra de Jair Bolsonaro, senadora do Mato Grasso do Sul foi apontada como vice ideal por presidente do PL, mas pediu votos para Esperidião Amin

As recentes pesquisas mostram uma disputa acirrada entre Carol De Toni (PL), Carlos Bolsonaro (PL) e Esperidião Amin (PP) pelas duas vagas de Santa Catarina

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) entrou na disputa eleitoral de Santa Catarina ao declarar apoio público à candidatura de Esperidião
