Morre Alvin Hellerstein, juiz do caso Maduro em Nova York, aos 92 anos
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Como decidimos →A morte de Alvin Hellerstein tira do caso Maduro um juiz com histórico de impor limites ao poder do Executivo americano. Ele barrou deportações sem audiência promovidas pelo governo Trump e mandou divulgar fotos de abusos contra detidos no Iraque e no Afeganistão. O processo segue com a juíza Analisa Torres.
O processo de narcotráfico contra Nicolás Maduro em Nova York troca de juiz após a morte de Alvin Hellerstein, aos 92 anos. A ação, conduzida por ele por mais de uma década, já condenou o ex-chefe de inteligência venezuelano Hugo Armando Carvajal, e a acusação contra Maduro segue com a juíza Analisa Torres.
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Os dois lados publicaram o mesmo texto de agência: Alvin Hellerstein morreu aos 92 anos e o processo contra Nicolás Maduro passou à juíza Analisa Torres.
O juiz federal Alvin Hellerstein, que conduzia em Nova York o processo de narcotráfico contra o presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, morreu aos 92 anos. Um documento judicial atribuiu o caso à juíza Analisa Torres. Hellerstein atuou também nos processos civis do 11 de Setembro e em decisões contra o governo de Donald Trump.
Alvin Hellerstein, juiz federal do Distrito Sul de Nova York que conduzia o processo contra o presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, morreu aos 92 anos. A morte foi confirmada por um funcionário do tribunal distrital nesta quarta-feira, 28 de outubro. Pouco depois, um documento judicial informou que o caso foi atribuído à juíza Analisa Torres, nascida em 1959.
Hellerstein era um dos juízes federais mais antigos dos Estados Unidos. Justamente por isso, já havia dúvidas sobre se ele seria o magistrado adequado para presidir o que poderia ser um julgamento longo contra Maduro, acusado de narcotráfico, entre outros crimes. Maduro foi capturado por forças americanas em janeiro, durante uma operação militar em Caracas, e está detido com a esposa numa prisão em Nova York.
O juiz conduziu por mais de uma década o processo de narcotráfico ligado a Maduro. Essa mesma ação já resultou na condenação do ex-chefe de inteligência venezuelano Hugo Armando Carvajal. Indicado ao cargo em 1998 pelo então presidente Bill Clinton, Hellerstein se formou em Direito pela Universidade Columbia e atuou como advogado no Exército americano entre 1957 e 1960.
A carreira dele inclui decisões de grande repercussão. Supervisionou os processos civis decorrentes dos atentados de 11 de setembro de 2001 e rejeitou com frequência acordos que considerava injustos para as vítimas. Em 2015, ordenou ao governo americano que divulgasse fotos de abusos contra detidos no Iraque e no Afeganistão. Também rejeitou o pedido de Donald Trump para transferir à Justiça federal o processo de Nova York sobre pagamentos não declarados. No ano passado, impediu que o governo Trump deportasse supostos integrantes de uma organização criminosa venezuelana sem audiência judicial. E presidiu o julgamento em que um júri concluiu que o banco francês BNP Paribas ajudou a sustentar o regime de Omar al-Bashir no Sudão, com indenização de 20,75 milhões de dólares a três autores sudaneses.
A cobertura de centro relatou o caso de forma estritamente factual, a partir de um mesmo texto de agência internacional. Veículos de esquerda e veículos de direita publicaram esse mesmo texto, sem acrescentar análise própria. A diferença ficou na moldura: veículos de esquerda o cercaram de chamadas críticas à extrema direita, enquanto veículos de direita deram destaque, no subtítulo, aos processos do 11 de Setembro e às decisões contra Trump.
O que ainda não se sabe é a causa e a data exata da morte. Nenhuma fonte informou se a troca de juíza vai alterar o calendário do julgamento de Maduro, nem como a defesa e a acusação reagiram à mudança.
Alvin Hellerstein era um dos juízes federais mais antigos do País

Alvin Hellerstein também atuou em processos sobre o 11 de Setembro e contra Trump
