John Oliver diz temer vitória de Flávio Bolsonaro em programa sobre eleição
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A cobertura de esquerda tratou o episódio como uma exposição internacional dos riscos que a família Bolsonaro representa para a democracia brasileira. O destaque foi o caso Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro cujo financiamento é investigado, e as mensagens em que Flávio Bolsonaro pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, além da condenação do ex-presidente pelo Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe.
O apresentador britânico John Oliver dedicou cerca de 25 minutos do programa Last Week Tonight, exibido pela HBO no domingo, à eleição presidencial brasileira. Ele disse que Flávio Bolsonaro (PL) tem chances reais de vencer e classificou essa hipótese como preocupante, comparou o 8 de janeiro de 2023 à invasão do Capitólio e avaliou que as tarifas de 50% impostas por Donald Trump ao Brasil acabaram fortalecendo Lula.
Pela ótica de direita, o episódio é a opinião declarada de um humorista estrangeiro que admite não gostar dos Bolsonaros, e não uma análise isenta. O fato político relevante é que o próprio Oliver reconhece que Flávio Bolsonaro cresce nas pesquisas e tem chances reais de vencer, e que a disputa segue aberta para o eleitor brasileiro decidir.
3 fontes políticas
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O humorista britânico John Oliver dedicou 25 minutos do Last Week Tonight, da HBO, à eleição presidencial brasileira. Ele disse que Flávio Bolsonaro tem chances reais de vencer, comparou o 8 de janeiro à invasão do Capitólio e avaliou que as tarifas de Trump fortaleceram Lula. Esquerda, centro e direita deram ênfases diferentes ao episódio.
O apresentador britânico John Oliver dedicou cerca de 25 minutos do programa Last Week Tonight, exibido pelo canal HBO no domingo, 27 de setembro, à eleição presidencial brasileira. A uma semana do primeiro turno, ele afirmou que o senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal, tem chances reais de vencer a disputa, o que, nas palavras dele, não é nada bom.
Os relatos convergem nos pontos centrais do episódio. Oliver fez um panorama do Brasil desde a eleição de 2022 e comparou os ataques de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de Jair Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília, à invasão do Capitólio dos Estados Unidos por apoiadores de Donald Trump, em 2021. Lembrou que Trump chamou o julgamento de Bolsonaro de caça às bruxas e impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. Para o apresentador, a interferência teve efeito contrário ao pretendido, porque o presidente Lula ganhou popularidade ao tratar as tarifas como violação da soberania nacional. Sobre Flávio, Oliver disse que ele tenta se apresentar como um Bolsonaro vacinado, uma versão renovada do pai, mas que os dois compartilham posições, e lembrou a promessa do senador de perdoar o pai se for eleito. Encerrou dizendo que há muito em jogo no Brasil e que os Bolsonaros são uma família em busca de vingança.
As diferenças aparecem no que cada cobertura escolheu destacar. Veículos de esquerda deram peso central ao caso Dark Horse, o filme sobre Jair Bolsonaro cujo financiamento é investigado. Segundo essa cobertura, o programa exibiu mensagens em que Flávio pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, incluindo a frase "Irmão, estarei sempre contigo", e ironizou gastos da produção, como R$ 10 mil pelo aluguel de uma peruca. Esses veículos lembraram ainda que Flávio é investigado no Supremo Tribunal Federal, em inquérito autorizado pelo ministro André Mendonça a pedido da Polícia Federal, e que Jair Bolsonaro foi condenado pela corte por tentativa de golpe de Estado. O tom foi de adesão às críticas do comediante.
A cobertura de centro relatou o episódio de forma factual, com as falas entre aspas, e sublinhou a avaliação de Oliver de que a disputa permanece em aberto. Entre os veículos de direita, a cobertura também se limitou a descrever o programa, com ênfase na previsão de que Flávio pode vencer, na comparação entre Bolsonaro e Trump e na leitura sobre as tarifas, sem entrar no caso Dark Horse. Nenhuma das coberturas trouxe resposta de Flávio Bolsonaro ou de sua campanha.
Ainda não se sabe se o senador ou o Partido Liberal vão reagir ao programa, nem se o episódio terá algum efeito sobre o eleitorado na reta final. O inquérito sobre o financiamento do filme segue sem conclusão pública. O primeiro turno está marcado para o domingo, 4 de outubro.
O comediante britânico John Oliver chamou Flávio Bolsonaro de “um bosta perigoso” (“dangerous dipshit named Bolsonaro”) no novo episódio da 13ª temporada de “Last Week Tonight”, exibido pela HBO no domingo (27), dedicado à eleição presidencial brasileira. Oliver percorreu a trajetória política da família Bolsonaro, as acusações envolvendo Jair Bolsonaro e, principalmente, o caso “Dark […]

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