Tereza Cristina apoia Esperidião Amin na disputa pelo Senado em Santa Catarina
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
- Revista FórumA reação de Carlos Bolsonaro após ser chamado de “estrupício” por Esperidião AminAs recentes pesquisas mostram uma disputa acirrada entre Carol De Toni (PL), Carlos Bolsonaro (PL) e Esperidião Amin (PP) pelas duas vagas de Santa Catarina(abre em nova aba)
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Briefing
O que importa para você
- Santa Catarina elege duas cadeiras no Senado, e três candidaturas competitivas disputam esse espaço.
- O eleitor catarinense escolhe entre Carol De Toni, Carlos Bolsonaro e Esperidião Amin, hoje senador em busca de recondução.
- O resultado altera o tamanho das bancadas do Progressistas e do Partido Liberal no Senado.
Onde os lados divergem
- Esquerda enquadra o episódio como crise do bolsonarismo e do Partido Liberal, que rompeu acordo e lançou dois nomes.
- Direita enquadra como reconhecimento de trajetória parlamentar e coesão do Progressistas em torno de Amin.
- Esquerda dá relevo ao deboche e à candidatura de Carlos Bolsonaro fora do Rio de Janeiro; direita dá relevo à cobrança de coerência ideológica pelo histórico de votos de Amin.
Onde os lados concordam
Os dois lados registram que a disputa pelas duas vagas de Santa Catarina no Senado está acirrada, que Esperidião Amin e Carlos Bolsonaro são adversários diretos e que a crítica pública de Amin ao filho do ex-presidente antecedeu o pedido de votos feito por Tereza Cristina.
O que ainda está incerto
- Nenhum texto informa instituto, data, percentuais ou margem de erro das pesquisas citadas.
- Não se sabe se Carlos Bolsonaro aceitará o convite para os debates.
- Não há informação sobre novos apoios de lideranças do Progressistas nem sobre concentração de esforços do Partido Liberal em um de seus dois candidatos.
A disputa pelas duas vagas de Santa Catarina no Senado expôs um atrito no campo da direita. A senadora Tereza Cristina pediu votos para Esperidião Amin, do mesmo partido, dias depois de ele ironizar Carlos Bolsonaro e convocá-lo para os debates. A leitura de cada lado da cobertura se divide entre a crise no Partido Liberal e a lealdade partidária do Progressistas.
A disputa pelas duas vagas de Santa Catarina no Senado ganhou um novo capítulo com a entrada de uma senadora de outro estado na campanha catarinense. Em vídeo divulgado no domingo, 27 de setembro de 2026, a senadora Tereza Cristina, do Progressistas do Mato Grosso do Sul, declarou apoio público à reeleição de Esperidião Amin, do mesmo partido, e pediu votos aos eleitores do estado. “Senador, meu querido amigo, quero muito a sua recondução para esta Casa”, afirmou a parlamentar, que elogiou a atuação de Amin nos debates do Congresso e disse esperar que ele siga participando das discussões sobre projetos de interesse do país.
O gesto chega em um momento de atrito aberto dentro do próprio campo da direita catarinense. Amin busca a reeleição enquanto o Partido Liberal lançou dois nomes para as duas vagas em jogo, a deputada Carol De Toni e Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que decidiu disputar o Senado por Santa Catarina em vez do Rio de Janeiro. Dias antes do apoio, Amin havia ironizado o adversário em vídeo, dizendo que sempre ouviu falar da fama de estrupício de Carlos Bolsonaro e convocando-o a comparecer aos debates com propostas para o estado. Carlos Bolsonaro respondeu acusando o senador de ter votado 58% das vezes com o Partido dos Trabalhadores e de ter feito propaganda ao lado da sigla, apesar de se apresentar como candidato de direita.
Os dois relatos convergem no essencial: a disputa pelas duas vagas está acirrada, e a troca de ataques entre Amin e o filho do ex-presidente antecedeu a manifestação de Tereza Cristina. O rompimento do acordo que levou o Partido Liberal a indicar dois nomes para o Senado aparece em apenas um dos textos, assim como a existência de uma terceira candidatura competitiva na mesma disputa.
A divergência está na moldura. Veículos de esquerda destacaram o desgaste interno do bolsonarismo, tratando o episódio como sintoma de uma crise no Partido Liberal, enfatizando o deboche sofrido por Carlos Bolsonaro e lembrando que ele concorre em um estado que não é a sua base eleitoral original. A cobertura de veículos de direita relatou o apoio pela chave da lealdade partidária e da trajetória parlamentar, valorizando a experiência de Amin no Congresso e a coesão do Progressistas em torno de um único nome, sem abrir espaço para a resposta de Carlos Bolsonaro nem mencionar a candidatura de Carol De Toni. Nenhum veículo de centro registrou o episódio no conjunto de matérias analisado, o que restringe a comparação a esses dois enquadramentos.
O que ainda não se sabe é justamente o que permitiria medir o tamanho do movimento. Nenhum dos textos informa instituto, data, percentuais ou margem de erro das pesquisas que sustentam a leitura de disputa acirrada. Também não há informação sobre se Carlos Bolsonaro aceitará o convite para os debates, se outras lideranças do Progressistas repetirão o gesto de Tereza Cristina e se o Partido Liberal pretende concentrar esforços em um dos seus dois candidatos na reta final da campanha.
Fontes

As recentes pesquisas mostram uma disputa acirrada entre Carol De Toni (PL), Carlos Bolsonaro (PL) e Esperidião Amin (PP) pelas duas vagas de Santa Catarina

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) entrou na disputa eleitoral de Santa Catarina ao declarar apoio público à candidatura de Esperidião