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O ministro Alexandre de Moraes, do STF, marcou para 28 de julho, às 14h, o depoimento do senador Flávio Bolsonaro à Polícia Federal, no inquérito que apura suposta calúnia contra o presidente Lula.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta sexta-feira (17) que o senador Flávio Bolsonaro preste depoimento à Polícia Federal no dia 28 de julho, às 14h, em razão do inquérito que apura suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi tomada depois que a defesa do senador deixou passar o prazo para indicar data e horário para a oitiva.
O caso tem origem em uma publicação de Flávio Bolsonaro na rede social X, em 3 de janeiro deste ano, no mesmo dia em que forças dos Estados Unidos capturaram o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Na postagem, o senador associou imagens de Maduro e de Lula à afirmação de que o petista seria "delatado", atribuindo-lhe crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e ditaduras e fraude em eleições. A Polícia Federal concluiu, em relatório final enviado a Moraes em 26 de junho, que a publicação fez uma falsa imputação de crime ao presidente e enquadrou a conduta no artigo 138 do Código Penal, combinado com o artigo 141, que aumenta a pena quando a ofensa atinge o chefe do Executivo.
Em 6 de julho, a Procuradoria-Geral da República, comandada por Paulo Gonet, defendeu que a Polícia Federal ouvisse o senador antes de decidir se apresenta denúncia, pede novas diligências ou arquiva o caso. A corporação já havia dado à defesa a oportunidade de indicar data e horário, inclusive por videoconferência, mas os advogados apenas solicitaram prorrogação do prazo, sem comprovar impossibilidade de comparecimento. Diante disso, Moraes fixou diretamente o dia e o horário do depoimento.
A cobertura de centro, como a do Poder360, relatou os fatos processuais sem atribuir intenção política à demora ou à decisão, limitando-se a reproduzir a manifestação da PGR e o teor da decisão de Moraes. Já veículos de esquerda, como o Diário do Centro do Mundo e o ICL Notícias, descreveram a publicação de Flávio como uma acusação falsa e destacaram que a própria Polícia Federal apontou a inexistência de dúvida sobre a autoria e o enquadramento penal da conduta. Por outro lado, veículos de direita, como O Antagonista e a Revista Oeste, deram mais espaço à justificativa da defesa sobre a agenda apertada de pré-campanha e registraram reações de apoiadores do senador que classificam o inquérito como perseguição política, enxergando o caso como parte de uma disputa mais ampla entre o Judiciário e a direita.
O que ainda não se sabe é qual será a posição de Flávio Bolsonaro no depoimento marcado para 28 de julho, nem se ele buscará uma retratação, possibilidade mencionada pelo procurador-geral da República como capaz de isentá-lo de pena. Também segue em aberto se a Procuradoria-Geral da República apresentará denúncia ao Supremo Tribunal Federal, pedirá novas diligências ou arquivará o processo depois de ouvido o senador.
7 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O texto é majoritariamente factual, mas a legenda da foto chama a publicação de Flávio de "mentirosa", antecipando o juízo que caberia à PGR e ao STF, e não detalha os argumentos da defesa sobre o pedido de prorrogação.
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Relato procedimental detalhado, com citação equilibrada das posições da Polícia Federal, da PGR e da defesa de Flávio, sem linguagem valorativa apesar do publisher ser rotulado como esquerda.
Veículos com viés ao centro
Reportagem cronológica e factual, com citações diretas de Moraes e do procurador-geral Paulo Gonet, sem adjetivação nem enquadramento perceptível.
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Cobertura factual e enxuta do despacho de Moraes, citando a justificativa da defesa sobre a agenda de pré-campanha sem tomar partido; foco mais informativo do que ideológico.

Alexandre de Moraes marcou para 28 de julho o depoimento de Flávio Bolsonaro à PF em investigação sobre postagem contra Lula.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) preste depoimento à Polícia Federal no

Senador é investigado por suposta falsa imputação de crimes ao presidente

O senador é investigado por uma publicação em que afirmou que o presidente Lula seria “delatado” pelo então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por supostos crimes

Flávio havia pedido ao ministro Alexandre de Moraes o adiamento do depoimento em virtude da pré-campanha eleitoral. Moraes negou

Senador será ouvido pela Polícia Federal sobre comparação feita entre o petista e o ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro. Leia no Poder360.

O ministro do STF definiu a data para o parlamentar falar à PF sobre suposta calúnia ligada ao ditador Nicolás Maduro
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Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Texto sucinto e factual sobre o agendamento do depoimento, sem adjetivação relevante em relação a Moraes, à Polícia Federal ou a Flávio.
Perspectivas omitidas
Enfatiza que 'Moraes negou' o pedido de adiamento feito por Flávio e usa o termo 'ditador venezuelano' para Maduro, reproduzindo majoritariamente a fala do senador e da PGR sem atribuir julgamento de valor à publicação original, num enquadramento discretamente mais favorável ao senador.
Perspectivas omitidas
O corpo do artigo inclui um comentário de leitor que caracteriza a decisão judicial como parte de uma 'perseguição à Direita' promovida pelos 'togados', reforçando um enquadramento de direita mesmo que a reportagem em si seja majoritariamente factual; os links relacionados também usam o diminutivo 'Lulinha' em referência a outro processo.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas



